Traída pelo fuso

No último dia de 2009, a arquiteta Isadora Dias, de 25 anos, ia encontrar o namorado no Acre. O plano era passar o Natal com a família dela no Paraná e o réveillon com a dele, em Rio Branco. Resolveram comprar a passagem, e, de acordo com os cálculos, ela chegaria às 23h15 do dia 31.

O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2012 | 02h04

Porém, foi só em pleno ar que Isadora descobriu que havia feito uma confusão com o fuso horário do Estado e o voo só chegaria depois da meia-noite. A decepção aumentou quando viu pela janela os fogos de artifício sobre a Ponte JK, que atravessa o Rio Acre. "As aeromoças passaram comemorando e cantando musiquinhas. Eu era a única totalmente sozinha, já que só havia dois casais e eu a bordo."

A arquiteta conta que as comissárias perceberam sua decepção. "Fiquei nervosa, me atrapalhei, derrubei refrigerante em tudo. Quando elas (as aeromoças) vieram limpar, fiquei amiga delas", diz. Ela não conseguia esconder a frustração. "A passagem era mais barata que nos outros dias, mas nem tanto. Afinal, quem é que vai para o Acre no dia do réveillon?"

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