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Surfe: os picos do Peru

Eu e meu filho de 20 anos queremos fazer uma surf trip a Chicama, no Peru. Tem uma agência especializada para indicar? (Isaac, São Paulo).

Ricardo Freire, O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2015 | 00h00

Minha cultura de surfe se resume aos episódios de Armação Ilimitada que vi numa encarnação passada. Mas, felizmente, contei com a ajuda do nosso surfista de plantão, o repórter do Viagem Felipe Mortara, que me mostrou o caminho das pedras – ou melhor, das ondas. Existem pelo menos duas agências com excelente reputação especializadas em surf trips para o Peru e América Central: a Nivana e a The Surf Travel Co.

 

Chicama realmente tem a onda mais cobiçada do continente. “É a esquerda mais comprida do mundo; uma onda incrível e gelada”, informa o Felipe. As ondas mais poderosas se erguem entre junho e setembro; as menos altas acontecem entre dezembro e fevereiro (quando a temperatura da água sobe um pouquinho). Os tubos e amplas paredes de Chicama têm um hotel à altura: o Chicama Surf Hotel. Construído e administrado por surfistas, é bastante confortável e, no pacote mais caro, oferece pensão completa e duas sessões por dia de tow-back de barco. A costa tem vários pontos propícios para o surfe e existe estrutura para levar o surfista até o melhor pico do dia. O aeroporto mais próximo é Trujillo, a 76 km; o voo de Lima até lá leva 1h15.

Querendo dar um verniz cultural à viagem, inclua dois dias em Trujillo, que tem dois tesouros nos arredores. A 5 km da cidade, na direção oeste está o sítio arqueológico de Chan Chan, que contém as ruínas da maior cidade pré-colombiana da América do Sul, capital do império chimu – uma Machu Picchu de barro, ao nível do mar. E 60 km ao norte fica o complexo El Brujo, que abriga La Señora de Cao, uma múmia tatuada de 1.800 anos que foi uma imperadora mochica (a cultura que antecedeu os chimus).

Existem outras ondas famosas no Peru. As do extremo norte do país têm a vantagem de oferecer uma temperatura mais agradável da água. O grande pico por lá é Máncora, a 180 km do aeroporto de Piura (1h30 de voo de Lima). As ondas mais parecidas com as do Brasil são as dos arredores de Lima. La Herradura, em Chorrillos, está a meros 20 km na direção sul; Punta Hermosa, a 40 km. Muitos surfistas brasileiros ficam monitorando promoções de passagem para aproveitar as ondas perto da capital.

Não acredite nas agências e sites que insistem na necessidade da vacina contra febre amarela para entrar no Peru: o país não exige mais a vacinação.

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