Edison Veiga|Estadão
Edison Veiga|Estadão

Suécia

Parques para curtir o verão

Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 04h30

Para brasileiros, é sempre um choque de realidade observar a relação dos povos nórdicos com o sol, com o “calor” de 20 graus, com o verão. Some-se a isso o ingrediente fundamental – há uma criança entre nós – e pronto: todos voltam à infância em uma ensolarada praça sueca. Se tem chafarizes refrescantes, então, ainda melhor. Caso da Rosenlundsparken, em que Chico pôde se juntar à meia dúzia de pequenos estocolmenses em um inusitado banho na fonte.

O Rosenlunds começou a ser construído em 1930, dentro de uma política de implementação de parques que fez de Estocolmo uma cidade tão verde quanto a que conhecemos hoje. Só ficou pronto em 1970 e, em 2007, foi totalmente reformado. Ganhou uma espécie de praia, com cadeiras e guarda-sóis onde, no verão, dá para ficar bebericando e petiscando numa boa, como os locais. A restauração ganhou até prêmio arquitetônico, o Sienapriset de 2008.

Mais estruturada, outra área verde que vale uma tarde de dolce far niente é a Vasaparken. Fundado no século 19, o parque guarda uma inusitada história: durante a Primeira Guerra Mundial, serviu como plantação de batatas para a população. Hoje, além da imensa área verde, tem um campo de futebol e um playground com montanhas de brinquedos escaláveis, uma velha caminhonete transformada e versões dos clássicos pula-pula e escorregador. 

VEJA TAMBÉM: Cuidados para se proteger de doenças em viagens

Também vale visitar o Skansen, diversão para adultos e crianças com área de 300 mil metros quadrados. Considerado o primeiro museu ao ar livre do mundo, o parque foi fundado em 1891 com a missão de mostrar o modo de vida na Suécia ao longo dos últimos séculos. Na época, assim como muitos outros países europeus, a sociedade sueca passava por transformações fortes, em consequência da industrialização. 

Assim, foram levadas para lá cerca de 150 construções, de todas as regiões do país. As casas foram desmontadas, transportadas e depois refeitas, peça a peça, mostrando um panorama da vida sueca, das pobres aldeias agrícolas às mansões da nobreza. No coração do Skansen há ainda a reprodução de uma pequena cidade do período, com detalhes das oficinas de artesãos. E um jardim zoológico dedicado a mostrar animais típicos da Escandinávia: de renas e alces a ursos pardos e lobos.

Navio-museu. Orgulho dos orgulhos de todo cidadão de Estocolmo, o Vasamuseet (Museu do Vasa) é o mais movimentado museu dos países nórdicos, com mais de 1 milhão de visitantes por ano. Foi inaugurado em 1990 para abrigar o Vasa, navio de guerra sueco que naufragou quando deixava o porto em sua primeira viagem, em 10 de agosto de 1628. A catástrofe comoveu o país. A embarcação passou 333 anos debaixo d’água, até que finalmente foi retirada do mar e recuperada. É deslumbrante conferir sua riqueza de detalhes e saber mais sobre sua história. 

Por último, que tal conhecer o espaço onde são entregues os prêmios Nobel? Trata-se do Stadshuset, o Conselho Municipal de Estocolmo – ou seja, a prefeitura de lá. Vale lembrar que o Nobel da Paz é o único cuja premiação é realizada em Oslo, na Noruega, no Nobel Peace Center.

Mais conteúdo sobre:
Estocolmo Suécia Paz

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.