Viagem

Quatro dicas para sobreviver a uma conexão longa

Esperar muitas horas entre um voo e o próximo pede estratégias para reduzir o tédio e fazer o tempo passar depressa; veja sugestões

19/04/2016 | 04h50

Adriana Moreira - O Estado de S. Paulo

Enquanto a hora da partida não chega, há muito o que se fazer

Enquanto a hora da partida não chega, há muito o que se fazer Foto: Fabio Motta|Estadão

1. Aproveite para conhecer a cidade

Com quatro horas de intervalo entre um pouso e a próxima decolagem dá para pensar em passear na cidade. Por precaução, procure antes o balcão de informações no aeroporto e confirme se o tempo que você tem disponível é, de fato, suficiente. Leve em conta o tempo de deslocamento para ir e voltar, a fila na imigração e a dos procedimentos de segurança – e deixe uma folga para imprevistos.

Se a bagagem estiver etiquetada para o destino final, perfeito. Se não, tente já fazer o próximo check-in. O balcão ainda não abriu? A solução será recorrer ao guarda-volumes, o que não é mais tão simples. Com medo de atentados, muitos aeroportos desativaram os armários – pesquise antes se há serviços independentes nas proximidades e avalie se esse trabalho todo vale a pena.

Cidades que têm estações de trem ou metrô no aeroporto costumam ser as ideais para uma escapada. Lisboa é uma delas, mas é tão compacta que se você preferir ir para o centro de táxi, ainda pode curtir a vista pelo caminho (a corrida vai custar entre 15 e 20 euros). Amsterdã tem trem no aeroporto, é pequena e simples de ser explorada. Em Madri, planeje antes quais pontos quer visitar e já desça na estação certa. Em Sydney, na Austrália, são apenas 20 minutos até a estação de Circular Quay, próxima à Opera House. 

Não recomendo sair dos aeroportos de Nova York, Londres e Paris, que, além de gigantescos e com filas sempre imensas na imigração, são distantes do centro. Na Cidade do Panamá também pode ser arriscado: o trânsito é pesado e o terminal, afastado. Por outro lado, se a ideia for apenas fazer compras, o Metromall fica a apenas 15 minutos do aeroporto e tem transporte grátis a cada 30 minutos, das 10 às 17 horas (aos domingos, das 11 às 17 horas).

2. Que tal ser vip?

Salas vip – ou lounges – dos aeroportos têm Wi-Fi, comidinhas, boas poltronas, jornais e revistas e, alguns, até chuveiro. Passageiros da primeira classe e da executiva e clientes de elite dos programas de fidelidade aéreos têm acesso a elas, mas há outras formas de participar desse seleto grupo. 

Cartões de crédito de categorias superiores costumam abrir as portas dos lounges (e têm anuidade mais alta, mas rendem mais milhas; boa opção para viajantes frequentes). O serviço Priority Pass, dá acesso a salas vip de 850 aeroportos, mas avalie o preço: o pacote mais básico custa US$ 99 por mês, com US$ 27 extras por uso. O Lounge Pass (28 destinos e preços variáveis) e o Plaza Premium Lounge (35 aeroportos, desde US$ 30) são opções. Companhias aéreas vendem os ingressos vip: na American Airlines, day-pass a US$ 50; na AirFrance, acesso ao lounge do Charles de Gaulle, em Paris, vale de 35 a 50 euros. Antes de reservar, leia avaliações de consumidores em sites como Skytrax e LoungeGuide.com

3. Durma o sono dos justos

Para ter algumas horas de sono com mais dignidade sem pagar pela diária do hotel do aeroporto ou arredores, cápsulas para dormir, pagas por hora, estão em franca expansão pelo mundo. 

Nos aeroportos de Dubai, Abu Dabi e Helsinque, as cápsulas GoSleep.aero custam desde US$ 16 a hora; Dubai tem também, pelo mesmo valor mínimo, a SnoozeCube.com, à prova de ruídos. 

O Yotel.com está em Amsterdã (Schiphol) e Londres (Gatwick e Heathrow), com cabines a partir de 45 euros por 4 horas. Em Berlim e Munique, as Napcabs.net custam desde 30 euros. As Sleepbox estão no aeroporto Sheremetyevo, em Moscou; e Guarulhos, em São Paulo, tem o FastSleep.com.br, desde R$ 79 a primeira hora. 

O site SleepinginAirports.net é um divertido e útil guia para dormir em aeroportos, gastando nada ou o mínimo possível. Em inglês.

4. Garanta sua própria diversão

Sempre saia de casa para um voo preparado: leve suas músicas na memória do celular ou num pen drive, baixe filmes no laptop ou tablet, tenha um livro na bagagem de mão. Invista em guloseimas para tornar a espera mais prazerosa (não é hora de pensar em dieta).

Passeie pelo aeroporto. Muitos terminais são verdadeiros shoppings, com lojas de grife, restaurantes e áreas de entretenimento. Procure Wi-Fi: é cada vez mais comum que os terminais ofereçam conexão gratuita por pelo menos 30 minutos – no aeroporto de Guarulhos, uma hora. E você pode comprar tempo extra.