Em busca da mala perfeita

Em busca da mala perfeita

Mari Campos

26 Julho 2018 | 19h50

Foto: Mari Campos

 

Assim como os Templários viviam em busca do Santo Graal, todo viajante vive a eterna busca pela (santa) mala perfeita. Que tenha tamanho adequado às nossas necessidades-viajantes,  jogo de rodinhas deslizantes para ser facilmente transportada, que seja leve, segura, resistente, de preferência expansível e bem bolada no interior. Mas convenhamos que não é tarefa fácil, não: já tive muita, mas muuuita mala nessa vida, e as que não quebraram por si mesmas por serem de qualidade inferior foram danificadas e/ou destruídas pelo mau manuseio das mesmas por diferentes companhias aéreas.

No fundo, escolher a mala certa – e do tamanho certo – nos ajuda a evitar mini tragédias de viagem (quem já tentou viajar de trem pela Europa com uma mala G seguramente sabe bem do que estou falando), além de inconvenientes como taxas por bagagens fora do padrão de tamanho admitido pela companhia ou com sobrepeso etc.  A mala do material certo também nos garante viajar mais leves (ou com mais “peso” disponível para suas coisas) e uma vida mais durável à bagagem (de que adianta a mala ser linda se o material que parecia tão firme se parte ao meio durante o transporte?).


Respeito muito (mesmo) fãs de mochilas e duffle bags, mas vou me concentrar aqui nas malas tradicionais, retangulares,  preferencialmente rígidas (polipropileno e policarbonato, porque costumam proteger melhor os ítens que carregam e também são mais fáceis de limpar). A mala ideal para mim é tamanho P porque nos dá uma liberdade imensa ao viajar sem despachar – nada de custos para despachar (agora que quase todas as companhias estão cobrando para tal) e nada de tempo perdido na fila do bag drop antes do voo ou na esteira de bagagens na chegada.

Mas sabemos que para muitas viagens a mala P não é suficiente – então é preciso ter uma mala M de qualidade também. Em primeiro lugar, escolher uma marca confiável é importante, inclusive pela garantia de vida útil (de até dez anos,  como prometem  Tumi, Rimowa, Samsonite e outras). Além da resistência da mala em si, se a rodinha enrosca, o carrinho quebra etc, a gente tem garantia de que a mala será reparada. Para os confusos, que têm dificuldade em visualizar sua mala vindo na esteira de desembarque, a escolha de cores vibrantes ou flúor ajuda – mas também aquela velha máxima de marcar sua mala com algo que você reconheça facilmente (uma fita, uma tag, um adesivo etc) também vale (e funciona muito bem para fãs de malas pretas, como eu). Mas o mais importante é checar como a mala é POR DENTRO.

A minha mala da vez é “no luxury”: coleção Curio da American Tourister

Um erro muito comum na minha opinião é que a maioria das pessoas não compara o interior das malas quando vai comprar uma mala nova – e essa parte sempre MUITO me interessa. Ter “cintos” de segurança, diferentes compartimentos, bolsos, zíperes e afins do lado de dentro  é importante – tudo isso ajuda muito na hora da gente fazer as malas e, principalmente, na hora de desfaze-las no destino (ou encontrar o que procuramos quando não queremos desfazer a mala, ou separar roupa suja de roupa limpa, ou separar roupas de calçados e acessórios, separar acessórios delicados etc).

O mercado de luxo movimenta somas imensas todos os anos com malas e acessórios de viagem. Mesmo uma mala P de grandes grifes chega a valer pequenas fortunas – mas, infelizmente, não são indestrutíveis frente à má conduta com as mesmas por parte das companhias aéreas. Foi por esse mesmo motivo (e por constantar que parte das designer luggage acabam sendo muito mais “status” do que ferramenta de viagem boa de verdade) que, mesmo viajando muito, já há algum tempo decidi não gastar mais grandes somas com a mala a ser despachada.

A penúltima delas, heroína da resistência por anos, faleceu recentemente após perder parte de 3 (!!!) das 4 rodas em um voo. Desolada, busquei consolo em uma mala de marca mais popular: American Tourister (para quem não conhece, é a marca “mais em conta” da Samsonite). E vou dizer que, prestes a encarar meu quinto voo com ela neste mês, tô bem satisfeita até agora. A mala em questão é da linha Curio, que no ano passado levou o prêmio Red Dot Design Award por seu design (é bem bonita por fora mesmo,  e bem planejada por dentro). O material utilizado faz com que seja rígida mas mais leve, com o exterior quase flexível; e o sistema spinner é de oito rodas multidirecionais, o que faz ela deslizar fácil em qualquer superfície. Achei um bom custoXbenefício, apesar da linha oferecer apenas três anos de garantia – a linha inclusive andou em oferta nestes dois últimos meses em algumas lojas online brasileiras.  O que não gostei? A mala M é consideravelmente maior que a média das malas M (inclusive da própria Tourister e da Samsonite, ainda que isso possa ser visto como vantagem por muita gente), e a mala P não tem sistema expansível (um downside na hora de despacha-la).

Mas confesso que ainda não encontrei nenhuma daquelas malas chamadas “ultra-light” com interior realmente eficiente – sigo buscando.

 

 

Dica: aproveita e espia lá na minha casa “pessoa física” minhas dicas para montar uma mala perfeitinha para qualquer destino 🙂

 

 

 

 

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