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Toronto, um passo à frente

Renata Reps / TORONTO

14 Junho 2011 | 06h 00

Tranquila, mas não pacata. Cosmopolita, sem ser excludente. Alimentada por uma verdadeira miscelânea cultural, a metrópole canadense esbanja simpatia

As árvores de maple guiam os recém-chegados por todo o caminho entre o aeroporto e o centro de Toronto. Mesmo se, por culpa da estação, as plantas estiverem sem as folhas que dão sabor ao tradicional xarope e ocupam o centro da bandeira do país, elas servem de cenário para placas que dizem welcome e bienvenue com importância equivalente - inglês e francês, afinal, são os idiomas oficiais do Canadá.

 

Antes de chegar ao hotel, é possível que você passe pelo Church Wesley Village, a área gay da cidade, e repare que as placas das ruas têm estandartes multicoloridos de metal para caracterizar oficialmente a região. Ao conversar com o recepcionista de sotaque forte, a resposta sobre seu local de nascimento pode ser surpreendente. "Sou torontoniano", afirma ele, carregando nos erres como se viesse da Grécia.

 

A atmosfera cosmopolita ao extremo é uma das características mais marcantes da cidade. Little Portugal, Little Italy, Greektown e Chinatown não têm status de guetos, mas inserem-se na geografia local tanto quanto Yorkville ou The Beaches, áreas nobres do maior centro urbano do Canadá. Talvez por isso, turistas e estrangeiros são recebidos com muita simpatia.

 

 

Outra peculiaridade são os corredores subterrâneos. No inverno, os moradores saem de casa, pegam o metrô e seguem diretamente a seus prédios pelos 28 quilômetros de vias que mais se assemelham a um labiríntico shopping center - mas servem para escapar do frio que faz doerem os ouvidos durante sete meses do ano, quando as temperaturas chegam a 20 graus negativos.

 

A miscelânea cultural da formação do país é elevada à décima potência na arquitetura, gastronomia e jeito de ser de Toronto e seus habitantes. Do silêncio nos ônibus e metrôs para não incomodar os vizinhos ao agito bem-educado da "pequena Broadway" Dundas Square, a regra é a mesma: respeito e liberdade. Como você nunca viu.

 

* A REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DO TOURISM TORONTO

 

 

Achados cheios de estilo

 

Qual é o seu estilo? É preciso fazer essa pergunta antes de encontrar o local ideal para renovar seu guarda-roupa em Toronto. Ao longo da Bloor Street, principal avenida de Yorkville, estão lojas de marcas badaladas como Chanel, Prada e Gucci, mas também os paraísos do fast-fashion H&M, Zara e Winners, loja de departamento canadense que merece o trabalho que você terá revirando tudo antes de achar algo que valha a pena.

 

Se, por outro lado, você gosta de peças vintage e exclusivas, precisa visitar o Kensington Market (kensington-market.ca), em West Downtown. Brechós como Fashion Old & News e Flashback expõem jeans e apetrechos baratinhos nas calçadas - dá para encontrar até jaquetas de couro com ar oitentista em varais que cruzam as ruas. O local também tem grifes de estilistas locais, como The Fairies Pyjamas (thefairiespyjamas.com), da designer Michelle Johnson, que produz roupas com cortes assimétricos e acessórios descolados, como luvas sem dedos. Para matar a fome, há bares e cafés bacanas nas redondezas, além de várias frutarias.

 

Se tiver tempo, reserve um dia para o shopping Vaughan Mills (vaughanmills.com), que fica a 32 quilômetros do centro de Toronto e mistura 250 lojas e outlets como Michael Kors, Juicy Couture e Betsy Johnson. Até setembro, um ônibus gratuito sai da principal estação de trem da cidade, a Union Station, às 10 e às 13 horas - prefira o primeiro horário, quando o shopping ainda não está superlotado.

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