Bruna Toni/Estadão
Bruna Toni/Estadão

Passeios ao ar livre (e gratuitos) em Moscou

5 dicas de passeios pelas ruas da capital russa

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2018 | 00h20

Estátuas de Marx e Lenin

Estações: Teatralnaya (linha 2) e Tverskaya (linha 2)

Me deparei com um busto de Karl Marx logo que desembarquei do metrô na estação Teatralnaya (linha 2) e saí à rua, na noite da minha chegada a Moscou. Foi, de fato, a primeira imagem familiar que encontrei na capital. Obra de Lev Kerbel, o busto foi esculpido em granito na década de 1960 e está exposto no local acompanhado de um trecho do Manifesto Comunista.

Em posição de discurso, o velho Marx tem ali o privilégio de contemplar o Teatro Bolshoi, localizado do outro lado da rua. Já a estátua de Lenin fica mais escondida: está na Praça Tverskaya, atrás do monumento de Yury Dolgoruky, considerado o fundador de Moscou. O autor do Lenin em questão, de 1938, é Sergey Dmitrievich.

Antiga KGB

Estação: Lubyanka (linha 1)

Seja por seu papel ímpar na história dos serviços secretos ou a carga sombria que parece carregar até hoje, a extinta KGB desperta curiosidade de quem visita a Rússia. Criado durante a Guerra Fria, o Comitê de Segurança do Estado (em português) foi responsável pela espionagem soviética e também pela tortura, prisão e assassinato de opositores do regime stalinista, incluindo integrantes do próprio Partido Comunista. A KGB foi desmembrada nos anos 1990 e se transformou em FSB e SVR. Seu prédio, porém, continua o mesmo, uma construção de paredes amarelas do fim do século 19 conhecida como Lubianka (referência à praça de mesmo nome à sua frente). É possível visitar o pequeno museu lá dentro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h; government.ru/en.

Rua Arbat (Old Arbat)

Estação: Smolenskaya (linha 3)

Você vai se encantar pela Antiga Rua Arbat. Antiga com letra maiúscula porque a via, uma das mais conhecidas de Moscou, ganhou outra versão ali perto, a Nova Arbat. Tem prédios art nouveau que foram de famílias nobres no século 17. A casa do poeta Alexander Pushkin está aberta à visitação. A alma boêmia permanece nos artistas de rua e nos muitos bares e restaurantes, com pratos russos, internacionais e de fast-food. Exclusiva dos pedestres, tem lojas e bancas de souvenirs – nada muito em conta, mas não custa olhar.

Parque Gorki

Estações: Park Kultury e Oktyabrskaya

O parque urbano fica às margens do Rio Moscou e é uma ótima pedida para relaxar durante a Copa. O verão, afinal, é a época ideal para aproveitar seus lagos, quadras de tênis, mesas de pingue-pongue e, logicamente, ver suas fontes ligadas. Sua abertura, em 1928, foi motivada pela política soviética de criar mais espaços de cultura e lazer na cidade. Por isso, ali também estão brasões e símbolos da antiga URSS. O nome do parque é da década de 1930, em homenagem ao escritor russo Máximo Gorki. Site: park-gorkogo.com/en.

 

Biblioteca do Estado Russo (Biblioteca Lenin)

Estação: Biblioteca im. Lenina (linha 1)

É a maior biblioteca do país e uma das cinco maiores do mundo. Merece ser vista com atenção, mesmo que apenas do lado de fora (acesse também  o hall de entrada). O conjunto arquitetônico começou a ser construído em 1862 nas proximidades do Kremlin, e foi sendo ampliado nos anos seguintes. Isso explica suas diferentes propostas artísticas: do Fórum Romano e das colunas clássicas à estátua de Dostoievski na entrada; das imagens de referência à ciência às que evocam a classe trabalhadora. Site: rsl.ru/en.

Leia mais: Confira todas as dicas do Viagem para visitar a Rússia, país-sede da Copa do Mundo 2018

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.