Viagem

Vinte dicas essenciais para passar as férias em Orlando, na Flórida

É preciso escolher os parques temáticos a visitar, o hotel, adequar o orçamento... E o carro alugado? Três especialistas respondem tudo

02/06/2015 | 03h00    

Filipe Araújo, Felipe Mortara, Adriana Moreira, Mônica Nóbrega e Nathalia Molina - O Estado de S. Paulo

Storybook Circus: Pato Donald brilha no palco da Disney

Storybook Circus: Pato Donald brilha no palco da Disney Foto: Gene Duncan

ORLANDO - Em meio a tapumes e poeira, pessoas vestidas com camisetas e uniformes de super-heróis enchiam a praça cercada de food trucks. Era um grupo de nerds que aguardava uma inauguração: a da loja Super Hero, dos personagens Marvel, prestes a abrir em Downtown Disney. 

Como a loja que motivava a animação daquela manhã de abril, Orlando está cheia de novidades. Em ritmo frenético, a cidade se reinventa e inventa novos motivos para ser visitada pela primeira ou vigésima vez.

Pelas bandas de Walt Disney World Resorts, os esforços estão concentrados na ampliação de Downtown Disney, que vai se transformando em Disney Springs, identidade que assumirá de vez no ano que vem. Ao todo, serão 150 restaurantes, lojas e espaços de diversão - o dobro dos 75 estabelecimentos atuais. 

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Na International Drive, a avenida principal do turismo em Orlando, a novidade é o megacomplexo de lazer I-Drive 360 (i-drive360.com), que tem como epicentro a roda-gigante Orlando Eye. O SeaWorld renovou o show de leões-marinhos Clyde & Seamore’s Sea Lion High; e o Universal anunciou para o verão de 2016 uma atração dedicada a King Kong, e para 2017, um parque aquático. 

Os voos se multiplicam como as atrações. Com as frequências que a Azul lançou em dezembro, são 24 voos diretos semanais entre São Paulo e Orlando, ida e volta. Para quem está programando férias na cidade, preparamos o tira-dúvidas a seguir. Com a ajuda valiosa das brasileiras Gina e Camila, voluntárias do Moms Panel, painel de dúvidas no site da Disney; de Felipe Magalhães e Rebeca Colpaert, da consultoria Rumo a Orlando; de Renata Costivelle, do site Vai pra Disney?; e de Paulo Atencia, da agência Fly World, que já viajou a Orlando mais de cem vezes.

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1. Vou em família, com pessoas de diferentes idades. Como combinar os interesses de um grupo onde há crianças, adolescentes e adultos? 

É bom programar visitas a parques de variados perfis (leia perfis dos parques nesta e nas próximas páginas), recomenda Felipe Magalhães, fundador da Rumo a Orlando, consultoria especializada em férias na região. “As famílias se dividem em quem gosta ou não de atrações radicais.” Se nem todos curtirem (ou puderem, no caso de crianças) brincar, existe a possibilidade em algumas atrações de um dos adultos ficar esperando com parte do grupo enquanto outro brinca. Depois, trocam de lugar. É o chamado Rider Switch, na Disney, ou Child Swap, na Universal.

Tente entender a proposta do parque. Alguns são mais focados em crianças menores, como Legoland e Magic Kingdom. “Cada parque tem seu perfil, mas têm atividades diversas. Dentro de um dia dá para conciliar a montanha-russa para o adolescente com o show do Mickey para os menores”, explica Renata Costivelle, do site Vai pra Disney?, com dicas sobre os parques.

Essa diversidade se mostra, por exemplo, no Busch Gardens. Apesar da fama de ter a mais radical coleção de montanhas-russas da Flórida, oferece uma enorme área infantil. A Sesame Street Safari of Fun tem 8 mil metros quadrados de atrações para crianças bem pequenas e em muitas delas é possível ir com adultos.

