A austeridade de esquerda é melhor que a da direita?

Margarida Vaqueiro Lopes

05 Fevereiro 2016 | 13h46

Como sabem, Portugal passou de quatro anos de dura austeridade – e resgate financeiro pela chamada troika internacional – pelas mãos de um governo de direita, para um governo de esquerda que assumiu o poder no passado mês de Novembro, depois de umas eleições estranhas.

O atual Executivo, composto por uma coligação de esquerda – Partido Socialista, Partido Comunista Português, Bloco de Esquerda e Partido os Verdes – prometeu virar a página da austeridade. Fazer frente a Bruxelas. Não voltar a penalizar as famílias. Recusar a humilhação da soberania – lembra o discurso do governo de Alexis Tsipras, na Grécia, antes de Agosto do ano passado?

Convido vocês a lerem o que foi hoje aprovado em Bruxelas sobre o Orçamento do Estado português. Depois de ver o que aí vem, só me resta acreditar que, de alguma forma, a austeridade de esquerda deve ser diferente da de direita. O problema, assim à partida, é que me parece também que vão ser os mesmos a pagar a notinha fiscal dessas brincadeiras: os trabalhadores, sobretudo de classe média. Quer apostar?


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