Uma boa dose de preguiça para curtir as belezas da Ilha Saona

Nada de bar, pousada ou comércio no Parque Nacional: a tranquilidade reina absoluta até debaixo d’água

Ricardo Brandt, ILHA SAONA

06 Julho 2010 | 10h12

Conte nos dedos. Moradores atendem os visitantes nos dois únicos pontos de refeição que existem em toda a área da reserva natural

 

 

Reserva natural dentro do Parque Nacional do Leste, a Ilha Saona está naquele rol de passeios que dão ainda mais graça à sua visita à República Dominicana. Localizada no município de La Altagracia, pode ser alcançada a partir da costa de Bayahibe, de onde se parte numa lancha ou em um catamarã. São 40 minutos em que a embarcação margeia a costa de La Romana, repleta de praias virgens e um mar ora verde, ora muito azul.

 

Os índios taínos - que viviam na ilha antes da chegada dos espanhóis - deram o nome de Adamanay para o local, que significa algo como uma lasca de terra que se desgrudou da República Dominicana. Cristóvão Colombo pisou ali pela primeira vez em 14 de setembro de 1494.

 

Mas você nem vai querer saber disso durante o passeio. Antes de aportar na ilha, breve parada em um banco de areia. Munidos de snorkel, turistas aproveitam o mar transparente para um mergulho, repleto de estrelas marinhas gigantes - que, vale o aviso, não podem ser retiradas da água nem para uma foto.

 

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A ilha tem 110 quilômetros quadrados, mas o que se pode conhecer em um dia de visita é a parte costeira, onde lanchas e catamarãs atracam com seus grupos. Não há bares, pousadas ou comércio. Nem mesmo na faixa de cerca de um quilômetro onde se concentram os visitantes.

 

Os únicos estabelecimentos comerciais existentes são dois pontos para refeição, montados pelas famílias que vivem em Saona. Os comes disponíveis ali estão incluídos no preço do passeio até a ilha. A pouca ocupação humana dá espaço para recifes de coralina, pássaros de diversas espécies, tartarugas, cavernas. A área é uma da reservas ecológicas mais importantes do país.

 

 

Silêncio. A praia de Saona e sua areia fina convidam ao descanso. É um lugar para ver o tempo passar

 

 

Jogue o corpo em uma espreguiçadeira e aproveite o silêncio, distante do agito de algumas praias à beira dos resorts. Na alta temporada, cerca de 300 pessoas passam pela ilha.

 

A faixa de areia onde ficam os turistas é curta. Uma caminhada para qualquer lado leva para cantos desertos da ilha - e que podem valer o passeio.

 

O tour custa a partir de US$ 60 (R$ 108). Dos principais resorts de Bávaro e Punta Cana, leva-se uma hora de carro para chegar à costa de Bayahibe. Mas é possível hospedar-se na própria Bayahibe ou ainda em La Romana, mais próximas a Saona.

 

 

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