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Natália Mazzoni, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2016 | 00h10

É impossível falar de Suíça sem entrar em clichês. O país, dividido em 26 cantões, entrega pontualmente todas as ideias prontas que temos de lá: paisagens impecáveis, chocolates deliciosos, queijos inesquecíveis. Nunca será tão agradável descobrir que tudo aquilo que você imaginava era, de fato, verdade. A Suíça tem apenas 41 mil quilômetros quadrados de área, o equivalente ao Estado do Rio de Janeiro. De leste a oeste, dá para percorrer o país em apenas três horas de trem – o transporte público favorito de turistas e suíços. 

Para absorver a essência e as nuances suíças, o ideal é incorporar em seu roteiro cidade e montanhas. As duas atmosferas se transformam lentamente, um espetáculo delicioso de assistir pela janela do trem. Nossa viagem segue essa receita: chegamos por Zurique, no centro do país, seguimos a Gstaad, a três horas de trem, e fechamos a viagem com uma esticadinha na bela capital, Berna, duas horas distante na linha ferroviária.

Em Zurique, passado e presente conversam num diálogo que diz muito sobre o país: eles sabem contar sua história, mostrar suas origens, e são abertos ao futuro que já dá as caras nos bairros mais descolados, tomados por gente jovem. Nas montanhas, os Alpes fazem você respirar fundo. As paisagens são arrebatadoras, até o mais inexperiente fotógrafo é capaz de conseguir um registro digno de recorde de curtidas em suas redes sociais. Olhe por qualquer ângulo, de qualquer fresta, e descubra um lugar que parece saído de um sonho.

 

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O preço para desfrutar dessas experiências é salgado. Quando comparada a países como Alemanha ou Portugal, a Suíça se mostra como um dos destinos mais caros da Europa. Economizar não é missão fácil, especialmente em razão do valorizado franco suíço. Por outro lado, os queijos produzidos ali, de alta qualidade, têm preço bem menor do que os encontrados no Brasil – na embalagem original, podem ser trazidos na mala. Sendo assim, faça as contas, estude seu roteiro, e quando dentro do trem, olhe pela janela.

VIAGEM A CONVITE DO SWITZERLAND TOURISM E DA SWISS AIRLINES

ANTES DE IR

Aéreo: em voo direto, a Swiss vai de São Paulo a Zurique por a partir de R$ 1.770 (valor em outubro). Com conexão, 

desde R$ 1.600 na Alitalia; mesmo valor com a Air France; e R$ 1.760 na Latam. Preços pesquisados para 

outubro e novembro 

Trens: meio de transporte suíço por excelência. Site: sbb.ch/en; de Zurique a Berna, desde 25 francos suíços 

(R$ 85). De Zurique a Gstaad, desde 40 francos suíços (R$ 137). O Swiss Travel Pass dá acesso a meios de transportes variados (ônibus, trens, barcos e até teleféricos) em 75 cidades e descontos em várias atrações. A partir de US$ 225, para três dias.

 Site: myswitzerland.com

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Natália Mazzoni, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2016 | 00h05

Afastado do centro antigo, com suas construções do século 13, e, bem, do jeito impecável de ser de toda a Suíça, o lado oeste de Zurique guarda a face mais descolada da cidade. Em Zurich West, uma antiga área industrial, as máquinas pararam de fazer barulho e a fuligem deu lugar a lojas, galerias de arte, baladas, restaurantes e mercados mais modernos da cidade. Sim, os hipsters estão por toda a parte.

A transformação do bairro no que ele é hoje começou em 1990, quando foram permitidas novas construções no lugar. Antes, com o fechamento das fábricas, a região ficou abandonada, com pontos de venda de drogas e moradores de rua. Hoje, o distrito tem personalidade própria e uma energia bastante diferente do resto da cidade.

Se a ideia é fazer compras, caminhe ao longo dos 500 metros de arcos ferroviários, erguidos no fim do século 19, que hoje acomodam estabelecimentos comerciais numerados em seus vãos. O projeto que revitalizou o Im Viadukt, como hoje é chamada a construção, foi feito em 2010 pelo escritório de arquitetura EM2N. O governo cobra preços acessíveis para alugar os espaços – em contrapartida, os donos têm de contribuir socialmente com a cidade, contratando pessoas sem nenhuma experiência profissional ou portadores de deficiência, por exemplo.

