Quatro motos no Atacama

Quatro motos no Atacama

Em 11 de fevereiro, iniciamos uma viagem de moto pelo Deserto do Atacama. Saímos às 7 horas de Bauru, no interior paulista, com destino a Foz do Iguaçu - uma viagem de quase 800 quilômetros que cumprimos em dez horas. No dia seguinte, fizemos os trâmites aduaneiros, que demandam muita paciência, e só depois pudemos reiniciar nossa aventura.

O Estado de S.Paulo

13 Abril 2010 | 02h13

Entramos pelas estradas da Argentina (muito boas, aliás) sabendo que ainda teríamos de percorrer outros 800 km. Fizemos isso debaixo de sol forte, com temperaturas de até 40 graus. Acabamos escolhendo rodar um grande trecho à noite. Durante o caminho, apenas água, barras de cereais, iogurte e sanduíche. A única refeição do dia era o jantar. Afinal, tínhamos de estar alertas nessa viagem extremamente exaustiva.

Chegamos a São Pedro de Atacama no quarto dia de jornada. Fazíamos uma ideia do que iríamos encontrar. Mas não esperávamos os efeitos de um adversário de tal porte: a altitude. Saímos dos 600 metros acima do nível do mar, no Infierno de Los Pampas, para atingir quase 5 mil metros. A temperatura oscilou de 38 para apenas 3 graus, com sensação térmica de 10 graus negativos. Os fortes ventos nos obrigavam a andar com as motos inclinadas.

No sexto dia, iniciamos a volta depois de uma mudança de planos. Pretendíamos ir até Antofagasta, no litoral chileno, mas, por causa das dificuldades enfrentadas, resolvemos retornar. Passamos mais tempo em Salta, com direito a vinhos e refeições excelentes. E de novo caímos na estrada. A volta também não foi nada fácil. Pisamos em Bauru no nono dia, com a sensação de missão cumprida.

Celso Carvalho, José Mário, Marcos Busch e Marcos Alencar, por e-mail

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