Beto Barata/AE
Beto Barata/AE

Sete tons de azul nas águas mornas de Providencia

Considerada Reserva da Biosfera pela Unesco, Providencia está a 74 quilômetros de San Andrés. Um voo rápido, de apenas 30 minutos desde a ilha principal para desembarcarmos em um cenário ímpar, de infraestrutura simples e ideal para entrar em contato com a natureza.

BETO BARATA / PROVIDENCIA, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2013 | 02h09

A Vila de Santa Isabel concentra o comércio local. Passe por ali sem pressa, curtindo o calçadão à beira-mar. Com tempo, cruze a Puente de Los Enamorados até Santa Catalina para ter uma vista panorâmica de Providencia e seu mar multicolorido. Curiosidade: enquanto a pequena Santa Catalina tem apenas 200 moradores, Providencia conta com 4 mil.

Ao redor das ilhas, uma barreira de corais de 20 quilômetros de extensão transforma a região em um imperdível ponto de mergulho - há mais de 40 lugares propícios - ou mesmo para um simples e relaxado snorkeling.

Assim, mais uma vez colocamos nosso equipamento subaquático para "trabalhar" na Piedra de La Tortuga. Chegamos aos 35 metros de profundidade, mas a água tipicamente caribenha proporcionava uma visibilidade de 20 metros. Entre os corais coloridos, peixes, moluscos e outro tubarão. Mas tantos voos e mergulhos me deixaram cansado - e achei melhor poupar energia para aproveitar o dia seguinte. Uma sábia decisão.

Felipe, da Felipe's Diving, foi nos buscar no hotel logo pela manhã. Nascido em Providencia, ele é um dos mergulhadores mais respeitados da ilha - tem até um ponto de mergulho com seu nome. Se fomos conferir o lugar de perto? É claro que sim.

Água morna, visibilidade perfeita e uma surpresa submersa: o que a estátua de Cristo estaria fazendo ali? A imagem, uma doação, foi colocada para proteger ilhas e cayos do arquipélago. Passamos por fendas e paradões, nadamos na companhia de caranguejos e lagostas, peixes dos mais variados e, logicamente, dos onipresentes tubarões.

Depois de um dia cheio, a hora do jantar era aguardada com ansiedade. E o restaurante Divino Niño não decepcionou. Localizado à beira-mar e com ambiente simples, mas aconchegante, me presenteou com o farto prato mix: peixe frito, camarões, lagosta, caranguejo, arroz de coco, plátano frito e salada. Tudo por apenas US$ 12,50. Depois do banquete, nada como fazer uma siesta nas redes esticadas sob as palmeiras e simplesmente deixar o tempo passar.

De volta a San Andrés. Na volta para San Andrés, o piloto aproveitou o dia claro e fez um voo panorâmico: do alto, a vista de Providencia e Santa Catalina era espetacular. E justificava, mais do que nunca, a alcunha de "Mar das Sete Cores". Que despedida.

San Andrés nos aguardava de volta com mais aventuras subaquáticas. Partimos rumo a Blue Wall, um paredão de 60 metros de profundidade - fomos nadando ao longo do muro, mantendo uma profundidade média de 25 metros. A sensação era de estar em meio a um gigantesco aquário, tamanha a quantidade de peixes e corais. Mas minha parte favorita foi El Rebocador, que naufragou bem pertinho dali. O barco está a apenas 3 metros de profundidade - dá para ver com calma cada detalhe da embarcação.

Paramos ainda em Rose Cay, também conhecida como Cayo Aquario. O motivo é bem simples: este pequeno banco de areia fica em meio a vários recifes, repletos de peixes. Ali, nem é preciso vestir a parafernália de mergulho: um simples snorkel é suficiente para examinar, com precisão, as belezas marinhas.

Antes de nos despedirmos definitivamente do arquipélago, um último mergulho, em Trampa de La Tortuga. O local mais parece um jardim subaquático, repleto de pepinos-do-mar, peixes-anjo e peixes-trombeta. O suficiente para lotar o cartão de memória da câmera antes de voar a Bogotá.

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