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Um roteiro de museus em Washington D.C.

Capital dos EUA tem opções para todos os gostos - e de graça

Marcelo Lima, O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2016 | 04h50

WASHINGTON - O nome Smithsonian refere-se a muito mais do que a coleção de museus abrigados sob o guarda-chuva da fundação homônima, criada em 1846 a partir da fortuna deixada pelo cientista James Smithson (1765-1829). Trata-se de uma referência em arte, cultura e educação nos Estados Unidos. As arquiteturas particulares de cada um de seus edifícios representam diferentes correntes criativas e épocas, do moderno ao bizantino. Museus e institutos têm dimensões colossais, acervos idem e não cobram ingressos. Sim, é tudo gratuito.  A National Gallery, fundada em 1937 e onde o retrato de Frank Underwood está “morando” temporariamente, tem acervo de pinturas europeias dos séculos 18 ao 20 e de artistas americanos a partir do século 18. As exposições temporárias costumam atrair multidões. Ali, vi uma mostra de pinturas de artistas flamengos do século 18. 

Mas os fãs de House of Cards têm ido até lá para ver uma das telas do americano Thomas Eakins, The Biglin Brothers Racing, na sala em que Underwood tem seu primeiro encontro com a repórter Zoe Barnes, com quem tem uma tórrida relação e a quem ele depois assassina na estação de metrô Cathedral Heights, não muito longe dali. Muito embora o palco real para o último encontro do casal da ficção tenha sido um set de filmagens em Baltimore, na Virginia, onde, de fato, foram rodadas as tomadas.

À frente da National Gallery, um parque inaugurado em 1999 exibe esculturas importantes dos séculos 20 e 21, como a poética Amor, do americano Robert Indiana, de 1998. São 20 obras dispostas em torno de um espelho d’água no qual se pode mergulhar os pés, salvo entre os meses de dezembro e março quando, congelado, o lago vira uma pista de patinação. 

O National Air and Space Museum tem o maior acervo de aeronaves do mundo, além de simuladores de voo. O Museu Nacional de História Natural exibe 126 mil espécies de animais e plantas, incluindo a réplica de uma gigantesca baleia azul que paira sobre os visitantes, pendurada no teto. Interessados em se aprofundar na história dos Estados Unidos – que em muitos momentos se entrelaça à história mundial – devem seguir para o Museu de História Americana, o African American History e o Culture Museum (procure em si.edu).

No The National Archives, depois de algumas barreiras e alertas sobre a proibição absoluta de fotos, o visitante pode conhecer o primeiro exemplar da Constituição Americana. O Museu do Holocausto apresenta de forma contundente o triste episódio – atenção, pois há vários momentos não recomendados para visitantes mais sensíveis. 

Tíquete sim. Outros atrativos entre os museus são os temáticos, como o Newseum (US$ 22,95), que aborda a história dos meios de comunicação e apresenta diariamente as primeiras páginas de jornais de todo mundo, como o Estado. Quem gosta do tema da espionagem não deve abrir mão de visitar o Spy Museum (US$ 22) que oferece uma ampla coleção de documentos e artefatos. Além de uma curiosa loja com itens como um mapa dobrável (US$ 4) indicando os locais mais espionados da cidade, como os bairros em torno da embaixada russa, além de outros pontos aparentemente insuspeitos, mas altamente visados. Que o diga Frank Underwood. 

*Viagem a convite de Capital Region USA e Copa Airlines.

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