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Namore um cara que apoie suas viagens

amandanoventa

02 Maio 2016 | 08h52

Namorar anda desnecessário. Mas já que vai namorar, namore alguém que apoie suas viagens.

Não estou falando de pedir permissão não (nós ainda não descemos para esse nível de imaturidade e nem voltamos para 1920). Estou falando de estar com alguém que seja seu parceiro de vida e realizações.

O cara que apoia suas viagens é fácil de detectar. Ele não é egoísta, não é possessivo e nem machista. É maduro, mas acha que pode aprender ainda mais. Entende os seus objetivos e, melhor ainda, te ajuda a realizar todos eles. Acha que juntos vocês podem crescer, mas respeita o seu espaço. Ele veio para descomplicar a sua vida e não o contrário.

Quer exemplos? Vou te contar.


Uma amiga acabou de tirar férias de um mês e foi fazer uma viagem com as amigas, sem o namorado. Ele queria estar junto? Sim. Mas não dava, não deu e está tudo certo. Ele ficou feliz por ela, ela ficou feliz porque ele ficou feliz por ela e assim a parceria vence.

Uma outra amiga está indo para Londres fazer o intercâmbio que sempre sonhou e que finalmente apareceu a oportunidade. Então ela e o namorado estão planejando como será a logística dos dois. Afinal, me fala, como impedir alguém que você ama de realizar um sonho?

É até cafona falar assim de tão óbvio. Mas, acredite, em pleno 2016 continuo recebendo mensagens perguntando por que eu viajo sozinha se tenho namorado. A resposta é simples: nem sempre a disponibilidade do Pedro é a mesma que a minha. Quando dá viajamos juntos, quando não dá, eu viajo sozinha.

Nós nunca precisamos colocar regras, jurar fidelidade ou pedir para ligar todas as noites avisando onde está. Pedro é meu parceiro, quer me ver feliz, me incentiva e me espera quando preciso ir até ali e já volto. Eu faço o mesmo quando necessário e, se fosse diferente disso, esse relacionamento nem existiria.

Amar não é suficiente para um casal dar certo. Fazer tudo junto o tempo todo, tampouco. E o cara que apoia suas viagens sabe disso. Ninguém precisa deixar os sonhos em comum de lado para viver o próprio sonho. Tudo é conversado e, quase tudo, ajustável e compreensível.

Nesta semana embarco sozinha para uma viagem de duas semanas pelo deserto do Atacama e Salar do Uyuni. Pedro tentou ir comigo, mas terá um compromisso de trabalho. No entanto, já me emprestou sua mochila que é maior que a minha, o carregador de celular e deixou que eu levasse sua blusa quentinha em caso de frio e saudades. E sabe o que vai acontecer quando eu voltar? Ele vai me receber com um abraço apertado, vai querer ouvir minhas histórias e eu vou contar tudo num jantar com uma taça de vinho – ele, feliz por mim. E eu, mais apaixonada ainda por alguém que apoia minhas viagens.

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