Uma terra que produz vinho que nem água

Se você não bebe, me perdoe, mas ser abstêmio na Toscana é um pecado. Ali são cultivadas cerca de 40 tipos de uvas, e basta visitar uma vinícola para entender o quanto a terra e o sol - que brilha continuamente como em poucos lugares no mundo - adoram a região. Dos pequenos produtores (entre 2 e 10 mil garrafas por ano) até os grandes, com mais de 700 mil anualmente, quase todos recebem visitantes, ávidos para provar e comprar suas obras de arte líquidas.

BOLGHERI, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2012 | 03h12

Petra

Localizada em Suvereto, tem 94 hectares de vinhedos (equivalente a 87 campos de futebol) e uma espetacular adega subterrânea num túnel de 75 metros escavado na rocha. A visita com degustação custa desde 15 euros (R$ 39). A garrafa do poderoso Petra safra 2008, com uvas cabernet sauvignon e merlot, sai por 49 euros (R$ 127).

Sassicaia

Nos arredores da pequenina Bolgheri, a três quilômetros da costa, é fabricado um dos vinhos mais famosos da Toscana. Considerado o primeiro cabernet italiano, o Sassicaia tem a seu favor os ventos marítimos, que refrescam suas uvas no verão, dando a elas um sabor particular - e preço idem: 140 euros a garrafa (R$ 364).

Marchesi di Frescobaldi

Talvez pelo volume de sua produção (700 mil garrafas anuais), a vinícola localizada em Magliano oferece um ótimo custo-benefício, com bons vinhos a preços generosos - como o Rèmole 2011 a improváveis 5 euros (R$ 13) e o surpreendente syrah Ammiraglia 2009 por 13 euros (R$ 33).

Marchesi Ginori Lisci

Outro ótimo custo-benefício. O espetacular merlot Castello Ginori 2007 (20 euros ou R$ 52) foi meu vinho favorito da viagem. Além de produzir bons fermentados, a família Ginori Lisci reformou algumas casas medievais. que podem ser alugadas a partir de 400 euros (R$ 1.041) por semana para o casal.

Scurtarola

Entre agosto e setembro, você pode provar as uvas no pé e, logo em seguida, a versão fermentada nessa vinícola. Localizada em Massa, faz parte da Strada del Vino, rota enogastronômica que reúne restaurantes e pequenos produtores de vinho e azeite. Após entender o processo de fabricação, o provocador dono Pierpaolo Lorieri propõe um jogo culinário em que mistura ingredientes frescos sobre as fogaças flamejantes que tira do forno à lenha. Do simples provolone com manjericão ao trio azeitonas negras, uvas verdes e pétalas de rosa. Sensações.

Enquanto serve as últimas safras - o branco Gocce di Pietra 2011 é excelente -, Lorieri conta causos e serve quitutes como o pan di vino, espécie de panetone preparado, como o nome sugere, com vinho. A degustação sai por 60 euros (R$ 157) - agende antes de ir. /F.M.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.