Punta Cana: escolha seu resort

Com um voo semanal direto pela Gol (via Caracas) e voos diários com conexão pela Copa (via Panamá), Punta Cana, na República Dominicana, entrou no mapa de férias do brasileiro. Seu maior trunfo é a relação custo-benefício de seus resorts all-inclusive. Os preços camaradas se devem à especialização nesse tipo de turismo, à grande concorrência e à economia de escala (o lugar é visitado por 3 milhões de turistas todo ano).

RICARDO FREIRE, O Estado de S.Paulo

22 Junho 2010 | 02h19

Escolher um resort é complicado: são cerca de 40 funcionando lado a lado. Alguns deles são complexos de resorts de uma mesma rede; pode haver até cinco num mesmo endereço. E para dificultar um pouco mais, há redes que têm resorts em pontos diferentes da praia. O Turista Profissional passou por lá recentemente e ajuda você a destrinchar a sua viagem.

Por que ir. Vá para Punta Cana pelas mesmas razões que levariam você a um resort all-inclusive no Nordeste. Viaje para curtir a praia (e seu mar azul-bebê caribenho), usar a estrutura do hotel, se divertir com a família e não pôr a mão no bolso ao final da estada. Não venha com expectativas de vida noturna (Punta Cana não é Cancún), de história (a República Dominicana não é Cuba) ou compras (a não ser que você passe por Miami ou Panamá). Há bastante oferta de passeios ? mas quanto mais atividades fora do resort, menos interessante vai ficar o seu negócio all-inclusive.

Você recebe o que paga. Os preços dos pacotes refletem a diferença de categoria dos resorts. Nos mais baratos, conte com instalações mais simples e destilados de qualidade inferior. Se você está acostumado a hospedagem de primeira linha no Nordeste, escolha seu resort em Punta Cana na metade mais cara do seu quadro de opções. Ao fazer a reserva, informe-se sobre upgrades: quem se hospeda em quartos superiores ganha uma pulseirinha especial que dá privilégios na reserva de restaurantes à la carte e acesso a áreas exclusivas.

Praia por praia. A maioria dos resorts está numa mesma praia, superextensa porém bastante recortada. Caminhando pela areia você vai encontrar núcleos de lojinhas de artesanato, quiosques de operadores de esportes náuticos e barqueiros que se oferecem para passeios. (Vai encontrar também vendedores de time-sharing; se não quiser perder uma manhã de blablablá, recuse.)

As praias mais ao norte (Uvero Alto e Macao) têm mar mais agitado, com ondas. Por ali ficam resorts novos e caros, como o Sivory, o Agua e o enorme Moon Palace. A densidade de ocupação aumenta na ponta norte da praia de Arena Gorda (que muitas vezes já é chamada de Macao). É onde se encontram Dreams Punta Cana, Barceló Premium Punta Cana ? ambos num trecho de mar mais bravo ? e Grand Paradise, Majestic Colonial/Elegance e Gran Bahía Príncipe, num trecho de mar calmo. Em seguida aparecem dois megacomplexos vizinhos: o Riu e o Iberostar. Cada um vale praticamente por uma Sauípe inteira. Abaixo deles vêm dois resorts com frente de praia mais estreita. São o Ocean Blue & Sand e o Vik Arena Blanca. O Vik faz jus ao nome: em frente há uma nesga de areia branquíssima que torna o mar ainda mais bonito.

Daí, nova curva e abre-se uma enseada bonita, de faixa de areia larga. Por ali estão o Punta Cana Princess, o complexo 4 estrelas Caribe Club Princess/Tropical Princess (o mais barato dos pacotes), o megacomplexo Paradisus Punta Cana e o Bávaro Princess. Num trecho mais reto ficam o Occidental Grand e o complexo Grand Palladium, de quatro resorts. Então aparece o único vilarejo da beira-mar, El Cortecito ? bem pobrezinho. Evite os resorts logo abaixo dele; o trecho de praia é estreito, tem construções feias e vem sofrendo erosão. Por ali está o Barceló Dominican Beach.

Depois desse trecho a costa faz uma curvinha e... chega-se ao filé mignon: a praia de Bávaro. Calminha, rasa, transparente, é a melhor de Punta Cana. Muitos hotéis dizem estar lá, mas a verdade é que este é o nome administrativo de toda a região. A verdadeira praia de Bávaro é onde estão os hotéis NH (Real Arena e Royal Beach) Paradisus Palma Real, Meliá Caribe Tropical, IFA Village Bávaro e o megacomplexo Barceló Bávaro. Há um pequeno shopping sofisticado aos fundos do complexo Meliá-Paradisus Palma Real. E adiante do Barceló a praia fica deserta ? dá para caminhar 20 minutos ao longo do coqueiral até um riozinho interromper a passagem.

A praia seguinte, Cabeza de Toro, tem acesso por outra estrada, que sai do aeroporto. É uma praia também bonita e calma, mas menos extensa. Por ali ficam os hotéis Natura Park (básico e rústico), Dreams Palm Beach e Grand Oasis. Finalmente, quem quer ficar em áreas sem vizinhos deve escolher os resorts mais para o sul: Catalonia Bávaro (que tem campo de golfe), Club Med, Punta Cana Beach Resort e Secrets Cap Cana (que fica num megacondomínio caixa-altíssima).

Minhas recomendações. Se puder, fique num dos resorts da verdadeira Bávaro. Se escolher um mais barato, saiba que a cerveja local, Presidente, é ótima ? e que rum carta dourada será o melhor destilado. (A propósito: em qualquer resort, uma gorjeta ao barman faz maravilhas pelo seu drinque). Ao chegar, informe-se sobre o esquema de reservas dos restaurantes à la carte (se achar que dá trabalho demais, aproveite os bufês ? neles sempre há uma segunda chance de acertar no prato). E não se estresse com passeios. Primeiro chegue, descubra o hotel, explore a praia. Veja o que o hotel oferece (há postos de receptivo no saguão) e compare com o que você achar nos quiosques e vendedores na praia.

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