O castelo e outros patrimônios seculares. Para ver e desfrutar

Restaurantes, igrejas, escadarias e mirantes se espalham pelo topo da colina onde o rei Béla IV instalou sua corte

Mônica Nóbrega, BUDAPESTE

13 Julho 2010 | 02h30

     

Útil. A Ponte da Liberdade, com sua estrutura de ferro verde, é utilizada para a travessia sobre o Danúbio

 

 

Parece mesmo um trajeto para reis e princesas. Depois de atravessar a imponente Chain Bridge, ponte mais antiga e cartão-postal de Budapeste, chega-se a uma muralha enfeitada com um brasão. No emaranhado de desenhos que simbolizam o então Reino da Hungria (formado por Croácia, Dalmácia, Eslovênia, Bósnia...) podem ser lidas as palavras de ordem "confiança" e "virtude" - caso você entenda húngaro, claro. Além da data em que foi concluído aquele trecho do Castelo de Buda: 1880.

Se quiser continuar neste clima de realeza (e estiver com disposição), suba pelas escadas e alamedas de pedra em meio ao bosque. A opção sem esforço é o funicular, logo ao lado. As duas escolhas levam ao ponto mais alto da colina, onde está o prédio principal do castelo e de onde se tem uma vista panorâmica belíssima, em 360 graus, da cidade.

 

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À frente estão o Rio Danúbio e o lado Peste - não há lugar melhor para garantir a foto da Chain Bridge. Poucos passos em direção ao fundo do terreno e você enxerga as colinas verdes de Buda, entremeadas por casas.

 

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O Castelo de Buda foi erguido no século 13 pelo rei Béla IV, para defender o reino da invasão dos mongóis. Ainda que não houvesse mais o que ver em Budapeste, o palácio e seu entorno seriam suficientes para garantir dias de puro entretenimento. Está ali o Museu de História (btm.hu), com acervo que mostra resquícios arqueológicos, utensílios domésticos e de decoração e armas do período medieval.

A Igreja de Nossa Senhora (Matthias Church), com seu belo telhado de mosaicos coloridos, fica no coração do bairro. Quatro hotéis, mirantes, escadarias, lojas de lembranças e restaurantes que parecem dependurados à beira do precipício completam o cardápio de atrações.  

 

 

Na planície. Do alto do castelo fica ainda mais fácil compreender geograficamente a cidade e se localizar nela. Quase todos os outros monumentos que você vai querer ver estão na margem oposta do Danúbio.

O domo da neogótica catedral de Santa Elizabeth, por exemplo, é visível dali. Bem como o Mercado Central, com sua fachada colorida de 1890, restaurada um século depois. Lá dentro é possível comprar de linguiça nacional e páprica em embalagens de todos os formatos até roupas, bolsas e souvenirs com jeito de Rua 25 de Março.

Neste ponto, a travessia sobre o Danúbio é feita pela Ponte da Liberdade, a estrutura de ferro verde que aparece na primeira foto da matéria. Para ser admirada das duas margens. E, como todo o resto, também lá de cima, do alto do castelo.

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