Viagem

Rio: quem converte se diverte

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02/02/2016 | 03h00    

Ricardo Freire - O Estado de S. Paulo

Mais até do que Fernando de Noronha, o Rio de Janeiro foi o destino brasileiro que mais se beneficiou com a desvalorização do real. Hotéis três ou quatro-estrelas que cobravam 600 reais a diária agora são hotéis três ou quatro-estrelas que cobram... menos de US$ 150 a diária. Se evitar os restaurantes mais badalados, você encontrará preços ligeiramente inferiores aos de São Paulo. O metrô leva à maioria das atrações e, fora do horário de pico, é bem confortável (os trens mais novos são tão refrigerados que você sentirá falta de um casaquinho). Algumas dicas para baratear sua viagem e aproveitar as novidades pré-olímpicas:

Ponte aérea. Se você comprar suas passagens com três ou quatro semanas de antecedência e evitar o horário nobre dos executivos (até as 10 e a partir das 17 horas), vai encontrar preços compatíveis com os ônibus. Recentemente, comprei seis trechos (três pontes ida e volta) por pouco mais de R$ 900 no total (incluindo taxas de embarque) para voar entre março e abril. Em vez daquela viagem de fim de semana, em que você paga caríssimo para ir e voltar no fim do dia, vá na quinta e volte no início da tarde de domingo.

Hospedagem. Para economizar, deixe para ir depois do carnaval. Faça reservas canceláveis sem custo e refaça sua pesquisa na antevéspera: na última hora você pode encontrar superofertas. Em dezembro, encontrei diárias de R$ 200 num três-estrelas bastante decente no Arporador, o Atlantis Copacabana.

Museu do Amanhã. O prédio é impressionante, a exposição é show. Mas é difícil ter cabeça e disposição para mergulhar no incrível acervo de informações do museu depois de curtir três horas de fila para entrar. Até 21 de fevereiro, o museu abre às 10 e fecha às 19 horas; a partir do dia 23, deve voltar a abrir ao meio-dia e fechar às 17 horas. Para pegar menos fila, chegue uma hora antes de abrir. Ou espere para visitar depois que implantarem a venda de parte dos ingressos com hora marcada. 

Da Roberta. O haute food truck de Roberta Sudbrack abriu sua garagem num trecho do Leblon que tem cara de Botafogo. Prepara hot dogs, choripán, pastrami no pão preto e sanduíches no pão pita com ingredientes artesanais e molhos secretos. Para não pegar filas dignas do Museu do Amanhã, apareça entre terça e sexta-feira, antes das 17 horas (Tubira, 8A, tel.: 21-2239-1103). 

Uber. Em São Paulo nunca precisei – mas no Rio de Janeiro, onde a falta de educação dos motoristas e os trajetos mais longos do que o necessário são frequentes, o Uber é uma bênção. Funciona tão bem que tenho usado até nos horários de tarifa majorada.


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