Visita a mapuches rende histórias e tempero picante

Para conhecer um pouco da cultura local, a pedida é fazer uma excursão a Los Arenales. Trata-se de um centro ecoturístico na cidade vizinha de Lonquimay, administrado por integrantes de uma comunidade indígena mapuche. Depois de ficar abandonado por alguns anos, o local passou para as mãos de 40 famílias da etnia pehuenche.

LONQUIMAY, O Estado de S.Paulo

22 Julho 2014 | 02h06

Ao pé da montanha há dois lifts para quem deseja curtir um pouco de esqui numa área diferente. Ali também funcionam um café-restaurante, um centro de exposições e uma área de venda de produtos artesanais, com roupas feitas de lã e alimentos à base de pinhão.

Fartas na região, as sementes de araucária são usadas em vários pratos da cozinha mapuche. Há desde o tradicional pinhão cozido até café e cuscuz. Experimente os bolinhos elaborados com a farinha dessas sementes - acompanha um vinagrete picante, feito com merken, condimento apimentado corriqueiro no Chile.

Engajamento. Sentados perto de um fogareiro, os pehuenches contam um pouco da sua história. Eles também dançam e cantam, embalados por trutrucas (instrumento de sopro) e cultrunes (tipo de tambor).

Engajados no intuito de alavancar o turismo local, os mapuches estão abertos a firmar parcerias. "Queremos dar outra cara (para Los Arenales), com progresso nessa área. Apesar de, às vezes, não haver muita participação (do governo), me sinto orgulhoso por fazer parte da comunidade chilena", diz Sergio Porma, presidente da comunidade que cuida do projeto.

Uma dessas parcerias é com o hotel Valle Corralco, que planeja incluir o destino na excursão Rota Histórica ainda nesta temporada. Um guia vai acompanhar os hóspedes e contar detalhes da cultura indígena. / I.R.

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