TARDEy

A expressão na hora e no lugar certos cai como uma luva neste caso. Aos domingos, no horário do almoço ou ao longo de uma tarde ensolarada, parece que todo o charme de Buenos Aires se muda para San Telmo.

O Estado de S.Paulo

14 Maio 2013 | 02h08

Caso não tenha almoçado em La Boca, comece a visita pela Calle Defensa, mais especificamente no número 855, onde o restaurante Desnivel (pronuncia-se "desnivél") recebe locais e turistas. No salão, decoração para lá de kitsch com guarda-chuvas chineses pendurados e esquis nas paredes.

As carnes são tão protagonistas no cardápio que a churrasqueira - ou seria parrillera? - fica fotogenicamente no meio do salão. O bife de lomo (85 pesos ou R$ 33), correspondente ao filé mignon, vem sangrando no prato e foi o melhor da viagem. Como os argentinos não têm o conceito de acompanhamento e o prato traz apenas a carne, vale pedir ao garçom (um sósia do ator Ricardo Darín) uma provoleta, provolone na chapa que orna muito bem e custa 32 pesos (R$ 12).

Barriga cheia, saia para caminhar e descobrir por que esse é o lugar para se estar. Expressão mais pura do bairro, a Feira de San Telmo (www.feriadesantelmo.com), com suas 250 bancas de antiguidade, é um passeio delicioso para se fazer com calma, pós-comilança, observando velharias que, naquele contexto, fazem um baita sentido.

Há 30 anos, a Plaza Dorrego é o epicentro da tradicional feira de antiguidades, que recebe cerca de 10 mil visitantes a cada domingo. Os belos solos de violão embalam quem contempla e fotografa soldadinhos de chumbo, mapas antigos, pratarias centenárias, retratos originais de Juan e Eva Perón, cristais bem trabalhados e discos de vinil, entre centenas de itens que você não encontrará em nenhum outro lugar. Não só os preços costumam valer a pena, como os vendedores são bons de negócio e aceitam dólares e reais.

Em meio a marionetes e estátuas vivas, entre no Mercado de San Telmo, que concilia antiquários mais caprichados com açougues e barracas de frutas. Uma autêntica salada portenha.

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