5 tretas e vitórias geopolíticas das Olimpíadas de Tokyo 2020
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5 tretas e vitórias geopolíticas das Olimpíadas de Tokyo 2020

amandanoventa

27 de julho de 2021 | 21h10

Uma das coisas mais interessantes das Olimpíadas é ver diferentes países, muitas vezes com conflitos entre eles, serem representados por pessoas e não governos. E pessoas têm sentimentos, né? Aí acaba rolando muita coisa legal, muitos encontros mas muitas tretas também.

Os jogos de Tokyo estão só começando, mas algumas coisas me chamaram atenção:

Estereótipo rolando solto

Durante a cobertura da cerimônia de abertura, o canal de TV sul coreano MBC exibiu imagens de pizza associando à Itália, Chernobyl para Ucrânia e até o Conde Drácula para a Romênia. Após a notícia viralizar na internet, a emissora emitiu uma nota de desculpas: “As imagens e legendas  tiveram a intenção de fazer com que a audiência entendesse mais facilmente quais eram os países que estavam entrando durante a cerimônia de abertura (…) Mas nós admitimos que houve uma falta de consideração com os países em questão e que não houve supervisão suficiente. Foi um erro inadmissível”.

Foto: captura de tela da MBC

Se recusou a lutar

O judoca da Argélia, Fethi Nourine, se recusou a lutar contra israelense após o sorteio das chaves indicar um possível embate contra Tohar Butbul, de Israel. Com isso, ele teve que deixar Tokyo antes mesmo de participar das Olimpíadas. A Argélia é um país árabe, onde o governo não reconhece o estado de Israel, assim como outros países de maioria islâmica.  Dias depois, outro judoca também desistiu de seguir as olimpíadas pelo mesmo motivo – Mohamed Abdalrassol do Sudão.  Nas olimpíadas do Rio em 2016 aconteceu um caso parecido quando o judoca egípcio Islam El Shehaby se recusou a cumprimentar o israelense Or Sasson após um combate.

Foto: Reprodução

Racismo? Parece que sim

A imprensa internacional anda questionando o ouro do tunisiano de 18 anos Ahmed Hafnaoui na natação 400m. Se fosse um americano ou americana eles chamariam de fenômeno, mas como é um tunisiano a reação tem sido de espanto, mais no clima de “como ele conseguiu isso?!”. 

 

Duas iranianas competiram entre si. Só que não.

O taekwondo colocou duas iranianas frente a frente. Mas uma delas, Kimia Alizadeh, competiu pelo time de refugiados já que no ano passado ela deixou o Irã por causa da repressão do país contra as mulheres. No Rio ela foi bronze pelo Irã, mas esse ano nem de véu ela lutou (o que é obrigatório no seu país de origem). No entanto, acabou derrotada pela outra iraniana e amiga, Nahid Kiani.

A atleta mais nova das Olimpíadas não é brasileira

Pouca gente comentou e no meio de tantas atletas menores de idade, a notícia acabou se perdendo mais ainda. Mas a atleta mais nova de Tokyo é a síria Hind Zaza, de 12 anos, competindo no tênis de mesa.

Mas a brasileira…

Rayssa Leal, de 13 anos, conquistou a prata no skate feminino sendo a mais jovem atleta brasileira a ganhar uma medalha e a mais jovem medalhista do mundo em 85 anos. Entrou até para o Guiness, o livro dos recordes.

 

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