Pelo caminho das flechas de Robin Hood

Com estreia mundial marcada para 14 de maio, novo filme do príncipe dos pobres aumentou movimento turístico nos castelos, florestas e vilas da região onde ele teria vivido, na Inglaterra

Bruna Tiussu, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2010 | 02h20

Ícone.  A estátua do arqueiro no Castelo de Nottingham é uma das grandes atrações da região

 

Ninguém sabe se o lendário príncipe dos pobres de fato existiu. Com exceção dos habitantes de Nottinghamshire, tão convictos de que a região foi lar do celebrado Robin Hood que criaram um tour dedicado ao herói fora da lei.

Caso tenha sido de carne e osso, o arqueiro certamente viveu na Inglaterra feudal do século 13. História que será mais uma vez contada no cinema, agora pelo diretor Ridley Scott e com Russel Crowe no papel do herói, além de Cate Blanchett como sua Lady Marian.

A estreia mundial está marcada para 14 de maio. Mas o longa já deu origem a uma febre Robin Hood que tem, no passeio pela região onde ele supostamente viveu, um de seus pontos altos.

Ideal para um fim de semana, o roteiro é composto por doze atrações espalhadas pela região. Instale-se na cidade de Nottingham e monte, no site robinhoodbreaks.com, o seu programa de visitas. A forma econômica de fazer todos os passeios é comprar o Robin Hood Card, por 33 libras (R$ 90).

O tour mais completo começa justamente pela casa do inimigo número 1 do arqueiro. O Castelo de Nottingham é lar do xerife (vivido pelo ator Matthew Macfadyen), que domina o local quando o rei Ricardo Coração de Leão parte para lutar nas Cruzadas. Conta-se que a última batalha entre os rivais aconteceu entre suas muralhas.

Um dos mais exuberantes do país, o castelo mantém a arquitetura medieval nas pontes e torres mais baixas. Pitadas da renovação vitoriana surgem nas torres superiores e nos portões. Atualmente, funciona como museu e exibe uma mostra com figurinos e peças utilizadas na produção do filme de Scott, em cartaz até 31 de outubro.

O roteiro segue pelas florestas, hoje transformadas em parques, que serviam de refúgio para o arqueiro e seus amigos fora da lei entre um assalto e outro: Thieves Wood, Riverside e a maior delas, Sherwood, repleta de cavernas, poços e grandes campos usados como área de caça por várias gerações de reis. Ali estão expostos alguns móveis usados nos cenários do filme. Para a fotografia-souvenir, estão lá retratos dos personagens em tamanho real.

Entorno. Mais ao sul fica a romântica vila de Edwinstowe, que abriga a Igreja de St. Mary, onde Robin se casou com a amada Marian. O lugar também ganhou fama pela qualidade de sua madeira ? a preferida do herói para construir arcos e flechas. Perto dali, em Old Climpstone, resistem ruínas da cabana do príncipe João, filho do rei Ricardo, e logo ao lado, o pub Dog and Duck (hedogandduck.info), tão tradicional que fica fácil imaginar os integrantes da realeza como clientes preferenciais.

Para caminhadas e piqueniques, o Clumber Park, ao norte de Sherwood, é o mais indicado. Ciclovias beiram um vistoso lago, há uma avenida margeada por limoeiros e uma capela em estilo gótico. Bicicletas podem ser alugadas no local. Um pouco a oeste, um impressionante desfiladeiro de rochas calcárias guarda cavernas com idades contadas em milênios. Descobertas por povos da Idade do Gelo, não surpreende que tenham sido eleitas por Robin como esconderijo. As grutas compõem Creswell Crags e algumas estão abertas para visitas ? confira com antecedência a disponibilidade de passeios no creswell-crags.org.uk.

O tour termina em Southwell, talvez o distrito que mais se esforça para manter viva a figura do herói. Por ali, crê-se que Robin Hood tinha um espírito verde e que segue protegendo as florestas. Com esforço enxerga-se o rosto do arqueiro esculpido nas pedras da principal igreja, erguida nos séculos 12 e 13. Trata-se da mais antiga referência a ele, garantem os moradores.

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