Receitas simples para saborear com os amigos

Entrevista com Frances Mayes, autora de 'Sob o Sol da Toscana' e 'Bella Toscana'

Natália Zonta, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2009 | 02h47

Era uma vez uma professora americana que se apaixonou pela Toscana e decidiu comprar uma casa de 300 anos, caindo aos pedaços, na cidade de Cortona. Frances Mayes teve essa ousadia e, em 1990, investiu todas as suas economias - e as de seu marido, Ed - nesse sonho italiano. As delícias e os obstáculos da reconstrução da Vila Bramasole deram origem ao best seller Sob o Sol da Toscana, lançado no Brasil há exatos dez anos. O amor pela Itália rendeu outra publicação, Bella Toscana, de 2000. Em entrevista ao Estado, Frances fala sobre seu recanto rural e os segredos da região que tanto conhece.

    

Quantos meses por ano a senhora passa na Toscana?

Cinco, às vezes seis. Mas não na sequência. Sempre estamos por lá no verão.

Além de Cortona, qual sua cidade favorita na região?

É impossível dizer. Gosto de várias - e por diferentes razões. Florença é infinita e muito rica culturalmente. Também amo a nobreza de Citta di Castello, na Úmbria. Há uma torre, uma imponente piazza e um pomar mágico. Essa cidade mantém suas tradições e é descompromissada com o turismo. É claro que também amo as cidades dos vinhos Montepulciano e Montalcino, que têm paisagens divinas.

Se alguém lhe pergunta o que ver por lá, qual é seu conselho?

Depende do tempo disponível. O mais prazeroso é alugar uma casa para servir de base e tentar viver como os moradores. Foi como eu comecei a explorar a Toscana. Aliás, escolhi Cortona por ficar perto de locais que queria conhecer. Se a viagem for rápida, visite Florença, Siena, Lucca, Forte dei Marmi e cidadezinhas como Pienza, San Sepolcro e Radda.

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Qual é a estação do ano mais bonita na Toscana?

Todas são gloriosas. Amo o verão pela intensidade do calor, mas escolho a primavera. O inverno é bom para viajar pela Itália. Os lugares não estão lotados e a comida ganha novos ingredientes.

O que a senhora aprendeu sobre a culinária local?

Aprendi a manter as receitas simples, a ter os ingredientes plantados no jardim e a aproveitar os prazeres da mesa com os amigos. E na Itália ninguém está de dieta, falando sobre proteínas ou dizendo que a sobremesa é um pecado. Faço vários jantares para os amigos ao longo do ano e abracei o conceito italiano de que sempre há lugar para mais um.

Bramasole ainda está em obras?

Casas velhas sempre têm planos para você. Agora nós precisamos de um novo telhado. O atual tem 250 anos e as corujas levaram várias telhas.

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