I Drive 360

I Drive 360 Foto: Divulgação

2. Qual a idade mínima para uma criança aproveitar os parques?

Conforme a idade da criança, o que muda é o enfoque da viagem. “Com 3 ou 4 anos toda a magia parece real e a criança aproveita a fantasia. Com 7 ou 8 ela tem interesse e já não tem tanto medo”, explica Renata, do site Vai pra Disney?.

Nas atrações mais radicais, há uma altura mínima exigida para entrar no brinquedo. Mas, para qualquer idade, há o que fazer. “Existem muitas atividades sem restrição de altura e que atendem a toda uma magia que envolve ter um bebê. Sejam as paradas, atrações mais infantis como carrossel, personagens e shows”, diz Felipe Magalhães, da consultoria Rumo a Orlando.

I Drive 360

I Drive 360 Foto: Divulgação

3. Quando é alta e baixa temporada? 

Com 62 milhões de turistas - o Brasil teve 6 milhões - Orlando bateu o recorde da indústria turística americana em 2014. Ou seja, antigamente até seria possível falar em alta e baixa temporada, mas hoje pode-se falar “em alta e altíssima”, como brinca Magalhães, da Rumo a Orlando.

Para ele, os meses mais cheios são dezembro e janeiro, enquanto Renata, do Vai pra Disney?, aponta junho e julho, além da semana de Ação de Graças (quarta quinta-feira de novembro) e a última semana do ano.

“Abril, maio, setembro e outubro são os meses mais tranquilos para visitar Orlando, por conta de lotação, temperatura e preços”, aponta Magalhães. Segundo ele, alguns parques têm promoções de pacotes, com refeição. Para Renata, uma boa pedida é janeiro, após o dia 5.

Antarctica

Antarctica Foto: Divulgação

4. Quais são as estratégias para a alta temporada?

Planejar sempre - a tecnologia ajuda. Há sites que fazem calendários de estimativa de lotação, como o undercovertourist.com. “A dica é aproveitar o que der. Usar os fast passes na Disney. Na Universal tem o passe pago”, diz Renata, referindo-se ao Universal Express (até US$ 89 por dia). Os aplicativos dos parques mostram em tempo real o movimento. “Em janeiro, minha filha de 12 anos descobria no aplicativo as atrações com menos fila”, conta Paulo Atencia, da Fly World. Hóspedes de hotéis Disney podem agendar fast passes com 60 dias de antecedência, diz Camila R., do Moms Panel. 

Chegue cedo - esteja na porta 10 minutos antes de o parque abrir. No SeaWorld, aproveite os horários dos shows concorridos para ir a outras atrações que costumam ter longas filas. 

Parques da Disney

Parques da Disney Foto: Filipe Araújo/Estadão

5. Na chegada, como ir do aeroporto ao hotel? 

As opções de transporte incluem ônibus, van, táxi e limusine. No site do aeroporto, uma tabela mostra as tarifas para hotéis em várias regiões (oesta.do/transporlando). Por exemplo, quem se hospeda na International Drive paga US$ 20 pela ida de van (ou US$ 32 incluindo também o retorno). De táxi, um dos trechos custa entre US$ 33 e US$ 39, informa a página.

A brasileira Gina, consultora do Moms Panel, da Disney, lembra que há transporte gratuito do e para o aeroporto para hóspedes de quase todos os hotéis do complexo - confira a lista e saiba como usar o Disney’s Magical Express em oesta.do/transpdisney.

Minnie acompanha as refeições na Disney

Minnie acompanha as refeições na Disney Foto: Matt Stroshane

6. Há infraestrutura para idosos e pessoas com necessidades especiais?

Há aluguel de carrinhos elétricos para deslocamentos dentro dos parques e brinquedos adaptados. Em atrações contraindicadas, há sinalização. “Na porta um guest relations explica as atrações limitadas e dá dicas para aproveitar o parque da melhor maneira possível”, informa Renata, do Vai pra Disney?.