O Markthalle, mercado fechado com dezenas de produtores, é uma das principais paradas ao longo dos arcos. Além de encontrar produtos frescos, a maioria vinda direto do produtor, os preços são melhores dos que os praticados no resto de Zurique. Um combo com croissant, café e suco sai por 7,90 francos suíços (R$ 27) na simpática padaria St. Jakob Beck. Para se ter ideia, nos restaurantes do centro, uma garrafa de água chega a custar 6 francos (R$ 20). Saindo da Jakob, a vitrine da tradicional Tritt-Käse exibe fatias apetitosas de queijos orgânicos de produtores dos Alpes. Um pedaço de 100 gramas de queijo de cabra do Vale do Loire custa por volta de 4 francos (R$ 13) – na embalagem original, você pode até trazer para o Brasil. Em outra parada está a Shepherd’s Pie, recheada de tortas doces e salgadas. A mais famosa, de carne e cerveja escura, custa em média 8,50 francos suíços (R$ 29). Nas outras pequenas lojas, geleias, cervejas, embutidos, vinhos: um prato cheio para quem gosta de gastronomia.

Fora do mercado, lojas variadas se espalham pelos 36 arcos. Design, moda, arte, tudo tem uma pegada descolada. Entre uma galeria e outra, um pequeno estádio de badminton faz o lugar parecer ainda mais cool.

Menu memorável. Se a ideia é jantar por lá, uma boa opção é o restaurante Viadukt, no arco 8. O ambiente tem tudo a ver com o clima do bairro, e o serviço pode ser o mais despojado que você vai encontrar em sua passagem por Zurique. “Se a sobremesa é muito grande? Ah, você consegue chegar até o fim dessa fatia de bolo de chocolate enorme, principalmente se você levar o resto para casa e atacá-lo durante a madrugada”, avisa o garçom. A sobremesa em questão custa 12,50 francos suíços (R$ 42), e realmente: comê-la até o fim é um desafio, principalmente se antes disso você pedir o delicioso picadinho de vitela com cogumelos (36 francos suíços, R$ 122). 

Aqui vale fazer uma pausa para dar uma ideia saborosa aos apreciadores de carne: em sua viagem à Suíça, faça um concurso particular de melhor picadinho de vitela – chamado de zürcher geschnetzeltes no cardápio –, prato que leva champignons frescos, molho de creme de leite e batatas rosti. O preparo é sempre diferente, delicioso, e, no final, você terá se transformado em um juiz satisfeito – e, inevitavelmente, com alguns quilos a mais.

Caso sua ideia seja gastar menos, faça seu jantar em uma das mesas simples e acolhedoras do Frau Gerold, jardim rodeado de pequenos restaurantes de comidas típicas, servidas sem frescura. No terraço, cerveja com vista para os trilhos do trem. Aqui não tem garçom simpático: cada um busca sua comida. Caso ainda reste disposição, os locais indicam esticar a noite em uma das baladas eletrônicas mais agitadas do distrito, a Supermarkt.

A verdade é que em se tratando deste bairro, não há roteiro pronto. Separe um dia da viagem e se perca pelas ruas, lojas, cafés e galerias para conhecer essa outra versão da maior cidade da Suíça. O vai e vem de gente jovem, a conversa alta e os lambe-lambes das vitrines e muros mostram que Zurich West, definitivamente, respira outros ares.

CLÁSSICOS DE ZURIQUE

1 - Centro histórico  

Ruas apenas para pedestres, fontes de água potável por toda parte e belos prédios históricos. No verão, o Rio Limmat, que corta o centro, ganha piscinas públicas.

2- Sprüngli

Localizada no número 21 da Hauptbahnhofstrass, é a confeitaria mais tradicional (e cara) da cidade. Em funcionamento há mais de 170 anos, é um bom lugar para provar o famoso chocolate suíço. 

  

3- Bahnhofstrasse

A principal avenida para compras vai da estação central (Hauptbahnhof) até o Lago de Zurique. Perto da estação, há marcas de fast-fashion, como H&M, com preços acessíveis. Grifes internacionais, como Rolex, Prada e Chanel aparecem nas proximidades da água.

