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Prepare o bolso para cair na balada com luxo em Florianópolis

FLORIANÓPOLIS - No inverno, a vida noturna de Florianópolis é quase como um filme de Velho Oeste, com saloons dispersos. No verão, sobram lugares para ir.

Thiago Momm, O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2015 | 15h00

É verdade que o nicho de baladas de luxo cresce mais que os outros, dando opções principalmente para quem gosta de eletrônica e se dispõe a gastar. A lista inclui a Milk, aberta no último dia 26 em Jurerê Internacional; Cash Exclusive, inaugurada em abril na Avenida Beira-Mar, no centro; a quase vizinha The Roof, aberta em 2013 no topo do hotel Majestic; Donna, funcionando há alguns anos à beira da praia em Jurerê; e a pioneira Posh, ativa há oito temporadas a alguns quilômetros dali.

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O ingresso masculino desses lugares parte de valores como R$ 200 ou R$ 350 e muitas vezes dispara, na hora da festa, para quatro dígitos. Exceto pela Milk, um pouco maior, os ambientes são para apenas 250 a 500 pessoas. A decoração tende a emular uma sala de estar aristocrática. Listas podem significar mais da metade dos frequentadores. Famosos de primeiro ou segundo escalão agitam uma cidade que no restante do ano não testemunha muitos deles. Dentro das casas ou anexos, os ambiciosos restaurantes são atrações próprias.

As propostas às vezes têm diferenças claras. A Milk, por exemplo, veio com um tom “chique doido, descolado”, como explicam promoters da casa, em contraste com o “chique com lustres” afrancesado de alguns concorrentes.

Embora uma modelo ou outra dance descalça em cima do sofá, a tendência é que essas festas sejam menos espontâneas que aquelas com mais público. Também em Jurerê, o maior parador de praia da ilha, o P12, palco de grandes nomes tanto da eletrônica como de outros ritmos, consagrou uma atmosfera mais abertamente festeira, com menos ares de colunismo social.

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Se Jurerê concentra turistas endinheirados de muitos lugares, muitos da elite local preferem passar o verão na Praia Brava. Ali acaba de abrir o Le BarBaron, que reflete o apreço dos sócios por clubes de praia mediterrâneos em aspectos como a fachada grega e a integração entre o parador e a praia. Durante quase todo o dia o som não confronta o barulho do mar, mas sobe entre 17 e 20 horas para animar o pôr do sol. A ideia é atrair não apenas festeiros, mas também seus pais. A alta moldura do costão esquerdo da Brava é um ponto extra. A inauguração, no último dia 21, teve 1,3 mil pessoas.

Também recém-aberto e com som mais de fundo é o 300 Cosmo Beach Club, em Jurerê. A culinária nikkei é o destaque. Filho de japoneses, o chef peruano Luis Yagui Yoshimoto, além de mesclar com perícia a gastronomia dos dois países, oferece primorosas execuções de ceviches. Outro ponto forte é a carta com mais de 30 drinques, com opções como o mira flores, pisco peruano, suco de lima, suco de uva rosa, soda, simple syrup e vermute.

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PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Onde acontecem as maiores festas?

No P12 (parador12.com.br) e no Music Park (veraomusicpark.com.br), um complexo com cinco espaços que abrem em conjunto ou individualmente e incluem casas como a Posh e a Pacha Floripa. Será ali, dia 24, o famoso festival eletrônico Creamfields (creamfields.com.br). Em Balneário Camboriú, a 75 quilômetros de Florianópolis, o destaque é a Green Valley, que recebe até 10 mil pessoas e em 2013 ganhou o top 100 de clubes mundiais da revista inglesa DJ Mag. Na Praia Brava da vizinha Itajaí fica o Warung, templo da música eletrônica conceitual na região, para 2 mil baladeiros.

2.Onde fugir da Florianópolis eletrônica e sertaneja?

Na Lagoa da Conceição, a Casa de Noca (Avenida das Rendeiras, 1176; 48-3238-5310) é um lugar de brasilidade. O público muda de acordo com a música – samba, soul, rock ou forró. Próximo dali ficam o Black Swan e o De Raiz (Estrada Geral da Joaquina, em frente às dunas; 48-9609-4734), adorado por nativos e por gringos vermelhos de sol, forte no forró às terças-feiras e no samba aos domingos. No norte da ilha, o Rancho do Neco (Rua Gilson Xavier da Costa, 2800, Sambaqui) é uma casinha de pescador com samba que só abre aos domingos, às 20 horas, e logo fica abarrotado. 

3.Quais as boas festas ao ar livre?

Desde 2010, o Sounds in da City (soundsindacity.org) já sonorizou espaços públicos de Florianópolis mais de 170 vezes, lembrando aos moradores que uma ilha tão turística deveria ser inundada por festivais e apresentações ao ar livre. Com o Sounds in da City você terá aquele final de tarde lendário de verão – inclusive levando sua canga ou cadeira de praia caso queira sentar para ver o pôr do sol. O evento já ocupou endereços como o Largo da Alfândega e a Praça Sesquicentenário, junto à Avenida Beira-Mar. Acompanhe a programação no site e chegue junto.

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