Até em parques mais ativos, como o Discovery Cove, onde é permitido nadar, há aluguel de cadeiras de rodas e carrinhos para locomoção na areia fofa, por exemplo. “Só não tem fila para gestantes e idosos, como no Brasil. Para portadores de deficiência, existe um programa tipo fast pass, com acesso prioritário nas filas - e que abrange a família toda”, conta Magalhães, da Rumo a Orlando.

Para deficientes visuais é permitida a entrada de cães-guia nos parques. Os quatro hotéis do complexo Universal, por exemplo, possuem portas adaptadas e comunicação em braile.

Os Sete Anões e o Trem da Mina

Os Sete Anões e o Trem da Mina Foto: Matt Stroshane

7. É indispensável alugar carro?

Orlando é uma cidade grande, espalhada e deficitária em transporte público. Mesmo assim, a experiência de muitas idas a Orlando da equipe do Viagem mostra que, com planejamento, é possível reduzir os gastos com carro alugado. O segredo é dividir seu período na cidade em dois. Metade da temporada você dedica à Disney: fique num hotel dentro do complexo e use o monotrilho e os ônibus internos, gratuitos. Na outra parte da viagem, fique na International Drive ou no complexo Universal, para curtir esse resort e o Sea World, comprar nos outlets e passear em Downtown Orlando. Aí sim, com carro alugado. 

Paulo Atencia, da agência Fly World, afirma que os pacotes “fly and drive”, ou “voe e dirija”, que incluem o aluguel do veículo, são a opção mais em conta. Renata Costivelle lembra que “transfer na recepção do hotel sai mais em conta do que táxi”.

O automóvel anfíbio te leva para passear

O automóvel anfíbio te leva para passear Foto: Matt Stroshane

8. Diante de tantas opções, quais são as dicas para escolher o hotel? 

A dica de ouro: associar a localização da hospedagem aos pontos que você quer visitar.

Tanto a Disney quanto a Universal têm hotéis econômicos, médios e luxuosos, e suítes familiares que reduzem bem o valor gasto com hospedagem. As vantagens de ficar dentro dos resorts são poder entrar nos parques mais cedo que o restante do público e contar com algumas facilidades de transporte.

A International Drive é mais central para passeios fora dos parques, compras e restaurantes gastronômicos, como os do Pointe (no número 9.101) e outros espalhados pela mega-avenida. 

Fanáticos por algum personagem ou brinquedo encontram opções temáticas – o Hotel Legoland, a 45 minutos de Orlando, é a opção mais nova. Por fim, Downtown e Winter Park são áreas para curtir uma Orlando mais, digamos, adulta – só valem a pena para quem pretende ir pouco aos parques e focar restaurantes, compras e cultura. 

Hogwarts Express no Universal Orlando Resort

Hogwarts Express no Universal Orlando Resort Foto: Divulgação

9. E alugar casa, vale a pena? É seguro? Há empresas que negociam em português? 

Aluguéis de temporada são permitidos nas áreas de Lake Buena Vista e Kissimmee, ao sul de tudo que você quer ver em Orlando (o carro alugado será indispensável). As casas são de todos os tipos, das econômicas às superluxuosas localizadas em condomínios com estrutura de resort. 

Sites como o AirBnB.com e o Tripadvisor.com.br/Rentals têm opções. Para quem prefere ter contato com um consultor e atendimento em português, uma opção é a Orlando Fun Rentals (orlandofunrentals.com), com cerca de 70 unidades e diárias que variam de US$ 90 a US$ 700, em média. Outra é a Temporada em Orlando (temporadaemorlando.com.br), criada em 2011 por um brasileiro e que tem mais de 50 casas e diárias entre US$ 17 e US$ 25 por pessoa, em uma casa com oito quartos. 

