'Retrato de Wally' está de volta a Viena

VIENA

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2010 | 03h23

O tríptico mais importante da obra do pintor austríaco Egon Schiele ainda estava incompleto em junho, quando visitei o Leopold Museum. O principal museu de arte contemporânea de Viena exibia dois integrantes do trio: Autorretrato Cardinal and Nun. E já surgiam comentários otimistas de que Retrato de Wally (na foto), ausente por 12 anos, poderia retornar a qualquer momento.

O quadro voltou à capital austríaca na semana passada, após o pagamento de US$ 19 milhões aos herdeiros de Lea Bondi - a galerista judia foi obrigada a vender a tela a um colecionador nazista em 1938. E já está em exibição na sala dedicada ao pintor, para sorte de quem tem viagem marcada para Viena.

O Leopold Museum tem a maior coleção no mundo de Schiele, ícone do movimento artístico que sacudiu a capital nas décadas de 1910 e 1920 e ficou conhecido como Secessão.

Klimt. As principais telas de Gustav Klimt, outro símbolo da Secessão, também estão expostas no prédio. Caso do enorme óleo sobre tela Morte e Vida (1910- 1915), espécie de Monalisa local em interesse turístico.

Três a quatro horas são suficientes para ver o Leopold Museum com calma. No fim, a loja é uma dispendiosa tentação. E o café com terraço, um point para ver e ser visto.

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