4- Fraumünster

A igreja funcionou como convento até o século 16 e tem em seu interior vitrais pintados por Marc Chagall. Grátis.  

  

5- Praça Lindenhof

Localizada no alto de uma colina, é um convite ao descanso, com direito a uma bela vista da cidade. 

 

6- Cabaret Voltaire 

Com 100 anos completados em fevereiro, o espaço cultural localizado no número 1 da rua Spiegelgasse é o berço do dadaísmo. Seu salão principal sofreu poucas modificações ao longo dos anos. Entrada gratuita.  

 

7- Delegacia de polícia de Zurique

Na década de 1920, o prédio medieval que já foi orfanato e depósito de armas na Segunda Guerra Mundial teve seu teto e paredes coloridos pela arte do pintor Augusto Giacometti. Bahnhofquai 3, 8.001; entrada gratuita. 

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Natália Mazzoni, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2016 | 00h05

É meu segundo dia em Gstaad. O vilarejo, a 220 quilômetros de Zurique e 10.050 metros acima do nível do mar, faz parte do município de Saanen, no interior do cantão de Berna. No inverno, suas montanhas alpinas ficam repletas de neve, mas é verão, o gelo derreteu e deu lugar a uma grama impecavelmente verde, nova, brilhante. 

Desde que chegamos está difícil parar de olhar a paisagem. O céu é muito azul, as montanhas têm desenhos perfeitos. Um chalé, outro chalé, uma vaquinha lá longe. Minha bicicleta elétrica parece voar enquanto eu passeio pela paisagem. Não tem uma nuvem sequer no céu, o único branco está no pico de uma das montanhas mais altas, onde o gelo é eterno. No inverno, a neve toma conta de tudo, e os turistas endinheirados chegam de todo o mundo para deslizar em seus mais de 220 quilômetros de pistas de esqui.

Mesmo tendo e atraindo tanto dinheiro, os suíços por aqui são modestos. Esses chalés parecem simples, passando assim rápido na frente deles é difícil imaginar que a maioria esconde em seu subsolo salões enormes, cozinhas equipadas com artigos de luxo, quartos e mais quartos. Quem conta esse segredo é Daniel Matti, dono da construtora mais antiga da cidade, a Chaletbau Matti. 

“Os suíços não gostam de exibir o que têm, são muito reservados. Mas posso dizer que um projeto costuma custar a partir de 2 milhões de francos suíços (algo em torno de R$ 7 milhões)”, diz Matti. Pois é, o da cantora Madonna, que se encantou pela cidade e encomendou o seu, deve ter ficado muito bom.

Passear de bicicleta elétrica é uma das formas mais bacanas de conhecer Gstaad. São cerca de 150 quilômetros de vias onde o ciclismo é bem-vindo. No site oficial da cidade, é possível escolher sua rota por critérios de altitude, dificuldade e tempo. Quando chega a subida, paro de olhar a paisagem e me concentro: esse passeio exige certo preparo físico, a bicicleta é elétrica mas você tem de pedalar bastante mesmo assim. A nossa alugamos no Fredy’s Bike Wält, 50 francos (R$ R$ 170) para pilotar um modelo suíço de US$ 7 mil por 4 horas, ao longo de 20 quilômetros (ida e volta). 

Faço um intervalo, respiro, a volta deve ser mais suave. “Vamos, temos reserva no restaurante”, diz nossa guia. Fácil falar: no inverno ela esquia, voa de paraglider, no verão faz trilha de bicicleta, escala montanha. Gstaad é “esportes friendly”, essas e outras modalidades são organizadas por rotas no schweizmobil.ch, site dedicado só a pratica de esportes no país.

De volta ao caminho, nosso objetivo é chegar ao Lago Lauenen. A recompensa vale a pena: uma paisagem ainda mais bonita (como pode?) e um bom prato de salsicha com salada de batatas (23 francos suíços ou R$ 78) no restaurante Lauenensee, que tem vista para o lago. Hora de voltar. 

O vento no rosto lembra nossas primeiras horas em Gstaad. Nesse dia, subimos de teleférico a estação de esqui Wasserngrat até o restaurante que leva seu nome, lá no topo. A vista da subida é arrebatadora, e o picadinho de vitela, o mais delicioso que comi na viagem (45 francos suíços ou R$ 153). A sobremesa, merengue suíço com frutas vermelhas (15 francos, R$ 51) é simples e inesquecível.

