O espetacular deserto de Israel e o novo Six Senses Shaharut

O espetacular deserto de Israel e o novo Six Senses Shaharut

Mari Campos

26 de junho de 2022 | 14h51

Neste junho, passei o mês quase todo em uma linda e intensa viagem por Israel. Primeiro, embarquei em um tour regular de brasileiros pela chamada “Terra Santa” (com a agência curitibana Caminhos Viagens) e depois permaneci mais vários dias por lá (sozinha boa parte do tempo) para conhecer de fato o país. E, das muitas coisas que tinha na minha listinha de desejos viajantes por lá, o espetacular deserto do Negev, em Israel, estava sem dúvidas no topo.

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O Deserto do Negev cobre mais da metade de toda a superfície de Israel e é de uma beleza árida avassaladora. Suas espetaculares formações rochosas de coloração majoritariamente ocre ganham tons rosados e avermelhados no nascer e no por do sol, criando cenários que realmente parecem saídos de um outro planeta. E conquista até mesmo que não está acostumado com desertos (ou não é apaixonado por eles, como eu).

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Belezas naturais e kibbutzim

Esparsamente povoado, o Negev é, antes de mais nada, o lugar perfeito para quem procura o sossego e o distanciamento social ainda necessários nesses tempos. Mas isso não quer dizer falta de calor humano, não; pelo contrário. As pessoas do deserto também são fundamentais para o deserto ser o que é.

Nem tampouco é o lugar mais quente do país necessariamente; nos meus dias por lá, mesmo às portas do verão local e do sol constante e intenso, havia sempre uma brisa deliciosa soprando, dia e noite (passei muito mais calor em outros cantos do país). Diversas comunidades fazem um intenso trabalho para criar pontos importantes de cultivo no deserto, o que torno o Negev o único deserto do mundo que está revertendo a tendência global de desertificação.

Parte fundamental disso são os muitos kibbutzim da região, que são visita imperdível. Visitei com calma dois deles e recomendo muito: o peculiar Neot Semadar, com história curiosa e que tem grande produção de queijos, sucos, frutas e até vinho (vendendo para diversos pontos do país e com loja própria na região); e o genial Kibbutz Lotan, o primeiro totalmente sustentável do país, que até hoje exporta seus conhecimentos em sustentabilidade para empresas e governos mundo afora.  Ambos também oferecem hoje em dia acomodação turística a preços camaradas para interessados.

O Negev tem também muitas comunidades e assentamentos beduínos, formações geográficas imperdíveis (o tour privativo em jipe pela surreal Ramon Crater – fiz com a Negeveland – é um must do!) e é fértil até em vida selvagem, incluindo hírax, raposas e capras nubianas.  E o céu à noite é aquela beleza surreal que só os céus desertos sabem oferecer, multiestrelados – com direito a ver todo dia o sol se por no deserto de um lado e a lua nascer por trás das montanhas da Jordânia, do outro.

O único downside dos passeios pelo deserto é o constante avistamento de treinamentos militares do Exército de Israel por lá, geralmente com muitos tanques etc. Mas a beleza natural espetacular do local faz a gente relevar isso rapidinho.

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Six Senses Shaharut: a grande novidade do deserto

O deserto israelense contava há algum tempo com acomodações de baixo custo no deserto, de guest houses dos kibbutzim a propriedades  mais econômicas e mais focadas em grupos de jovens como o Kfar Hanokdim e o Selina Ramon. Mas o deserto finalmente entrou agora também na wishlist do turismo de luxo, graças à inauguração do primeiro hotel Six Senses do país: o belo Six Senses Shaharut, instalado literalmente em meio ao deserto do Negev.

O novo Six Senses Shaharut virou um destino por si só; até turistas em viagem pela Jordânia estão atravessando a fronteira com Israel só para passar uns dias ali, com muito conforto, em meio ao deserto. Inaugurado em agosto de 2021, mas aberto ao turismo internacional somente em março deste ano, são 60 acomodações compondo a propriedade de 46 acres.

Com quarto, living, varanda e belíssimos banheiros em suas suítes, o Six Senses Shaharut levou ao deserto do Negev as propostas de turismo de bem-estar e hospitalidade sustentável, que sempre foram as principais bandeiras da marca Six Senses. A propriedade, aliás, é o primeiro hotel tanto de Israel quanto da própria rede Six Senses a conquistar certificação LEED. Algumas das acomodações possuem também pequenas piscinas privativas e área de refeições.

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São três restaurantes na propriedade (um deles, o Midian, aberto para café, almoço e jantar), sempre priorizando uma cozinha que mescla o local com o internacional nos pratos criados pelo chef David Bitton (ex- King David) e utiliza ingredientes locais muito frescos. O delicioso Jamillah Bar acaba virando o ponto de encontro dos hóspedes no final da tarde para um belo drink enquanto o sol se põe e a lua chega, logo em frente.

O café da manhã, com inúmeras estações de buffet e uma lista interessante de pratos à la carte incluídos, é o começo perfeito para qualquer dia no deserto, seja de aventura ou relaxamento. Daquele tipo para passar uma hora tomando seu desjejum e e aproveitando a paisagem espetacular do deserto à sua frente. Importante: embora exista a opção de reservar apenas diárias com café da manhã, é fundamental reservar com meia pensão, já que jantar na propriedade é a única opção quando a noite chega.

O décor é todo inspirado no deserto, com peças, objetos e louças produzidos com exclusividade por uma comunidade dos arredores. A arquitetura genial deixa todas as acomodações espalhadas pelo gigantesco terreno mas, com cada villa construída “para baixo” do nível de entrada, todo mundo tem sempre vista panorâmica para o deserto – e nenhum hóspede vê a vila do outro enquanto caminha pela propriedade instalada no alto de um dramático penhasco em meio ao Negev. 

O Six Senses Shaharut tem ainda piscina infinity com vista para o deserto israelense e as montanhas jordanianas, um belíssimo spa com piscina indoor, um centro de reabilitação de camelos resgatados e um genial jardim quase tropical que abastece as cozinhas do resort. 

No calendário semanal do hotel, diversas atividades são oferecidas sem custos aos hóspedes (como aulas diárias de yoga, tour guiado pelos jardins ou happy hour ao por do sol três vezes por semana) e outras podem ser agendadas mediante pagamento (incluindo spa, trekking pelo deserto, degustação de vinhos etc). Uma belíssima propriedade. 

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Bem conectada no deserto

Fiz a viagem toda por Israel com o chip global da O Meu Chip. Tenho usado esse chip em diversos países, desde a primeira viagem da minha retomada dos itinerários internacionais, em outubro passado, e mais uma vez não decepcionou. O Six Senses Shaharut tem ótimo wifi, mas o 4G do chip internacional não apenas funcionou ininterruptamente na viagem, como também funcionou super bem até nos passeios pelo deserto, inclusive em algumas áreas bem remotas.

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