Bruna Tiussu/AE
Bruna Tiussu/AE

Surpresas em espaços criativos de Londres

Não vá esperando uma galeria de arte clássica, com paredes brancas em salas retangulares. Se tal concepção nunca foi mesmo o forte da Tate Modern, a casa mais contemporânea de Londres, a ideia passa ainda mais longe quando se trata de sua nova área, The Tanks. Foi em 18 de julho que o local dos antigos tanques de óleo localizados no subsolo do prédio, que já foi uma estação elétrica, se tornaram oficialmente espaços artísticos.

BRUNA TIUSSU / LONDRES, O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2012 | 03h11

Mantendo-se próximo da estética original, com colunas espalhadas, paredes de concreto e área de exibição dentro dos próprios tanques, o local destina-se à chamada live art, com performances, exibições de filmes e obras interativas. Tudo gratuito.

Na curta temporada de estreia, até 28 de outubro (a galeria ainda não divulgou as próximas exibições, portanto, corra!), há trabalhos como o Light Music, da artista Lis Rhodes, composto por um jogo de dois projetores onde o visitante brinca com as noções de forma, espaço e perspectivas. Ou ainda a instalação do sul-coreano Sung Hwan Kim, que conta histórias mesclando filmes, esculturas e objetos em geral.

Munch e mais. A verdade é que, independentemente de quando você a visita, a Tate Modern sempre surpreenderá. Além do The Tanks, quem passar por lá até 28 de outubro vai notar um movimento diferente no Turbine Hall, a principal entrada da casa. Cerca de 60 pessoas podem até enganar como visitantes comuns, mas logo começam a caminhar em sincronia, sentar todos juntos, fazer sons e até contar histórias para o público. A obra em movimento é criação do artista britânico Tino Sehgal.

Nos andares superiores do prédio, a exposição mais concorrida é a Edvard Munch: The Modern Eye. São 60 pinturas do artista norueguês, além de alguns de seus trabalhos pouco conhecidos em cinema e fotografia, que evidenciam um lado mais moderno. Também em suas últimas semanas, fica até 14 de outubro. Ingresso a 14 libras ou R$ 45.

Outras opções. Para combinar natureza e arte em um só passeio, o Kew Royal Botanic Garden (entrada a 14 libras), em Richmond, é o local a ser visitado. Desde abril, esculturas, instalações e desenhos do inglês David Nash compõem as paisagens dos jardins - até segunda-feira ainda é possível encontrar o artista por lá, dando retoques em novas obras. A mostra vai até abril de 2013.

Enquanto isso, no centro de Londres, o British Museum segue com a exposição Shakespeare: Staging the Word, uma das maiores já realizadas sobre o escritor. O acervo, composto em parceria com a Royal Shakespeare Company, tem 190 objetos, entre pinturas, desenhos e manuscritos, que contam a evolução do teatro inglês, curiosidades sobre as peças de Shakespeare e retratam a Londres do passado. Até 25 de novembro. Ingresso a 14 libras (R$ 45).

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