J.F.Dioria/Estadão
J.F.Dioria/Estadão

Novos espaços e obras que não se deve perder

A comemoração pela primeira década do Instituto Inhotim não poderia ser de outra maneira: com novas exposições. No início de setembro, foram inauguradas duas novas mostras. Por Aqui Tudo é Novo e Light têm como objetivo criar uma nova leitura sobre o acervo do museu ao ar livre. 

Juliana Diógenes, BRUMADINHO

10 Janeiro 2017 | 04h55

Apresentada na Galeria Mata, Por Aqui Tudo é Novo é baseada no relato de um certo viajante, James W. Weels. No final do século 19, Weels passou por Brumadinho e ficou surpreso com a região. A exposição mescla produções de artistas mais novos da coleção do instituto com trabalhos que marcaram os primeiros anos do lugar. 

Light, por sua vez, expõe trabalhos que têm a luz como elemento sensorial sob a perspectiva de diferentes artistas. Instalada na Galeria Lago, a mostra estabelece relações entre obras de Cao Guimarães, Cildo Meireles e Cláudia Andujar e trabalhos apresentados em diferentes momentos da existência do Inhotim. 

Além das novas exposições, o Inhotim conta com um acervo de aproximadamente 700 obras de mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros, espalhadas por seus 140 hectares de área de visitação. Adriana Varejão, Tunga, Lygia Pape, Hélio Oiticica estão entre os mais conhecidos, mas há diversos tesouros escondidos pelo museu-parque – selecionamos alguns deles abaixo. Para visitar a maior parte das obras e curtir o belo paisagismo do local, no entanto, você vai precisar de no mínimo dois dias. 

Centro de Educação e Cultura Burle Marx e Yayoi Kusama. Um dos cantinhos escondidos de Inhotim, o Centro de Educação e Cultura Burle Marx é um espaço com salas de reunião e biblioteca voltada para o estudo de botânica. Ali, é possível sentar às mesas – quase sempre vazias – para descansar e admirar a quietude. Subindo as escadas por trás do café está a obra Narcissus Garden (2009), da artista japonesa Yayoi Kusama. Instaladas sobre uma lâmina d’água, bolas espelhadas se juntam, se espalham e mudam o cenário de acordo com a movimentação do vento. O trabalho é entrecortado por um jardim de plantas tropicais.

Galeria Claudia Andujar. Camuflado em uma densa mata tropical, o pavilhão é o segundo maior do parque e foi inaugurado em 2015. Exibe mais de 400 fotografias realizadas pela artista suíça Claudia Andujar entre 1970 e 2010 na Amazônia brasileira com os índios ianomâmis. O prédio foi projetado especialmente para receber a obra de Claudia – de tijolinhos artesanais, a ideia é que o lugar se confunda com a paisagem natural. Em alguns espaços da galeria, dá até para sentir o cheiro de terra. É o lugar ideal para gastar horas de contemplação sobre a cultura indígena. Destaque para a série de imagens das festividades xamânicas, que parecem estar em movimento. 

Forte Solitário. O nome não é a toa: o Forte Solitário (em inglês, Beehive Bunker) fica em um dos pontos mais altos do parque. De lá, é possível admirar a bela vista montanhosa da região. O forte é uma escultura do artista americano Chris Burden e foi instalada no ano de abertura do Inhotim. O local simula uma estrutura bélica de defesa, utilizada na Segunda Guerra Mundial, demonstrando uma preocupação de Burden com questões políticas. A obra é formada por 332 sacos de concreto instantâneo que, por um sistema de irrigação, enrijeceram de forma compacta. Se for subir a pé, prepare-se: o terreno é íngreme. Pouco antes está a obra Bean Drop, do mesmo artista. 

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