Pedro Marques/Arquivo Pessoal
Pedro Marques/Arquivo Pessoal

Vietnã, com muito orgulho

Conflitos ficaram no passado. Hoje, a nação faz questão de mostrar as cores e misturas que convivem em seu território: de nacionalidades, temperos, influências religiosas...

Pedro Marques, ESPECIAL PARA O ESTADO / HANÓI,

17 Maio 2011 | 06h00

Diga o nome desse país do Sudeste Asiático e o mais provável é que a pessoa ao seu lado se lembre, imediatamente, da guerra que durou quase 20 anos. Esperado. Poucos conflitos foram tão retratados pelo cinema, em uma lista de clássicos que inclui, entre outros, Apocalypse Now (1979), Nascido para Matar (1987) e Platoon (1986).

 

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A imagem de vietcongues e americanos lutando em uma selva tropical, porém, faz pouca justiça ao país que o Vietnã é hoje. As cidades são coloridas e caóticas, contribuição da horda de motocicletas que avança incessantemente pelas ruas de Hanói, a capital política, e Ho Chi Minh City (Saigon, para o resto do mundo), a capital econômica.

 

As calçadas ficam abarrotadas e o aroma do phò, sopa de noodle e carne que é o prato nacional, se espalha pelo ar, seja vindo de barracas e bares simples ou de restaurantes estrelados. Crianças brincam ao redor de lagos, em parques e tudo parece caminhar relativamente bem, após algumas décadas de turbulência.

 

Não que tudo seja mil maravilhas. A maioria da população trabalha muito e vive com pouco, tanto nas cidades como nos campos. Nos escritórios ou nas plantações de arroz, porém, todos carregam orgulho em serem vietnamitas. Não é para menos. Afinal, quantos povos podem se vangloriar de terem resistido às tentativas de ocupação de chineses (que durou do fim do século 2.º e foi até o século 10.º), franceses (meados do século 19), japoneses (durante a 2ª Guerra Mundial) e americanos?

 

Símbolo. O melhor lugar para entender o orgulho vietnamita é a capital, Hanói. Centro político do país, foi de lá que o líder socialista Ho Chi Minh organizou seu exército e expulsou japoneses, franceses (em meados do século 20) e, mais tarde, americanos. Independentemente de concordar com a orientação política de "Tio Ho", o fato de que ele morreu lutando por sua visão de um Vietnã unificado é motivo de enorme respeito da população. Tanto que o complexo que abriga mausoléu e museu dedicados a Ho Chi Minh é uma das atrações mais visitadas da cidade.

 

Milhares de pessoas fazem fila diariamente para ver o corpo embalsamado do líder vietnamita (assim como ocorre na Rússia, com o corpo de Lenin), embora Ho desejasse ter sido cremado. O museu também é parada obrigatória, assim como a casa onde Ho Chi Minh viveu e o Pagode do Pilar, todos localizados no mesmo complexo.

 

 

* SAIBA MAIS

Aéreo: SP-Hanói-SP: US$ 2.720 na Qatar (qatarairways.com), US$ 2.725 na South African (flysaa.com) e US$ 2.963,16 na Singapore (singaporeair.com). Com conexão

 

Melhor época: o período de seca vai de outubro a abril; no fim do ano faz frio

 

Moeda: 10 mil dongs equivalem a R$ 0,78

 

Visto: é necessário. Contate a embaixada em Brasília: (61) 3364-5876. É exigida vacina contra febre amarela

 

Conexões: Saigon é uma boa base para explorar o Delta do Rio Mekong. De lá, é possível seguir até Phnom Penh, capital do Camboja.

 

Dica: Vai tirar muitas fotos? Leve um notebook. Computadores de hotéis e lan houses costumam ter vírus - não são poucas as histórias de viajantes que perderam todas as imagens ao plugar a câmera em um PC vietnamita

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