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Washington mais intensa que a ficção

Que o diga Frank Underwood, do sucesso ‘House of Cards’: a capital dos Estados Unidos é um lugar para se viver intensamente

Marcelo Lima, O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2016 | 05h00

WASHINGTON - Na sua próxima visita à National Gallery de Washington, uma das mais veneradas instituições de arte dos Estados Unidos, não se surpreenda se, entre uma obra-prima e outra, você se deparar com a imagem do implacável Frank Underwood, personagem vivido por Kevin Spacey em House of Cards, sentado no salão Oval, bem naquela posição que ele costuma adotar quando resolve “conversar” com os espectadores da mais popular seriado de drama político da atualidade.

Não, Underwood ainda não chegou lá, apesar de seu retrato, assinado pelo britânico Jonathan Yeo, figurar desde fevereiro entre os dos presidentes dos Estados Unidos na National Gallery. Vai ficar por ali até o fim da eleição presidencial nos Estados Unidos, em novembro. Tudo obra de uma ação promocional do canal de streaming Netflix. 

Porém, ainda que temporária, a presença do personagem em uma instituição do porte da National Gallery dá a exata dimensão do quanto os temas cultura e política estão presentes, são intensamente vividos e não raro se entrelaçam no dia a dia da capital dos americanos. Só em Washington é possível visitar nada menos que duas dezenas de museus de primeira linha em um percurso de apenas 4 quilômetros. E turistas podem partilhar seu breakfast com congressistas, como acontece todas as manhãs nos salões do hotel Four Seasons, onde membros do Congresso tratam garçons pelo nome e estes, por sua vez, retribuem com ovos servidos no ponto exato.

Leia Mais: Museus para todos os gostos em Washington 

Se os assassinatos, vinganças e traições de House of Cards pintam um retrato não muito simpático de Washington, na vida real a cidade vive uma acelerada transformação, sobretudo na era Barack Obama. Está mais jovem e arejada e, diferentemente do passado, desfrutá-la virou muito mais uma questão de estilo, tempo e disposição do que propriamente de saldo bancário. Gélida no inverno, úmida no verão, comportada nas meias-estações e sedutora como nunca, a Washington de hoje merece ser vista de perto. De preferência, a pé.

O formato compacto e o traçado linear das ruas e alamedas, de nítida inspiração europeia, são um convite para longas caminhadas. O que, aliás, pode ser considerado um autêntico esporte local. Pedestres e runners ocupam os espaços a qualquer hora do dia ou da noite.

Nos últimos anos, edifícios que atestam o passado art déco da cidade foram submetidos a longos processos de retrofit e passaram a abrigar hotéis butique com preços mais palatáveis. Caso do The Carlyle: um romântico e tranquilo estabelecimento, a três quarteirões da agitada Dupont Circle, uma típica rotatória urbana, adornada com uma fonte art déco, a dois passos do centro.

Comer bem é tarefa fácil e que fica ainda mais agradável se for feita, caso o tempo permita, ao ar livre. O Policy (tradução: política), um dos muitos restaurantes fusion recém-abertos na U Street, tem animadas mesinhas na calçada. O Zaytinya, ao lado da National Gallery, um grego com ar moderninho, paredes recobertas por dezenas de olhos gregos, vai na mesma onda. 

A capital americana ainda funciona bem como hub para bate-voltas a cidades cheias de graça nos Estados de Virginia (onde fica Alexandria, a cidade mais romântica dos EUA), aonde dá para ir até de metrô, e Maryland (conheça a curiosa e antiga Annapolis), a uma hora de carro.

ESSENCIAIS DE D.C.

1. Jardim. “Jardim da América” é um apelido apropriado para o National Mall, o amplo parque no centro de Washington que tem, na extremidade leste, o Capitólio, e na oeste, o Memorial Lincoln, onde a estátua de mármore do presidente que dá nome ao local, com quase 6 metros de altura, recebe 24 milhões de visitantes por ano. Entre os dois extremos, jardins, museus e monumentos.

2. City tour. Para uma primeira visita, o Big Bus permite desembarcar e reembarcar nos principais pontos turísticos (US$ 44, 24 horas). Comece no bairro de Capitol Hill: o Capitólio tem tours guiados gratuitos (agende: visitthecapitol.gov). A cúpula neoclássica foi concluída em 1800. Depois, siga para a Casa Branca – você não poderá entrar na casa do presidente Obama, mas não deixa de ser impressionante. 

3. Hora de badalar. Salte do ônibus em Georgetown para terminar o dia em um dos distritos mais charmosos da cidade, percorrendo a Main Street, repleta de casas coloridas, saboreando um cupcake ou degustando um drinque. Foi no badalado Georgetown que moraram os Kennedys antes de John se tornar presidente. O bairro é cotado para ser residência do casal Clinton em caso de vitória de Hillary.

ONDE COMER

Bastante frequentado pelos moradores de Washington, o Hank’s Oyster Bar é um típico restaurante americano de frutos do mar. As porções são fartas, assim como o consumo de cervejas. Para uma autêntica especialidade da casa, peça as ostras fritas, que são servidas em uma generosa porção para duas pessoas por US$ 22; ao natural, custa US$ 18. 

Outra boa opção na casa são os populares crab cakes, um tipo de torta de carne de caranguejo comum na costa leste dos Estados Unidos e que rende um generoso jantar, também para duas pessoas, por módicos US$ 27. 

ONDE DORMIR

O charme art déco do hotel The Carlyle e sua localização privilegiada, próxima aos badalados restaurantes da U Street, são apenas dois entre os atrativos que fazem dele uma opção de estadia ideal em Washington. Principalmente para o caso de uma escapada rápida. Com preços razoáveis para um hotel da sua categoria, a hospedagem por três noites para um casal em quarto equipado com cozinha custa a partir de US$ 922. E, caso a reserva seja feita com antecedência e em períodos específicos, a quarta noite pode sair como cortesia da casa.

O QUE FAZER

1. Bicicletas para circular por Washington podem ser alugadas no sistema público Capital Bike Share. Custa US$ 7 o período de 24 horas. O metrô, por sua vez, sai por US$ 9 (passe diário) ou US$ 30,35 (passe semanal).

2. Muitos museus gratuitos - e outros pagos - estão espalhados por Washington D.C. Veja quais e faça o seu roteiro aqui.

SAIBA MAIS

Aéreo: para pesquisa feita entre setembro e outubro de 2016, há passagens SP–Washington–SP desde US$ 450 na American; US$ 620 na Copa; US$ 705 na Latam; e US$ 706 na Aeromexico.

Site: capitalregionusa.org.

*Viagem a convite de Capital Region USA e Copa Airlines.

 

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