Waikiki exagera nas atividades que lembram rotina de Sawyer e Cia.

Clube de tiro oferece sessões para iniciantes. Melhor deixar isso de lado e ficar apenas com o passeio de submarino

Pedro Venceslau

04 Maio 2010 | 03h47

Areias lotadas. Sim, nem sempre é fácil encontrar lugar para estender a canga e aproveitar.

 

WAIKIKI - Tiros a todo instante, armas de vários calibres. O pesado arsenal de Lost não combina nadinha com os itens que se espera encontrar em uma ilha deserta. Quem já não se pegou imaginando como os personagens conseguem tanto armamento e munição ilimitada? Tudo bem, é ficção, todo mundo sabe. Mas a realidade também espanta. Atirar é uma das opções turísticas oferecidas em Waikiki, distrito mais luxuoso de Oahu.

Nas calçadas da orla ou na frente das vitrines de grifes como Louis Vuitton e Prada, homens-placa mostram as opções, sempre em inglês e japonês - depois dos americanos, os orientais são maioria e apreciam esse hobby como poucos. "Relaxe disparando", convidam os homens-placa, como se aquilo fosse uma das coisas mais naturais do mundo.

Enfim, a prática do tiro esportivo não é ilegal e, se você realmente fizer questão de entrar nesta seara de Lost, pode encarar uma sessão. Com todas as ressalvas e por sua própria conta e risco. Com US$ 15 é possível adquirir uma espécie de curso para iniciantes (tiros com rifles e pistolas calibre 22). Já a experiência completa sai por US$ 115 e inclui armamento mais pesado. As atividades são realizadas na sede do Hawaii Gun Club e contam com assessoria de instrutores certificados no continente.

 

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Pela janela. Bem mais tranquilo (e menos violento) que brincar de dar tiros é andar de submarino. A Atlantis Submarines (www.atlantissubmarines.com) cobra cerca de US$ 100 (os preços podem subir na alta temporada) pelo passeio na embarcação com janelas panorâmicas, ótimas para observar a vida subaquática.

A operadora garante que você vai topar com tubarões, tartarugas gigantes e barcos naufragados na sua janelinha. Sem perigo e sem a necessidade de se molhar. Com imaginação, dá para fingir que você está no submarino da série.

Para os surfistas de fim de semana, a dica em Waikiki é alugar uma prancha gigante e se aventurar nas ondas - ou melhor, marolas. Na maior parte do tempo, o mar da região fica calmo até demais para padrões havaianos, servindo mais para os mergulhadores que para os destemidos surfistas profissionais.

Mesmo com seus luxos, Waikiki tem algo em comum com o Guarujá: está sempre cheio. Quem não se hospeda nos resorts tenta garantir seu lugar ao sol alugando cadeiras de praias ou buscando espaço para estender a canga. Beber cerveja na praia é proibido por lei, mas ninguém obedece. Todos compram a bebida em lojas de conveniência e colocam em copos de plástico coloridos. E as autoridades não aparecem para fiscalizar

Os mais endinheirados têm opções infinitas. Podem alugar motos Harley Davidson e BMW (www.bmwhawaiiadventure.com), fazer tours de helicóptero (US$ 220 por 55 minutos, na www.bluehawaiian.com), jogar golfe (18 buracos por US$ 125; www.golftoursoahu.com) ou pular de paraquedas (www.hawaiiskydiving.com).

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