Uma cidade chamada Central Park

Em 1859, o jornal The New York Times descreveu o santuário de colinas onduladas, pontes e lagos que começava a tomar forma no coração de Manhattan como "uma obra nobre, que indubitavelmente se destina a ser a honra e o deleite de Nova York". O abandono e o declínio dos anos 1970 ameaçaram destruir essa visão utópica do Central Park, mas, hoje, depois de trabalhos de recuperação que duraram anos, ele voltou a ser um espaço verdejante e florido - um raro destino turístico que é também uma área de prazer para os habitantes da cidade.

STEPHANIE ROSENBLOOM , NOVA YORK , THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2014 | 02h06

Dependendo da estação e da idade do visitante, ele poderá tomar sol ou patinar no gelo; velejar num barquinho de brinquedo ou remar numa embarcação de verdade; ouvir Shakespeare, rock ou o canto de uma das 230 espécies de aves que moram ali.

Projetado por Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux, o parque, que ocupa um espaço de 350 hectares, está repleto de esculturas, monumentos e fontes que falam dos exploradores da nação, de artistas e heróis, reais e imaginários: Colombo, Beethoven, Duke Ellington, John Lennon, Alice no País das Maravilhas. Há ainda quadras de tênis e de handebol, gramados para críquete, um carrossel, um castelo, um teatro de marionetes, um zoológico e mais de uma dezena de playgrounds.

Os mais românticos podem fazer um passeio de carruagem, observando o entorno repleto de apartamentos luxuosos, cujo valor chega a cifras astronômicas. Nos arredores há também hotéis de luxo (como o Ritz-Carlton) e alguns dos maiores museus do mundo (como o Met).

Entretanto, apesar da balbúrdia diária de moradores, turistas e todo o circo formado ao seu redor, o Central Park também tem trilhas tranquilas e cantinhos escondidos, além de bares dentro e fora de seus limites, onde é possível encontrar uma Manhattan mais calma, em que o tempo não existe. /TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Baixe o app do Central Park no seu smartphone.

O mapa guia seus passos por lá, mas o interessante são

os áudios de celebridades - como Whoopi Goldberg, que fala sobre o Wollman Rink, onde ela aprendeu a patinar no gelo

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