Ponte de Downtown

Ponte de Downtown Foto: David Roark

10. Qual o tempo mínimo recomendado em Orlando?

É claro que a resposta para esta questão depende de inúmeras variáveis como perfil e números dos viajantes, idade, tempo e recursos disponíveis. “O ideal seriam 12 dias para fazer tranquilamente Universal, o complexo Disney, compras de 3 a 4 dias, Sea World, e ainda poder ir ao Busch Gardens”, extrapola o fanático Paulo Atencia. 

Para Felipe Magalhães, “dez dias são o mínimo para conhecer os principais parques e fazer umas comprinhas, mas dá pra ficar mais ou menos também”. Já Renata, do Vai pra Disney?, acredita que uma semana é o tempo mínimo. “Duas semanas é o ideal. Às vezes, com menos de uma semana, é preciso escolher o que visitar e abrir mão do resto.

“Ao menos um dia para cada parque temático, mais um para um parque aquático e Downtown Disney, diz Gina V. do Moms Panel.

Falcons Fury

Falcons Fury Foto: Divulgação

11. Além dos parques, quais são os outros passeios em Orlando?  

A novidade na cidade é o I-Drive 360, na International Drive. O megacomplexo de lazer foi construído ao redor da Orlando Eye, roda-gigante de mais de 120 metros e 30 cabines para 15 pessoas cada. Há uma unidade do museu de cera Madame Tussauds, o aquário SeaLife, um museu dedicado a esqueletos de várias espécies e opções para comer e beber.

Em Downtown Orlando, a arena Orlando Citrus Bowl, casa do time de futebol Orlando City, do brasileiro Kaká, acaba de passar por uma reforma completa e abriga, além de jogos, shows musicais. Outro centro de espetáculos por ali é o também novo Dr. Phillips for the Performing Arts, com shows da Broadway, ópera, música clássica e pop. Aos domingos, o Lake Eola Park abriga uma feira de produtores (orlandofarmersmarket.com).

Winter Park, ao norte, é uma cidadezinha de ruas calmas e mesas na calçada, para andar a pé e ver a vida passar. O Wine Room serve centenas de opções de vinho em taça e o museu Morse exibe criações de Louis Comfort Tiffany, filho do fundador da joalheria. 

A corte real Disney Princess

A corte real Disney Princess Foto: Gregg Newton

12. Como e quando compro ingressos? Há pacotes com descontos? 

“Recomendo pesquisar nos sites das operadoras e dos parques, considerar o valor dos sites e as taxas de cartão e IOF. Agências do Brasil podem conseguir boas oportunidades. Compare os pacotes”, aconselha Renata, do Vai pra Disney?. 

Geralmente, a grande vantagem de comprar de operadoras no Brasil é a possibilidade de parcelar. “O comprador pode receber o ingresso físico ou voucher, permitindo o agendamento das atrações dos fast-passes. Mas não são todas as operadoras que trabalham assim”, avisa Magalhães, da Rumo a Orlando. Nos sites dos parques é possível encontrar os combos, pacotes que mesclam ingressos e outras vantagens.

Personagem do filme 'Carros'

Personagem do filme 'Carros' Foto: Filipe Araújo/Estadão

13. É preciso saber inglês?

Em Orlando vivem muitos latinos, por isso, arriscar-se no portunhol pode ajudar. Também é possível encontrar trabalhadores brasileiros. “Na Disney, uitos funcionários falam português, há mapas em português”, explica Camila, do Moms Panel. Na identificação, os funcionários carregam bandeirinhas que mostram os idiomas que cada um fala. Nos guest relations dos parques e resorts, você consegue pedir ajuda de tradutor por telefone. 

Além disso, tanto o Visit Orlando quanto os três principais grupos de parques (Disney, Universal e SeaWorld) têm sites no nosso idioma. Os Premium Outlets mantêm página em português; e algumas lojas têm atendentes que falam a língua dos brasileiros.

Dançando com as estrelas

Dançando com as estrelas Foto: Divulgação

14. Quais bate-voltas valem?

Seguindo ao sudoeste de Orlando há uma sequência de três programas ótimos – faça bate-voltas ou programe hospedagem na região. A cerca de 40 minutos está um dos parques mais novos da Flórida, o Legoland, em Winter Haven.

