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Percorra 6 mil anos de história em um roteiro por Jerusalém

Leandro Quintanilha / JERUSALÉM

09 Agosto 2011 | 04h 00

Sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos, capital exibe uma cena cultural e gastronômica intensa

Jerusalém é um lugar fundamental para três grandes grupos religiosos: judeus, muçulmanos e cristãos. Para um turista cético, contudo, trata-se de uma extraordinária experiência histórica. Porque ir a Israel e não conhecer esta cidade de mais de 6 mil anos não é falta de fé, mas de bom senso.

 

Além de centro religioso, Jerusalém é a capital de Israel, com cerca de 634 mil habitantes. A cidade exibe uma beleza peculiar, com todas as construções recobertas por uma pedra tradicional, cor de areia - chamada Pedra de Jerusalém - que brilha no nascer e no pôr do sol. Um espetáculo.

 

A cidade é considerada sagrada pelas três grandes religiões monoteístas. Por razões diferentes, claro. A Lei de Proteção aos Lugares Santos, de 1967, garante a liberdade de acesso aos locais considerados sagrados por membros das diferentes religiões. E de céticos também.

 

Hoje, Jerusalém mostra uma cena cultural e gastronômica bastante interessante. Tem festivais de cinema e teatro, concertos, museus... Confira os pontos que você não pode deixar de visitar.

 

Cidade Velha. Por 18 séculos, Jerusalém esteve sob o domínio estrangeiro, mas sempre houve judeus vivendo ali. E, segundo afirmam, são maioria desde 1870. Na Guerra da Independência, de 1948, e a subsequente divisão de Jerusalém, as sinagogas e academias religiosas históricas no quarteirão judaico da Cidade Velha foram danificadas ou destruídas.

 

Com a reunificação da cidade após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, essas construções foram restauradas e o quarteirão, reconstruído. Ali você verá um belo conjunto histórico, cercado por um efervescente comércio turístico em ruas estreitas.

 

Desde 1981, a área retangular guardada por uma muralha do século 16 é Patrimônio da Unesco. Atravesse um de seus oito portões para observar as diferentes escolhas arquitetônicas de cada uma de suas quatro partes (judaica, armênia, cristã e muçulmana). E não deixe de passar pelo Muro das Lamentações, último vestígio do templo de Herodes, erguido há mais de 2 mil anos.

 

Museu do Holocausto. O maior museu do mundo dedicado ao massacre de 6 milhões de judeus na 2.ª Guerra Mundial traz depoimentos e exibe objetos pessoais das vítimas. E reproduz a rua de um campo de concentração, com artigos originais. Site: yadvashem.org.

 

Nachalat Schiva. Este bairro boêmio e gastronômico é um dos mais antigos fora da Cidade Velha. Por isso o visual que remete ao passado. Ali, você encontra ateliês, cafés e restaurantes em abundância. Se ficar tarde, tudo bem. Quando fecham os restaurantes, abrem bares e pubs.

 

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RELÍQUIAS BÍBLICAS E ARTE INTERNACIONAL

 

Um só dia não é suficiente para explorar tudo o que oferece o Museu de Israel (imjnet.org.il), um dos maiores do mundo em arqueologia bíblica. Aberto em 1965, em Jerusalém, abriga artefatos provenientes não apenas da região, mas também da África, América e Oceania. E muita arte. Entre relíquias e obras, são cerca de 500 mil peças.

 

Comece pela área mais importante: o Santuário do Livro. Ali estão reunidos os célebres Pergaminhos do Mar Morto, coleção com centenas de textos e fragmentos encontrados em cavernas entre os anos 1940 e 1950. Eles teriam sido compilados por uma seita de judeus apocalípticos, os essenes, que viveram na região no século 2º a.C. Acredita-se que os manuscritos sejam a versão mais antiga do texto bíblico, cerca de mil anos mais velha que a Bíblia Hebraica usada hoje pelos judeus.

 

Mas não faltam atrações que nada têm a ver com religiosidade. Para começar, a extraordinária maquete de Jerusalém que reconstitui a topografia e arquitetura da Cidade Santa no período do Segundo Templo, antes de ser gravemente danificada no ano 66 d.C.

 

Também a céu aberto, o Jardim de Arte Billy Rose propicia uma contemplação de suas obras de paisagismo e escultura com a calma de um passeio pelo parque. Ali, há peças de diferentes épocas e culturas, de artistas como Rodin e Picasso.

Há ainda um salão dedicado apenas à arte moderna, com telas de Monet, Renoir, Cézanne, Gauguin e Van Gogh, entre outros pintores consagrados. Também há espaços reservados às artes europeia, asiática, contemporânea e, como não poderia faltar, israelense.

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