Receitas típicas para além da fronteira

Ele é chef instrutor do Culinary Institute of America (CIA) em Napa Valley, na Califórnia, uma das instituições mais renomadas da gastronomia internacional. E, além disso, o carioca Almir da Fonseca faz questão de enfatizar que é um apaixonado pelos ingredientes amazônicos. Tanto que visitou Belém durante o festival Ver-o-Peso, no início do ano, e voltou para casa com a mala cheia - de produtos regionais, claro. O material servirá para alimentar seu site: chefalmirdafonseca.com, que reúne extensa pesquisa sobre a culinária tupiniquim. Assunto que ele comenta em detalhes.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2012 | 02h11

Você comprou ingredientes em Belém. Como vai aproveitá-los?

Comprei muita farinha, de diferentes texturas e sabores. Quando faço apresentações no CIA ou em qualquer outro lugar sobre a nossa cozinha, gosto de mostrar mais de uma variedade. Comprei também o delicioso feijão-manteiga, chocolates de cupuaçu, colorau, etc. Estou aqui (nos Estados Unidos) para criar inspiração sobre nossa gastronomia, criar um interesse nas pessoas a visitar o Brasil e ver o que temos a oferecer.

Existe a intenção de usar o material do site em livro?

Sim, o site é para divulgar minha profunda pesquisa sobre nossa culinária. Nos últimos 24 anos, viajei por quase todas as partes do Brasil, fiz horas e horas de entrevistas, vi e senti lugares, testei e saboreei o País. Agora, quero mostrar, com muito respeito, cada produto que me ajudou a ser o chef que sou. Espero lançar a publicação até o início de 2013.

Quais são seus planos mais imediatos no Brasil?

Gostaria de divulgar meu trabalho também no Brasil, dar aulas e participar de festivais. Ou até abrir um restaurante com minha proposta, um lugar onde dê para ensinar estudantes as técnicas clássicas da culinária incorporando nossos produtos, como tento fazer aqui.

Qual é o maior potencial dos sabores paraenses?

Nossa, como posso pegar um só ou por onde posso começar? Bragança (no nordeste do Estado) e suas farinhas, por exemplo, o rio e todos os seus frutos... É um paraíso para mim como cozinheiro de profissão. / G.C.

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