O Busch Gardens, parque do grupo SeaWorld famoso por montanhas-russas como Cheetah Hunt, Kumba e Sheikra, fica em Tampa, meia hora adiante. Estreou há pouco Falcon’s Fury, elevador em que a queda livre de 102 metros é feita com as cadeirinhas voltadas para o chão: seaworldparks.com/ en/buschgardens-tampa. Para ir à praia, as areias e águas claras de Clearwater estão a mais alguns minutos de carro: visitclearwaterflorida.com

The Simpsons Ride 

The Simpsons Ride  Foto: Divulgação

15. Onde posso fazer compras?

Orlando é muito procurada – com razão – pelos descontos oferecidos em seus outlets (nos Premium, vão de 25% a 65%), mas não se restringe a eles. Shoppings, como The Mall at Millenia e Florida Mall, oferecem em torno de 1 mil lojas, restaurantes e pontos de entretenimento, segundo o Visit Orlando.

Mesmo dentro dos parques, lojas temáticas esperam os visitantes nas saídas dos brinquedos. “Downtown Disney é um centro gastronômico e de compras, que está se modificando para virar Disney Springs e aumentando as opções”, explica Camila, consultora do Moms Panel, da Disney. Na Universal, restaurantes e lojas, como a NBA City (que junta os dois), concentram-se na CityWalk, de livre acesso.

Chegue a Hogsmeade com o Hogwarts Express

Chegue a Hogsmeade com o Hogwarts Express Foto: Divulgação

16. Quero tirar fotos com personagens, como fazer?

Muitos dos principais personagens circulam pelos parques durante o dia – Mickey, Minnie, Pluto e Pateta na Disney, os Minions e os Simpsons na Universal. Há atrações cujo objetivo central é a sonhada foto, como a narração de histórias Contos Encantados com Bela, a Gruta de Ariel e o Hall das Princesas, no Magic Kingdom. No show de Madagascar, no Busch Gardens, é possível posar com o Rei Julien. 

Outra alternativa é agendar uma refeição com personagens, disponíveis em 18 espaços pelo complexo Disney. Tem até Mickey jedi. Mais: oesta.do/refeicaocompersonagem.

Marvel Super Hero Island 

Marvel Super Hero Island  Foto: Divulgação

17. Quais atrações têm animais?

Na Disney, o Animal Kingdom é o parque dos animais, com safári por uma savana. Mas a maior expertise em animais de Orlando está no SeaWorld, que mantém dois parques na cidade (além do Busch Gardens, em Tampa, onde dá para tirar selfie com uma girafa). 

O Discovery Cove é um resort all-inclusive onde é possível nadar com golfinhos, arraias e peixes variados, e ainda fazer uma caminhada subaquática observando os animais. 

E é no SeaWorld que estão as orcas do clássico show One Ocean, além dos pinguins de Antarctica: Empire of the Penguin e dos leões-marinhos atores do espetáculo remodelado Clyde & Seamore’s Sea Lion High. 

Brincadeira para todas as idades

Brincadeira para todas as idades Foto: Orlando; Flórida

18. Quanto vou gastar? 

Claro que vai depender do seu perfil e estilo de viajar. Os valores aqui indicados são os mínimos, sem taxas. Pacotes com aéreo e hospedagem começam em R$ 1.600 no Hotel Urbano e R$ 3 mil na CVC, por pessoa, uma média de 7 noites. Hotéis custam, em média, entre US$ 70 e US$ 500 por diária. 

Nos parques Universal, o valor do ingresso individual é de US$ 102 (cada parque); na Disney, de US$ 97 a US$ 105 por parque. Para Sea World e Busch Gardens, começa em US$ 90. E Discovery Cove, o parque mais caro de Orlando, custa desde US$ 243, com refeições. 

