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Que tal parar de esperar um amor e começar a ser feliz na vida?

amandanoventa

22 Fevereiro 2016 | 08h38

Tenho percebido nas rodas constantes com as minhas amigas solteiras que o papo continua sendo o trauma por não ter um relacionamento. Na semana passada, uma amiga contou que desistiu de uma viagem porque ia sozinha e tinha medo de como se sentiria. Na mesma semana outra amiga disse a mesma coisa.

E, então, reparei que o maior medo dessas mulheres não é exatamente o de serem roubadas, raptadas, esfaqueadas. Essas mulheres têm medo mesmo dos próprios sentimentos, do que vão sentir numa viagem quando estiverem visitando um museu sozinhas ou na hora do jantar ao encarar uma mesa pra dois.

Se você não viaja sozinha simplesmente porque não gosta, eu entendo. Mas se você está cheia de vontade de desbravar o mundo e está deixando de ir por medo de encarar a solidão, pelo que os outros vão pensar e por pena de si mesma… Amiga, nós temos que conversar.

E se você nunca encontrar um amor?


O texto mais lido do meu blog é um no qual eu conto como conheci o meu namorado enquanto viajava sozinha pelo Peru. Mal sabia que isso geraria uma ilusão de que a coisa é fácil de acontecer e levaria algumas pessoas até Cusco na esperança de encontrar um Pedro para chamar de seu. A verdade é que o grande segredo desse encontro foram alguns drinks de pisco e, principalmente, uma despreocupação total com o amor. Eu estava viajando para aproveitar a vida e o Pedro entrou de coadjuvante nessa história. Tenho certeza de que se eu estivesse ansiosa por um relacionamento não teria dado certo (já são dois anos juntos).

E não vou negar que hoje seja muito mais fácil passar quarenta dias de perrengue sozinha na Ásia sabendo que vou chegar e meu namorado, que me ama, estará me esperando de braços abertos. Mas o fato é que, mesmo se ele não existisse na minha vida, eu ainda passaria quarenta dias de perrengue na Ásia. Porque era isso que eu fazia antes de conhecê-lo e é nisso que eu sempre acreditei – meus sonhos são maiores do que o medo de me sentir sozinha.

Mesmo quando se tem um amor, a vida não é perfeita. E nem as viagens.

Eu sei que você vê um monte de posts de casais “apaixonados por viagem” jogando na sua cara uma lua-de-mel eterna. Mas essa felicidade constante só existe no instagram. Eu adoro quando meu namorado pode viajar comigo, mas já estive numa viagem que por conta de um desentendimento, se pudesse o deixava no hotel e ia turistar sozinha. Outra vez tivemos uma discussão no meio de uma salsa em Medellín que quase o fez ir embora da Colômbia e me deixar para trás. Foi por pouco, mas aconteceu porque nós somos um casal real, com problemas e alegrias – e pode apostar que isso não muda nem quando você está em Paris.

Não adianta esperar que o seu príncipe apareça mudando sua vida e suas viagens. Ele pode não ter disponibilidade para viajar com você, pode ser uma péssima companhia, talvez ele não goste de viajar e, pior, ele pode não gostar que você viaje. E aí você descobre que a pessoa que você esperou a vida inteira para realizar seus sonhos, não pode te ajudar.

Vamos mudar o foco do problema

Saber ser feliz sozinha é o primeiro passo para ser feliz num relacionamento, numa solo trip e enfrentar o mundo sem medo.

 Então talvez seja melhor parar de se concentrar no porquê você não consegue se dar bem nos relacionamentos e sim em como viver melhor sozinha. Pode apostar que aprender a viver assim terá mais utilidade na sua vida. Não há nada mais libertador do que ir ao cinema sozinha, jantar onde quiser, tomar uma taça de vinho só porque você merece e viajar porque tem vontade. A melhor companhia continua sendo você mesma e, se um dia você encontrar um parceiro, vai querer ficar junto puramente por amor e não por necessidade de ter alguém.

Amanda escreve sobre viagens. Acompanhe seu blog e aventuras através do Facebook em Amanda Viaja e pelo Instagram @amandanoventa.

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