Bruna Toni/Estadão
Bruna Toni/Estadão

Para entender o resort. E o que está fora dele

Tudo o que você pode fazer no complexo - e também fora dele

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2018 | 04h10

Batiam as dez horas da noite, mas ninguém queria arredar os pés, as pernas e o resto do corpo das águas quentes do Parque das Fontes. Esta atração é exclusiva para quem se hospeda nos hotéis dentro do resort. A seguir, todos os detalhes para entender o Rio Quente.

Parque das Fontes

Ali, a 630 metros de altitude, estão as 18 fontes que abastecem todo o complexo, a começar pelas piscinas que obrigam a água represada do rio a obedecer os contornos da construção humana naquele trecho. Logo ao lado está o rio, seguindo seu curso natural, do qual 12 quilômetros passam por dentro do parque. 

A piscina de cascata é a mais famosa do parque, e é realmente uma delícia ficar embaixo da ducha caindo a 37 graus. Mas sentar em uma das cadeirinhas dos bares molhados – com esse nome porque estão dentro d’água – para se servir de petiscos e bebidas é tentador. O melhor: as piscinas ficam abertas 24 horas por dia, com serviço de bar. 

E prepare-se para a disputa por um lugar nos poços do Governador e da Primeira Dama, dois buracos na rocha de onde brota água ainda mais quente, fazendo as vezes de um ofurô natural. Ninguém soube explicar os nomes dos poços, mas se você conseguir um tempo dentro deles, talvez se sinta como mandachuva mesmo. 

As águas das piscinas são constantemente renovadas porque, afinal, trata-se de água corrente, do rio. A vazão é de 5,2 milhões de litros por hora. Depois de usadas, vão para uma estação de tratamento do próprio resort. Parte da água limpa volta ao leito do rio e parte é reutilizada nas estruturas internas. 

Ao redor, com águas transparentes e pedras – o que dá mais sensação de rio –, espreguiçadeiras enfileiradas acomodam quem quer apenas ganhar vitamina D. A vegetação garante sombras agradáveis, principalmente no caminho até o Hotel Turismo, com projeto paisagístico de Burle Marx.

Spa Manacá

Bem pertinho do Parque das Fontes está o Spa Manacá, com sete tipos de tratamentos, incluindo massagens relaxantes, shiatsu e opções estéticas a partir de R$ 63. Durante 25 minutos, meu pescoço e costas estiveram nas mãos de uma das massoterapeutas que, depois de ir direto ao ponto da dor, me ofereceu chá quentinho e castanhas de baru, típicas do cerrado. 

Em conta 

Para quem não quer gastar mais, há formas gratuitas de relaxar. Se você for do time dos exercícios, há uma academia fora do padrão: é toda aberta, com vista para o Parque das Fontes. 

Outras ideias são pescar (a partir de R$ 48) ou jogar tênis nas seis quadras do resort – abertas 24 horas, com aluguel de duas raquetes e seis bolinhas por R$ 40. 

As noites são animadas por shows temáticos gratuitos no Toldo do Bosque. Na minha vez estavam programadas uma noite de flashback, outra de sertanejo. Com alguns covers melhores do que outros. 

Não espere nomes famosos na programação. Os espetáculos são estrelados por funcionários do resort, que também assumem a tarefa de monitores pela manhã. “Os grandes shows atraem outro tipo de público que não é o nosso”, argumenta o diretor de marketing Flávio Monteiro. 

O complexo organiza festivais ao longo do ano. De 11 a 18 de março, o das Noites Douradas terá a presença de Sidney Magal. Em maio, rola Festival Alemão e de comédia; em setembro, Festival Bem Estar. Confira as datas no site. 

 

Comer e beber

A maioria dos pacotes do Rio Quente Resorts preveem meia pensão, com café da manhã e almoço. Em alguns casos, é possível trocar o almoço pelo jantar ou incluir as três refeições. A negociação é facilitada para quem faz a compra direto com a central de vendas do Rio Quentes Resorts. 

As refeições que estiverem previstas no seu pacote serão feitas sempre no restaurante do seu hotel, para evitar risco de lotação. No Hotel Turismo, onde fiquei hospedada, o restaurante Pequi – nome do fruto mais famoso de Goiás – tem como proposta destacar os ingredientes do cerrado. Provei, claro, o arroz com pequi – e foi ali também que conheci o Seu Omar, personagem lá do começo desta reportagem. À noite, o Pequi é o único restaurante com serviço a la carte; pratos custam a partir de R$ 86 por pessoa. 

Já o Restaurante da Mata, no Hotel Cristal, investe em opções da gastronomia internacional. À noite, organiza jantares temáticos: tem o dia do japonês, do mexicano, do italiano. Participei de um destes jantares temáticos, com frutos do mar. Por fim, o Restaurante Casa de Cora – homenagem à poetisa goiana Cora Coralina – tem serviço de bufê no almoço e no jantar e se dedica à comidinha de fazenda e ao churrasco. 

Entre os restaurantes do resort, a pizzaria Oliva serve redondas de massa fininha e recheios fartos, com sabores diferentões – o que pode incluir adição de pequi – a partir de R$ 69. Há também o Clube Chopp Brahma, aberto das 19h às 3h; o Marolo Café e a sorveteria Bello Gelatto, com opções produzidas pelo próprio resort (uma bola, R$ 10).

Do lado de fora

Como opção para o almoço há ainda os restaurantes dos hotéis que ficam fora do resort: La Távola, no Giardino, e Cores, no Flat I e Flat III. Ainda é possível comer no centro da cidade de Rio Quente: o Restaurante Lisboa e o Empadão Goiano da Tânia têm boas indicações. 

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