Quanto aos gastos diários nos parques, “sem lembrancinhas, gasta-se de US$ 25 a US$ 30 por pessoa, por dia”, segundo Renata Costivelle, do Vai Pra Disney?. Já em relação ao carro alugado, é possível encontrar opções desde R$ 400 por sete dias, sem GPS. 

Castelo encantado da Disney

Castelo encantado da Disney Foto: Divulgação

19. Há refeições que não sejam fast-food? Vou encontrar comida para meu filho pequeno? Posso levar aos parques?

A resposta para as três perguntas é sim. Pode-se levar desde um sanduíche na mochila até uma marmita para os menores.

Nas praças de alimentação há refeições mais balanceadas. “Existem até restaurantes com menus para crianças alérgicas nos parques”, conta Atencia, da agência Fly World.

Há uma gama de restaurantes de preços intermediários como os chamados quick services, que vendem comida, peixe, sanduíches de atum e salmão (entre US$ 15 e 20). Os table services são à la carte, com garçons.

No quesito novidades, a área de Disney Downtown que está sendo remodelada, The Boathouse acaba de ser inaugurado. É um galpão todo de madeira, típico da década de 1920, com lugares para até 600 pessoas, decorado com barcos datados de 1930 a 1950. Das janelas voltadas para o lago pode-se observar os táxis aquáticos e os carros anfíbios (amphicars) que circulam pelas águas. Sim, você pode dar uma volta. No cardápio, o Beach & Sea Lobster Bake (US$ 60), com mariscos, mexilhões, batata e espigas de milho, é uma boa pedida. Ou peça um suculento filé mignon por US$ 39. No Magic Kingdom está o Be Our Guest. Afrancesado, fica dentro do castelo da Fera – as mesas estão no salão onde a assustadora criatura dança com Bela. A Universal anunciou a inauguração do NBC Sports Grill & Brew, com seleção de cervejas, no City Walk. 

Para quem sente falta de comida brasileira, na International Drive estão o Camila’s (camilasrestaurant.com), que oferece um bom feijão com arroz, e a Fogo de Chão, com o legítimo churrasco gaúcho (fogodechao.com.br/orlando).

The Incredible Hulk Coaster

The Incredible Hulk Coaster Foto: Divulgação

20. Quais são os principais parques aquáticos?

A Universal acaba de anunciar a construção de seu parque aquático, o Volcano Bay, para 2017. Enquanto isso, há várias possibilidades para se refrescar no calor de Orlando. Dos cinco maiores parques da região, o mais moderno é o Aquatica, do SeaWorld. Colorido, o complexo alia playgrounds infantis a toboáguas radicais, como o novo Ihu’s Breakaway Falls. Com 25 metros, é o mais alto, mais íngreme e único escorregador multiqueda do gênero na região.

Na Disney há duas opções: o Blizzard Beach e o Typhoon Lagoon. Mais original, o primeiro é ambientado em uma montanha nevada, com piscinas em meio a cenários de pista de esqui e estação de inverno, onde há até um teleférico. O principal toboágua é o Summit Plummet, de 36 metros, um dos mais altos e rápidos do mundo - até 100 quilômetros por hora. O Typhoon Lagoon foi projetado como um vilarejo de pescadores devastado por uma tempestade. O resultado são piscinas de ondas e montanhas-russas aquáticas. Há grande chance de ver personagens da Disney, como Pateta, com pranchas de surfe. 

Outro que vale a visita é o Wet’n Wild, o primeiro construído em Orlando, que hoje é administrado pela Universal. Entre os destaques estão o toboágua Aqua Drag Race, com pistas paralelas de 19 metros de altura, e o Blastaway Beach, maior playground aquático da Flórida.

Quem também abriga um centro de lazer molhado é o Legoland Florida, em Winter Haven. É o Water Park, que segue o estilo do complexo infantil e tem ambientes projetados como se fossem imensas peças de montar. / Paulo Basso. Jr., especial para o Estado.