Divulgaçãoi
Divulgaçãoi

O que é mais sujo em aviões e aeroportos?

Se você acha que é o banheiro, errou feio

Ana Swanson , The Washington Post

11 Setembro 2015 | 17h49

Viajar pode ser um pesadelo para quem tem pavor de germes. Não importa se o seu meio de transporte é avião, ônibus ou automóvel: é certo que no caminho você encontrará os banheiros mais nefastos ou vizinhos de poltrona que não param de tossir e espirrar. Se esse tipo de coisa o incomoda, este artigo não vai fazer você se sentir melhor.

Travelmath.com, um site que ajuda a calcular o tempo de estrada ou voo entre cidades do mundo inteiro (incluindo o Brasil), listou alguns dos lugares mais sujos do aeroportos e aviões. A pesquisa teve como base 26 amostras, recolhidas por um microbiologista em cinco aeroportos e quatro voos de duas companhias aéreas diferentes nos Estados Unidos. 

Não foi surpresa descobrir que aeroportos e aviões são mais sujos de que uma residência tradicional, mas sim os lugares onde a maior parte dos germes foi encontrada.

As amostras indicaram que os banheiros de aviões e aeroportos têm menos germes que outras coisas consideradas inofensivas. No avião, o local mais sujo foi (pasme) a mesinha da poltrona. Os testes determinaram que ali havia 2.155 unidades de formação de colônias (UFC) – medida de microbiologia que indica o potencial reprodutor de bactérias e fungos – por polegada quadrada. 

Um tanto chocante, se comparado às 285 encontradas na ventilação de ar, 265 na descarga do banheiro e 230 no cinto de segurança. 

No aeroporto, os números foram similares. Os testes indicaram que o botão dos bebedouros tinham 1.240 unidades de formação de colônias por polegada quadrada, comparadas com 70 nas cabines dos banheiros.

A boa notícia foi saber que todas as amostras deram negativo para coliformes fecais como a bactéria E.colli, que pode causar vômito e diarreia. 

Baseado em 22 itens caseiros testados pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, vasilhas de comida e brinquedos de animais de estimação, além de balcões de cozinha, são frequentemente mais sujos que os recordistas de sujeira em aviões e aeroportos. Por outro lado, assentos de privada, celulares e dinheiro são, na verdade, mais limpos. 

Parece ser contraditório que banheiros são mais limpos que as mesinhas de avião e balcões de cozinha. Na verdade, isso significa que, de modo geral, as empresas estão fazendo um bom trabalho de limpeza nos banheiros. A má notícia é que elas não estão fazendo um bom trabalho para limpar outras coisas.

 

Segundo o Travelmath, a pressão para as companhias acelerarem o embarque e desembarque de passageiros em voos de curta distância faz com que as mesinhas sejam limpas apenas ao final do dia. Enquanto esse quadro não mudar, é melhor você evitar comer qualquer coisa que caia sobre ela.

PESQUISA LISTA OS PIORES BANHEIROS DE AEROPORTOS NO PAÍS

No início do ano, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) divulgou pesquisa com o índice de satisfação dos passageiros em aeroportos brasileiros. As avaliações foram feitas por 12.292 pessoas entre outubro e dezembro de 2014, que deram notas de 1 a 5 em 48 critérios – entre eles, a limpeza dos banheiros. 

 O Aeroporto de Cuiabá (MT) recebeu a pior nota (3,45) e também foi o pior avaliado na soma dos critérios. Foi seguido pelo Aeroporto de Salvador (BA), com 3,48; de Fortaleza, com 3,71; de Confins, em Belo Horizonte (MG), com 3,81; e o de Guarulhos, em São Paulo, com 3,85. Já os mais bem avaliados foram o de Brasília (DF), 4,33; Viracopos (SP), 4,20; Santos Dumont (RJ), 4,25; Natal (RN), 4,27; Galeão (RJ), 4,25; e Curitiba (PR), 4,12.

Mais conteúdo sobre:
aviação germes banheiros

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.