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Velho oeste no olhar de Johnny Depp

Paisagens dos Estados Unidos, no Novo México e em vizinhos ilustres, voltam a brilhar na telona com a estreia de 'O Cavaleiro Solitário'. Um roteiro para encantar, na ficção e ao vivo

Luiz Carlos Merten - O Estado de S.Paulo

09 Julho 2013 | 02h10

SANTA FÉ - É coisa de cinema e já começa no ar, no voo para Santa Fé. A capital do Novo México é servida por voos diários da American Eagle (de e para Dallas e Los Angeles) e da Great Lakes Airlines (de e para Denver). Do alto, após uma extensão plana, é possível perceber a erosão que escava os cânions no vizinho Colorado. Uma paisagem deslumbrante - para o cinéfilo, mais ainda. Além do Colorado e dos cânions, desenha-se a imensidão de Monument Valley, no Utah, onde John Ford filmou seus westerns. Conta a lenda que outro mestre, Howard Hawks, escolhendo locações, ficou impactado com a beleza de Monument Valley. Contudo, virou as costas e foi embora, convencido de que ali não seria feito um filme dele, e sim de Ford.

Mas ainda estamos no New Mexico e as referências do cinema são múltiplas. Agora mesmo, o Estado americano acaba de fornecer locações para O Cavaleiro Solitário, a nova superaventura do trio Johnny Depp, Jerry Bruckheimer e Gore Verbinski, que estreia na sexta-feira. No imaginário do diretor, o filme começou a surgir há muitos anos. Porém, o projeto só andou de verdade quando Depp e Verbinski, no set da animação Rango (2011), começaram a discutir suas preferências de westerns. Surgiu O Cavaleiro Solitário e o produtor Bruckheimer, que ganhou bilhões de dólares com a dupla na franquia Piratas do Caribe, encampou a ideia. É tempo de reviver a saga da construção da América, o que o filme faz de forma crítica.

O western exige um tipo específico de paisagem e O Cavaleiro Solitário tem locações em Monument Valley - as inconfundíveis escarpas e mesetas. Mas boa parte do longa - quase todo - foi feita no Novo México, ao redor de Santa Fé e Albuquerque. O cinéfilo reconhece esses nomes de incontáveis bangue-bangues.

Santa Fé é uma típica cidade de colonização espanhola. A arquitetura é inconfundível, imitando as casas de adobe dos nativos americanos que habitam a região. Quase não existem prédios. Mesmo os hotéis mais chiques não ultrapassam dois ou três andares, embora muitas vezes - caso do Hilton Santa Fé - existam dois ou três andares enterrados.

É uma cidade onde se come bem e que, especialmente no verão americano, que acaba de começar, vira centro turístico. As águas do Rio Grande e do Chama são perfeitas para atividades aquáticas, desde pescar até descer corredeiras. A Kawasaki organiza passeios de buggy no deserto e quem quiser viajar no tempo, experimentando o verdadeiro Wild West (1946), só tem de tomar o trem - a Cumbres & Toltec Scenic Railroad - para refazer o caminho dos pioneiros entre o Colorado e o Novo México.

Há uma bem nutrida rede de hospedarias e rotas planejadas para bicicleta, mas o Novo México não oferece só atividades físicas. A Ópera de Santa Fé exibe atrações dignas de Nova York, há um festival de teatro e, entre agosto e setembro, Chick Corea será o compositor residente do Music From Angel Fire, tradicional evento da região. Quase todo fim de semana tem atividades típicas e o próprio centro de Santa Fé, com suas barracas, leva o visitante em outra viagem no tempo.

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