Turismo na Jordânia é vitrine segura do Oriente Médio

País tem um histórico de paz e oferece desde ruínas da Antiguidade à beleza do deserto

Angela Perez / AMÃ,

30 Agosto 2011 | 05h00

Salam Aleikum! Ahlan wa Sahlan! "Que a paz esteja contigo" e "seja bem-vindo", respectivamente, são as expressões que você mais vai ouvir na Jordânia. Apenas uma amostra da hospitalidade do povo local. Basta dizer que é brasileiro para ouvir nomes de jogadores de futebol, cantores e escritores do País. Nenhuma relação com a imagem de conflito habitualmente associada ao Oriente Médio.

Um dos países mais ocidentalizados da região, a Jordânia está entre os mais seguros - mérito, em parte, do acordo de paz assinado com Israel em 1994. Desde então, o turismo ganhou fôlego, impulsionado por boa infraestrutura, estradas de qualidade e quase 500 hotéis. Isso em um território diminuto: bastam seis horas para cruzar o país de norte a sul.

Turistas costumam ser vistos em grupos, mas não há grandes obstáculos a quem deseja viajar de forma independente. Petra, a cidadela esculpida na pedra, é o cartão-postal, principalmente depois de ter sido eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno. Mas a Jordânia tem mais a mostrar: rica herança histórica, cultural, religiosa e natural.

Os muçulmanos são maioria na população - 92% dos 5 milhões de habitantes. Mas nem todos os homens e mulheres adotam túnicas e lenços na cabeça: pelas ruas, você verá muita gente usando roupas informais. Cerca de 40% dos jordanianos são de origem palestina, como a rainha Rania, adorada pela população.

Capital. Amã, uma vibrante capital de mais de 2 milhões de habitantes, é o ponto de partida para a aventura de desvendar este porto seguro encravado em uma região de conflitos sem fim - a Jordânia fica entre Iraque, Síria, Israel e Arábia Saudita.

De sua posição central, a família real jordaniana tem histórico de trabalhar pela paz. O rei Hussein, que ficou no poder por 46 anos, contribuiu nas negociações pelo fim da Guerra dos Seis Dias (1967) e na Guerra do Golfo, e foi o responsável pelo acordo de paz com Israel. Após sua morte, em 1999, seu filho mais velho, Abdullah, assumiu o poder - e o ocupa até hoje. Não sem sentir respingos da recente primavera árabe: para evitar protestos, prometeu convocar eleições.

Promessas à parte, Amã segue sua rotina. Entre fachadas de cor bege que caracterizam as construções recobertas de arenito destacam-se pontos de interesse turístico como a Mesquita Rei Abdullah I, a Cidadela, onde seria o povoado bíblico de Rabbath Ammon, e o Museu de Arqueologia. E ainda hotéis, restaurantes, lojas, museus e galerias de arte.

O souk (mercado) no centro de Amã mistura moradores, que fazem lá suas compras, e turistas em busca de artigos com cores e sabores) locais: doces, tecidos e keffiehs, os lenços quadriculados em vermelho e branco que os homens usam na cabeça, símbolos da Jordânia.

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