Piquenique. Falando em comida, comer em Gstaad é um acontecimento. A cidade tem mais de 100 restaurantes, mas fazer piquenique de fondue na aldeia de Schönried, no chamado Fondueland, é a maneira mais divertida de jantar. O ritual inclui sentar-se em uma mesa com formato de panela gigante, deixada à disposição no meio da montanha batizada de Stalden. O esquema é encomendar seu kit em lojas especializadas, como a Fromage & Pain, um dia antes. Os preços variam de 18 a 21 francos suíços por pessoa (R$ 60 a R$ 70), incluindo a mistura de queijo, pães, vinho e o aluguel da panela.

A volta, como eu previa, é mais fácil. Parece que agora eu peguei o jeito de controlar o computador de bordo dessa bicicleta. Como é gostoso descer as montanhas. Vejo mais vaquinhas. No verão elas são levadas até o topo dos Alpes para produzir leite, ritual que vira festa na cidade. Por aqui, as vacas não são consideradas sagradas, mas fazem milagre produzindo o leite perfeito para os mais variados tipos de queijo. E tem uma vaca para cada um: 7 mil habitantes, 7 mil vacas. 

Um segundo de distração e eu perco o controle dessas rodas caríssimas. Não tem mais jeito, eu vejo essa grama novinha mais de perto do que eu gostaria. Máquina fotográfica quebrada, alguns arranhões, nada demais, tudo certo. Quem sabe fica uma marca. Um dia alguém me pergunta o que aconteceu e posso dizer que estive aqui.

QUEIJOS A PERDER DE VISTA

Famoso em Gstaad, o passeio da Gruta do Queijo é perfeito para quem quer conhecer as peculiaridades que envolvem a produção do alimento nos Alpes Suíços. O lugar é pequeno, e para chegar até onde são armazenadas as 300 peças de até 10 quilos é preciso se encolher e descer uma pequena escada. 

Música ambiente, prateleiras lotadas e candelabros criam uma atmosfera que parece propor um culto ao queijo. As explicações do guia responsável pela visita são tão minuciosas que fazem com que os visitantes fiquem ansiosos pela degustação. Caso o dia esteja bonito lá fora, peça para comer ao ar livre e ele montará uma simpática mesa com vista para as montanhas. A visita custa 28 francos suíços (R$ 95) por pessoa incluindo degustação com tábua de queijos, pães, água e vinho.

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Natália Mazzoni, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2016 | 00h05

A chuva fina não atrapalha nosso city tour em Berna, mas parece enfadar os ursos que são símbolo da cidade. Björk, Finn e Ursina moram no Bären Park, parque às margens do Rio Aare, aberto 24 horas por dia. Inaugurado em 2009, o espaço de 6 mil m² foi feito para que os turistas observem a vida desses inusitados moradores de Berna. Quem passa por lá pode assisti-los dando um mergulho no rio, brincando, pescando, mas não demos essa sorte. “Os ursos caem muito bem como símbolo da cidade. Aqui, com certeza, nos movimentamos devagar como eles”, explica Nicole Schaffner, relações públicas de Berna.

Segundo ela, os moradores de Berna têm fama de ser os mais tranquilos do país. De fato, a hora parece passar mais devagar na cidade, considerada uma das mais belas da Europa. Nesse ritmo sossegado, seguimos pelo centro antigo. Grande parte dele é Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1983. Com seis quilômetros de arcadas, a cidade abriga uma das mais longas avenidas comerciais cobertas da Europa, além de igrejas, torres, fontes. Tudo num tom marcante de cinza, vindo do arenito, usado para reconstruir a cidade depois de um incêndio que a destruiu quase que por completo em 1405.

Andar pelo centro antigo é uma das coisas mais gostosas para se fazer na cidade, mesmo nos dias acinzentados. Encha sua garrafinha em uma de suas fontes de água potável, observando cada detalhe de cada uma delas. Depois, perca-se pelas ruas, sem pressa. As principais construções de estilo medieval da cidade se espalham por três vias paralelas no entorno da Estação Central. Nos arredores, ruas estreitas de paralelepípedos abrigam charmosos cafés e restaurantes repletos de turistas. Em frente ao Parlamento, as 26 fontes – uma para cada cantão suíço – jorram água em movimento coreografado, para a alegria das crianças no verão. No geral, as praças em torno de edifícios públicos são protegidas por esquemas de segurança, mas esse espaço é bastante democrático, e abriga até feiras com agricultores locais.

