Bruna Toni/Estadão
Bruna Toni/Estadão

Em Minas, Capitólio tem passeios para imergir na natureza

Com área maior do que a Baía da Guanabara, Lago de Furnas, em Capitólio, ganhou o apelido de mar

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

07 Novembro 2017 | 04h50

Depois de cinco horas de carro a partir de São Paulo, uma imensidão verde-água invadiu nossa visão. Havíamos chegado, enfim, ao Lago de Furnas, principal atração da cidade de Capitólio (MG). Com seus 1.440 quilômetros quadrados – maior do que a Baía de Guanabara, no Rio –, o enorme lago é chamado, com justiça, de Mar de Minas

Nele, é possível nadar, passear de barco, praticar esportes ou apenas contemplar a paisagem. Entre as 34 cidades banhadas pelo lago, Capitólio é a mais famosa e onde se concentra a maior parte do público. As estradas são ótimas – prepare-se apenas para os pedágios.

Há outras cidades próximas com boas pousadas e mais tranquilas, como Guapé, onde nos hospedamos. Entre as duas são mais duas horas de viagem, mais da metade por estrada de terra (tenha paciência) e dez minutos de balsa. Se vale a pena? Sim. Há cachoeiras ótimas nas redondezas e de lá também partem barcos até os cânions do Lago de Furnas. Tenha em mente que, para desbravar mais lugares, um carro 4x4 é indispensável.

Veja mais destinos no Brasil

 

Clássico. O passeio clássico aos cânions do Lago é oferecido por toda a parte. A partida é sempre às 10h, voltando só às 16h. Pode ser feito de catamarã, chalana ou lancha (nossa opção; em média, R$ 200 por pessoa).

No caminho, parada para mergulho e fotos em ao menos dois pontos – dá para parar e subir até a Cachoeira Lagoa Azul (R$ 30) –, terminando num restaurante ou bar flutuante (animadíssimo, aliás). O que ficou para uma próxima vez foi a passagem entre os cânions.

Leia mais: Passeios religiosos em Israel

O piloto explicou que, desde 2012, não chove o suficiente na região – o que está nítido nas marcas dos paredões que cercam o Lago. Sem poder adentrar os estreitos caminhos d’água, as embarcações param por mais tempo para os banhos. E a água? Gelada, gelada.

As cachoeiras próximas a Guapé estão no Parque Ecológico do Paredão – a entrada custa R$ 10 e o acesso pode ser feito com carro comum. Se puder, invista na trilha – pequena, mas íngreme – que leva até o último nível da reserva. Ali, é possível se banhar no lago e ter uma vista espetacular da imensidão de Furnas. Outra cachoeira é a do Lobo, em Guapé, com acesso fácil por Capitólio. Para se banhar em seu suas águas cristalinas paga-se mais R$ 10.

 

Paraíso Perdido

Fiquei curiosa ao ouvir falar sobre o Paraíso Perdido, área privada e turística em São João Batista da Glória, a 50 minutos de Capitólio. Com ribeirões, 18 piscinas naturais, oito quedas d’água e mais cânions de tirar o fôlego, o lugar merece muito ser visitado. Mas atenção: não arrisque encarar a estrada de terra sem a segurança de um carro 4X4. A entrada custa R$ 40 (crianças até 10 anos não pagam) e também é possível acampar no local. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.