Bruna Toni|Estadão
Bruna Toni|Estadão

Parques, gastronomia, automobilismo: saiba o que fazer em Gramado

Não é só no Natal que Gramado merece ser visitada. Há motivos para visitá-la o ano todo: Festival de Cinema em agosto, Chocofest na Páscoa, vinhos no inverno. Confira três irresistíveis parques temáticos, uma rota gastronômico e um tour pelo mundo automobilístico que podem entrar em seu roteiro em qualquer época.

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2015 | 05h00

PARQUES

Mundo de Chocolate

facebook.com/mundodechocolatelugano; entrada a R$ 28

Com a cara da cidade, conhecida pelas dezenas de fábricas de chocolate e suas respectivas lojas – entre as mais conhecidas, Lugano, Caracol, Praver, Planalto e Florybal –, o Mundo do Chocolate, no centro de Gramado, foi inaugurado no início do ano ao lado do charmoso café da Lugano, a quem pertence.

Controle seus impulsos glutões: as esculturas expostas – da floresta tropical a monumentos como a Torre Eiffel e o Taj Mahal – são feitas com chocolate. “Peças com esse realismo, até fora do Brasil, não são muito comuns”, afirmam os chefs confeiteiros responsáveis pelas obras, Fernando Oliveira e Abner Ivan.

A fonte de inspiração para os artistas do interior de São Paulo foi a World of Chocolate Wonderland, parque de esculturas de chocolate em Xangai, China. A perfeição das figuras faz duvidar que tudo aquilo foi mesmo construído com incontáveis barras de chocolate de cerca de 15 quilos cada. Mas o aroma denuncia: o Coliseu, o barco veneziano que navega num rio marrom, o macaco em tamanho real com sua banana, a Monalisa enquadrada, o vestido de noiva e o Buda são mesmo de puro cacau. Para o ano que vem, a promessa é terminar uma Muralha da China

Ficou com água na boca? Você pode ainda fazer seu próprio chocolate (R$ 14) ou escolher um dos doces no convidativo café.

Snowland

snowland.com.br; R$ 99

Pode ficar tranquilo: se escolher ir a Gramado no verão, as chances de se sentir em um vilarejo dos Alpes Suíços e ver neve ainda serão reais. Inaugurado em 2013, o Snowland, que afirma ser o primeiro parque de neve indoor das Américas, exige ao menos metade de um dia para ser aproveitado como se deve. Há pista de patinação no gelo onde se encontra gente de todas as idades (e habilidades), o simulador de esqui 7D – em pé numa plataforma, “descemos” com muita emoção uma difícil montanha de neve – e o Bumper Car, carrinhos de bate-bate que deslizam sobre o gelo. Além de espetáculos como o teatral Flokus: Em Busca da Neve.

O parque de 16 mil metros quadrados também conta com uma área destinada à prática de esqui, snowboard, esquibunda e motoneve, a Montanha de Neve. As atrações são pagas à parte: para os mais experientes, sai R$ 40, incluindo roupas e equipamentos. Já os iniciantes podem aproveitar a oportunidade para começar a treinar. As aulas, de 50 minutos, custam R$ 65 – o frio, ao menos, é o mesmo das estações de esqui de verdade. E ainda dá para levar as luvas de recordação.

Mini Mundo

minimundo.com.br; R$ 24

Uma cidade feita com miniaturas 24 vezes menores do que suas inspirações originais. Assim é o Mini Mundo, onde cenários e cidades são representadas com delicadeza e exatidão, dos detalhes dos prédios aos seus minúsculos habitantes.

Caminhar como um gigante, seguindo o trajeto dos trilhos do trem que a atravessa e percorre quase 5 mil quilômetros por ano, é descobrir curiosidades da própria Gramado. Ali estão a praça e a rua principais, a Igreja Matriz...

Aos pequenos, a companhia de personagens como o Ursinho Gui e o Limpador de Chaminés é, talvez, a forma que a quarta geração da família Höppner encontrou de manter o espírito inicial de 30 anos atrás, quando o “avô Otto”, criador das primeiras miniaturas, extrapolou os limites da imaginação e construiu uma casinha de brinquedos aos seus dois netos. 