Aproveite para conhecer a vista dos fundos do Parlamento. De lá, é possível ver as águas verdes do Rio Aare, fruto do degelo da neve dos Alpes. No verão, as margens são disputadas por locais, que não hesitam em dar um mergulho. Se não tiver coragem, há outros belos cenários para se entreter. No Rosengarten, ou Parque das Rosas (grátis), por exemplo, há mais de 220 tipos de rosas. O restaurante que leva o nome do parque serve comida boa a 25,50 francos suíços (R$ 86) o menu do dia, com salada e prato principal. Outra opção é visitar a Catedral de Berna (entrada 5 francos suíços ou R$ 25). De estilo gótico, ela é a maior da Suíça e faz parte da lista de patrimônios mundiais da Unesco.

Na rota do emental. Expolorar os principais pontos turísticos de Berna não deve levar mais do que dois dias inteiros. A uma hora da capital, o vilarejo de Affoltern vale uma esticada para conhecer a Emmentaler Schaukäserei, fábrica de um dos queijos mais famosos da Suíça, o emental, produzido na região desde o século 13. O passeio com guia permite conhecer todas as etapas de produção (10 francos suíços ou R$ 34) e também o segredo para que essa variedade tenha buracos de 1 a 4 cm de diâmetro. 

O lugar oferece atividade para colocar a mão na massa (70 francos suíços ou R$ 238) e fazer seu próprio queijo para levar para casa. Para almoçar, o restaurante serve uma deliciosa fondue de emmental (25 francos suíços ou R$ 85, para até três pessoas)

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Natália Mazzoni, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2016 | 00h05

Berna faz parte da história do conhecimento humano. Foi na cidade que, em 1905, Albert Einstein formulou a sua Teoria da Relatividade. Estabeleceu que a energia de um corpo corresponde à sua massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado – e alterou os rumos da ciência. 

O físico nasceu em Ulm, na Alemanha, em 1879, mas se mudou para a Suíça aos 16 anos. Em Zurique, estudou no Instituto Federal de Tecnologia e, em fevereiro de 1902, mudou-se para Berna. Na ocasião em que escreveu a equação que mudou a forma como entendemos o universo, vivia na Rua Kramgasse, 49. O lugar ainda guarda móveis originais da época e está aberto a visitas; a entrada custa 6 francos suíços (R$ 20). 

A casa de Einstein é apenas um dos pontos do roteiro que segue os passos do físico em Berna. Saindo do apartamento, caminhe cerca de 200 metros para a esquerda e encontre o relógio onde Einstein via as horas todas as manhãs antes de ir ao trabalho. Trata-se da Zytglogge, ou Torre do Relógio, um dos símbolos da capital. Erguida no século 13, a construção fazia parte dos muros que protegiam a cidade nos tempos medievais. Depois de um incêndio em 1405, foi substituída pela atual, de arenito. A cada hora cheia, turistas se aglomeram para observar as figuras que se movem ao som dos sinos. Visitas guiadas levam ao interior da torre (15 francos suíços, R$ 51, todos os dias às 14h30; reserve em bern.com), onde é possível conhecer o mecanismo do relógio que funciona sem parar há mais de 500 anos.

De lá, siga para o Museu Einstein (Helvetiapl. 5, 3.005, entrada 18 francos suíços, R$ 60) para se aprofundar mais nessa história. Na instalação que recebe os visitantes, uma representação de como funcionava o cérebro do físico, com escadas em diferentes direções e projeções de imagem. No passeio pelas salas, papéis originais com a assinatura de Einstein, a foto do anuário da escola onde ele é a única criança a sorrir, seu passaporte original e muitos outros registros de sua existência brilhante.

Depois desse mergulho histórico, termine a tarde em uma das mesas do Harmonie (Hotelgasse 3, 3.011), bar e restaurante onde Einstein se encontrava com os amigos. Entre um gole e outro, quem sabe, você também não tem uma ideia genial.

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