Cinco hábitos MUITO portugueses que estrangeiros estranham

Margarida Vaqueiro Lopes

20 Janeiro 2016 | 14h29

Todo o mundo tem hábitos super culturais tão enraizados que a gente nem dá conta, né? Portugal não é excepção, e são do conhecimento geral as mais bizarras histórias relacionadas sobretudo com a forma como o português é utilizado de forma diferente entre Brasil e a terrinha de Camões. Tenho lembrado de alguns hábitos – fora linguagem – que a gente tem que são também bastante culturais, e que geralmente causam estranheza nos estrangeiros – muitas vezes as diferenças se notam mais entre europeus do que entre Portugal e Brasil. Mas me digam se for diferente.

  1. Tomar café. Para nós, aqui, tomar café é a coisa mais natural do mundo e geralmente quer dizer tudo, inclusive tomar café :p “Vamos tomar um café”, na verdade, pode servir para ir almoçar, jantar, beber um chope ou somente conversar. A gente sempre usa essa expressão e eu só dei conta de que muitas vezes não tomamos café mesmo quando amigos estrangeiros me chamaram a atenção para esse facto. Ups.
  2.    Avisar estranhos da presença da polícia na estrada. Sim, nós sabemos que é ridículo, mas se a gente passa por uma Blitz, é certo que vamos fazer sinais luminosos ao carro que passar por nós logo de seguida, para avisar da presença da polícia. E se no carro estiver um traficante ou um raptor? Err…mas pode ser só um velhinho simpático em excesso de velocidade. Ou com álcool no sangue, né? Enfim.
  3. Lanchar. Mas fazer um lanche, mesmo, ao meio da tarde. Que geralmente envolve um sanduíche ou um bolo e uma bebida quente como chá ou café com leite. E a gente gosta de fazer isso na rua, numa pastelaria (padaria). Se estivermos em casa, lanchamos na mesma. Somos dos poucos povos da Europa que bebe leite a qualquer hora do dia e acha natural.
  4. Almoços longos. Disso já falei, e não é tão diferente do Brasil, mas é diferente de parte dos povos europeus. A gente adora um almoço a sério, que dure mais de uma hora, bem no meio do dia de trabalho. Ninguém entende porque a gente faz isso, e na verdade nem nós. Mas é legal, aquela pausa no meio dia…J [e de repente é tudo sobre comida, nesses hábitos estranhos].
  5. Velas em formato de órgãos humanos. Yep. É mesmo verdade. A gente tem o hábito de ter órgãos do corpo humano – rins, estômago, pulmões, até pés, braços, mãos – em cera, para queimar nos santuários. Em Fátima, por exemplo, é um clássico. Imagine que você tem uma doença nos rins ou tem um pé partido. Vai lá, queima um rim ou um pezinho de cera e pede que fique tudo bem. Bizarro, não é?