Edison Veiga/ Estadão
Edison Veiga/ Estadão

Dia 1: Santiago nas alturas

Cercada pelos morros da Cordilheira dos Antes, o melhor jeito de conhecer a cidade é do alto

Ana Carolina Sacoman/ De Santiago, O Estado de S. Paulo

13 Fevereiro 2018 | 04h30

Aquele dia em que você vai desbravar a cidade e, em se tratando de Santiago, cercada pelos morros da Cordilheira dos Andes, o melhor é subir: quanto mais alto, melhor. A primeira parada pode muito bem ser no Cerro Santa Lucía, no bairro de Lastarria e perto tanto da Estação Santa Lucía (Linha 1 Vermelha) quanto da Bellas Artes (Linha 5 Verde) do metrô, no coração da cidade.

Por causa da localização, é bastante frequentado por moradores, que aproveitam os 65 mil metros quadrados com subidas às vezes íngremes para fazer exercícios e levar os pets para passear.

Santiago foi fundada aos pés deste morro, considerado monumento histórico nacional desde 1983. A recompensa pela ida até o ponto mais alto é uma vista de 360 graus da cidade. Sim, a poluição atrapalha um pouco, é bom sempre alertar. Mirantes, praças e prédios históricos completam o “combo” Santa Lucía.

Dali, para continuar no tema “nas alturas”, o Cerro San Cristóbal, perto da Estação Baquedano (Linhas 1 Vermelha e 5 Verde), pode ser a próxima parada. Ele fica dentro do Parque Metropolitano (ou Parquemet, para os íntimos), o maior de Santiago, com mais de 700 hectares – pense nele como o Ibirapuera deles.

Castelinho medieval. Logo na entrada – saindo do metrô, siga na Avenida Pio IX até chegar a uma espécie de castelinho medieval, que é o sui generis ponto de partida para conhecer o lugar – você terá de decidir se compra somente a subida de funicular, a subida combinada com o zoológico ou o funicular junto com o passeio de teleférico. Vale a pena comprar a última opção, só ida.

Os preços dependem do tipo de passeio (com ou sem zoo, combinado com teleférico, ida e volta, etc) e do dia (nos fins de semana é mais caro). Também é possível subir de van, táxi e carro particular: opções práticas e sem graça. Atenção: tanto o funicular quanto o teleférico fecham às segundas para manutenção.

Se você optou por funicular, repare que a subida no carrinho-gracinha de madeira inclui uma parada no meio do caminho para aqueles que resolverem conhecer o Zoológico Nacional. Se for a sua opção, desça já na subida, porque ele não para ali na volta. Se os animais não estiverem no seu roteiro, continue até a próxima estação.

Logo no desembarque há vários quiosques que vendem cafés, refrigerantes, água, sorvetes e salgadinhos. Dali, você pode subir a pé até o Santuário da Imaculada Conceição. São vários degraus, e só recomendo se for curioso (meu caso) ou religioso.

A estação do teleférico fica pertinho e as cabines são iguais àquelas dos centros de esqui. Ao embarcar nelas é possível ver vários detalhes do Parque Metropolitano, suas piscinas abertas à população (e para visitantes também agora no verão, a partir de 6 mil pesos a entrada), as trilhas para bikes, os parquinhos para crianças... O lugar tem programação intensa, com música e eventos ao ar livre, de dia e à noite. Veja em parquemet.cl.

Dica: antes de chegar à entrada do teleférico também há várias barraquinhas com gostosuras. O crepe de creme de avelãs vale as criminosas calorias.

Perto do céu. Você só comprou a ida de funicular e teleférico, certo? Então terá de descer perto do Sky Costanera (skycostanera.cl), em cima do Costanera Shopping. Vá a pé – se estiver em outro ponto de Santiago, a estação de acesso é a Tobalaba (Linhas 1 Vermelha e 4 Azul). Aproveite para almoçar no centro de compras ou nas redondezas, já que está em Providencia, o bairro queridinho dos turistas.

A 300 metros de altura, alcançados por elevador, o Sky Costanera se autodenomina o “mirante mais alto da América Latina”. A subida vale a pena em dias claros ou depois de uma chuva, que serve para “limpar” a capa de poluição. Uma ideia é “enrolar” pelo bairro ou no shopping e subir no fim da tarde, para pegar o pôr do sol e ver a cidade do alto de noite. Funciona das 10h às 22h, e a última subida é às 21h. Crianças pagam 10 mil pesos (R$ 54) e adultos, 15 mil (R$ 82).

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