Pequenos viajantes em ação

Pais que têm no sangue a vontade de conhecer o mundo logo pensam em uma forma de levar os filhos junto

06 Outubro 2009 | 01h25

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Um veterano | Matheus Müller tem 13 anos e é um viajante veterano: com 6 meses, já caía na estrada. Aos 3 anos, os pais dele, Luciana e Ronny Müller, levaram o garoto para o cume da Pedra Redonda, em Monte Verde (MG), uma subida de 926 metros. Desde então, a família Müller viaja todos os meses em busca de contato com a natureza. "É muito legal e construtivo. Aprendo mais do que na escola", diz Matheus. Para o garoto, o importante é aproveitar todos os momentos . Ele sugere que, em uma viagem de carro, por exemplo, a criança se distraia e curta também a paisagem.

 

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Haja passaporte | Aos 7 anos, Lucas Chaia conhece mais de 30 países. A mãe, Anna Chaia, autora de diversos guias de viagem com crianças, leva o menino em suas andanças pelo mundo ao menos três vezes por ano. Os passeios começaram quando Lucas ainda era um bebê: aos 10 meses, ele foi à Flórida. "Gosto bastante de viajar. Dá para conhecer coisas novas, descobrir museus", diz Lucas. Anna explica que eles sempre estudam a região antes de partir em viagem. Quando decidiram ir ao Egito, por exemplo,passaram seis meses lendo histórias sobre o país.

Filhas de peixe | Filhas do navegador Amyr Klink, as gêmeas Tamara e Laura, de 12 anos, e Marina, de 9, estiveram na Antártida quatro vezes. Na última, como perderiam 40 dias de aula, fizeram um trato com a escola: trariam um trabalho para mostrar aos colegas. O material ficou tão bom que virou palestra para gente grande - as meninas estiveram na Adventure Sports Fair e no São Paulo Boat Show. "A gente inventa brincadeiras no barco", conta Tamara. "Vi quase todas as espécies de baleia. Só falta a azul."

Infância em alto-mar | Clara Chemin de Freitas tem 7 anos e passou parte deles a bordo do veleiro Santa Paz com os pais, Sandra Chemin e Lucas de Freitas. Ela e a irmã, Júlia, de 4, já navegaram o Atlântico e o Mediterrâneo. Das viagens, Clara lembra de ver baleias jubarte saltarem bem na sua frente, em Abrolhos. "Gosto de aprender a ler cartas náuticas com meu pai", conta.

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