Sara Krulwich/The New York Times - 3/4/2008
Sara Krulwich/The New York Times - 3/4/2008

Volta ao passado em shows clássicos

Musicais da Broadway transportam o público a um outro tempo: ?Chicago?, ?Jersey Boys? e ?Hair? estão na lista

Natália Zonta, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2009 | 02h40

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s luzes se voltam para o palco e o público percebe que já não está em 2009. As canções e os figurinos dos musicais da Broadway têm o poder de fazer essa mágica: por algumas horas, transportam a plateia a outro tempo e lugar. Para onde você quer ir? À Chicago dos gângsteres ou à Nova York dos anos 1960?

A passagem para essa viagem no tempo é concorrida. São justamente os revivals os espetáculos com mais audiência na Broadway. A fórmula que mistura bailarinos vestidos a caráter e canções que provocam uma sequência de déjà vu parece infalível. Prova disso é o sucesso de Jersey Boys, que se mantém no topo como um dos mais vistos desde 2005. Você nunca ouviu falar na história dos garotos de New Jersey? Uma dica: busque na memória hits dos anos 1960 e 1970 como Sherry, Big Girls Don't Cry e Can't Take My Eyes Off You.

 

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O musical conta a história real do grupo Frankie Valli and the Four Seasons. Tenha certeza que entre uma cena e outra você se pegará pensando em como deveria ser doce a adolescência naquela época.

Quer mais opções retrô de peso na Broadway? Então fique atento aos seguintes fatos. Em 2008, ano em que voltou a ser encenada, South Pacific, produção original de 1949, arrematou todos os prêmios relevantes do teatro, inclusive os quatro Tony dedicados à atuação - o barítono brasileiro Paulo Szot foi um dos agraciados. O musical está em cartaz em um dos teatros mais bacanas de Nova York, o Lincoln Center.

Tantos feitos não são por acaso. A história de amor entre uma enfermeira do Exército americano e um lavrador francês durante a 2ª Guerra Mundial mexeu com o público no ano da estreia e repetiu o feito recentemente. As canções, cheias de ritmo, passam longe de refrões grudentos. A direção ousou ao eliminar boa parte das coreografias. Mudanças que fizeram a diferença e agradaram até aos críticos mais resistentes a musicais.

O ingresso não é exatamente uma pechincha: custa a partir de US$ 75 (R$ 165) e, por ser muito concorrido, não é vendido nos guichês de descontos. Mas a perfeita e melódica viagem no tempo compensa qualquer investimento.

ESTREIA

Velma Kelly e Roxie Hart dão as boas-vindas aos espectadores.Tentam seduzir quem está ali com gritos afinados e cruzadas de pernas. E quando você menos espera, está na Chicago dos anos 1920, época em que os crimes bárbaros eram manchetes dos jornais todos os dias.

A história das duas presidiárias e dançarinas de cabaré agita as noites na Broadway há anos - foi encenada pela primeira vez em 1926 e a atual versão está em cartaz desde 1996. O enredo se tornou tão famoso que virou filme em 2002. Hoje, a peça já não é tão procurada pelo público, o que não significa que perdeu o encanto. O figurino básico - inteirinho preto - revela os movimentos precisos dos dançarinos. A orquestra, impecável, fica bem no meio do palco. É de arrepiar.

Algumas décadas depois e já de volta a Nova York, em plena Era de Aquário, os atores vestem cores chamativas. Trata-se, é claro, do musical Hair, que acabou de estrear uma nova versão na Broadway - a primeira apresentação ocorreu em 6 de março.

A trupe de hippies ativistas voltou para a Big Apple com toda a pompa necessária e com as canções popularizadas pelo filme homônimo de 1979. Quem não se lembra de Age of Aquarius, Good Morning Starshine e Let The Sun Shine In?

São momentos ideais para deixar a vergonha de lado, cantar junto com o elenco e recordar as manifestações contra a Guerra do Vietnã, a revolução sexual e o movimento flower power.

linkIngressos para a Broadway: disponíveis no site www.broadway.com. No meio da Times Square fica o guichê de descontos, aberto a partir das 15 horas

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