GASTRONOMIA

É quase impossível decidir em qual dos charmosos e incontáveis restaurantes e cafés coloniais entrar. Sobretudo no centro de Gramado, desde a Avenida das Hortênsias até a Rua Coberta, um longo e agitado caminho com teto de vidro para comer e beber a qualquer hora do dia e da noite.

Os cardápios, como não poderia deixar de ser, oferecem suculentas carnes, vinhos variados e muitas opções de fondue – para os gramadenses, visitar a cidade e não experimentar um deles é quase um pecado. 

Estenda essa definição também a cafés coloniais como o Bela Vista, um exagero à mesa que, em 2016, promete sua primeira unidade no bairro de Moema, em São Paulo. Pães, frios, bolos, tortas, carnes, salgados, geleias, sucos, café e bufê de sobremesas brigam por um espaço no nosso estômago. A única tristeza é perceber que, ainda que se passe a tarde toda, será impossível aproveitar tudo como se deseja – custa R$ 62 por pessoa.

Cervejeira. Pratos e bebidas típicas de inverno à parte, Gramado tem se especializado em outro tipo de produto artesanal que não o chocolate. Suas duas marcas de cerveja, a Rasen e a Gram Bier fazem valer a inclusão de um roteiro cervejeiro nos planos de viagem.

Muito além de uma prazerosa sessão de degustação, em ambas é possível ver de perto o processo de fabricação dos produtos. Na Gram Bier, você vai ter de agendar horário para conhecer a fábrica, mas na Rasen basta consultar os horários de atendimento de seu pequeno e aconchegante bar grudado à fábrica. 

Enquanto aguarda a guia formar o grupo de visitantes, uma dica é pedir pela Strong Golden Ale Especial, que harmoniza com panetones e biscoitos natalinos ou pela sazonal Brown Ale Bagual, nome que, em gauchês, quer dizer “homem forte”. A garrafa (R$ 19) vem com um lacinho vermelho típico dos maragatos amarrado na garganta em homenagem à Revolução Federalista – há mais imersão na cultura local do que isso? 

Se quiser ir além, a Rota Cervejeira Serra Bier tem um programa que inclui visita e degustação a seis cervejarias de Gramado, Canela e Nova Petrópolis (R$ 130 por pessoa; reservas em 54-9628-5965).

AUTOMOBILISMO

O que não falta em Gramado é museu. E, por falta de um, há dois com o mesmo tema – mas conceitos bem diferentes.

 

O Super Carros é para quem olha para o futuro. Suas mais de 30 máquinas, distribuídas em dois andares, são potências de marcas como Lotus, BMW, Ferrari e Cadillac. Há cinema 9D e simuladores onde você testa carros de Fórmula 1, mas, se quiser uma aventura mais real, reserve um tempinho – e dinheiro (a partir de R$ 190) – para fazer um test-drive em um dos modelos.

Já o Museu do Automóvel Hollywood Dream Cars faz uma viagem de volta ao passado. Ali estão guardadas raridades restauradas da época de ouro, entre as décadas de 1950 e 1960, como um Cadillac conversível de 1953 e um Ford Victoria de 1956. 

Para os apaixonados por motos, esse também é o lugar. Junto ao Museu do Automóvel está o Harley Motor Show. Como o próprio nome diz, o que se vê por ali são modelos (15, para ser mais exata) de Harley-Davidsons.  

Os ingressos para os três museus custam R$ 40 cada, mas há um passaporte vendido em cada um deles que inclui essas e mais duas atrações, o Museu de Cera: DreamLand e o Vale dos Dinossauros, em Canela, e sai por R$ 110. 

COMO E POR ONDE IR

Aéreo: SP – Porto Alegre – SP: R$ 474,65 na TAM; R$ 549,54 na Gol; R$ 921 na Avianca e R$ 980 na Azul.

Terrestre Porto Alegre - Gramado:  o trajeto mais rápido entre Porto Alegre e Gramado é pela RS-115 e leva 2 horas. Mas os 20 minutos a mais seguindo pela Rota Romântica, cercada por hortênsias e cultura germânica, são recompensadores. Há transfer do aeroporto e ônibus.

Terrestre Gramdo - Canela: o Bus Tour para nos pontos turísticos; a Jardineira das Hortênsias tem tours fechados

 

DINHEIRO: muitos lugares não aceitam cartão; previna-se.

 

Mais conteúdo sobre:
Páscoa Brasil Rio Grande do Sul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.