Contra o isolamento social, descobrir vinhos nacionais – parte 2

Contra o isolamento social, descobrir vinhos nacionais – parte 2

Margarida Vaqueiro Lopes

08 de julho de 2020 | 19h12

Depois dessa primeira lista que partilhei com vocês sobre alguns vinhos que experimentei durante o Grande Confinamento, trago mais uma seleção de alguns que agora tenho experimentado com os poucos amigos com quem já estive desde que Portugal começou a desconfinar (devagar. Bem mais devagar do que a imprensa internacional adora falar, na verdade).

Repetindo o que escrevi da última vez, quero sublinhar que eu não sou crítica de vinhos, especialista em vinhos ou nada que se pareça. Sou apreciadora de vinhos, e a minha opinião é apenas baseada no meu gosto pessoal – que continuo achando a melhor forma de escolher um vinho. Cada um deve beber o que gosta dentro do orçamento que pode gastar. Ponto.

Abelharuco, Colheita Selecionada – três castas diferentes (Verdelho, Antão Vaz e Arinto) fazem esse vinho alentejano, bastante fresco mas com uma estrutura incrível para acompanhar carne ou marisco ou queijos ou que for. Experimentei as várias opções e confirmo que vale muito a pena 😉 Cada garrafa custa cerca de €5,99 (36 reais) e o produtor poderá enviar internacionalmente, sobretudo porque tem representação no Brasil. https://abegoaria.pt/

Alto Pina, Reserva – Mais um blend de castas brancas: Fernão Pires, Verdelho e Antão Vaz. Confesso já o meu preconceito com vinhos da região de onde é esse: Setúbal. Conhecida sobretudo por sua casta Moscatel, não sou a maior apreciadora do que se faz por ali. No entanto, esse Alto Pina foi realmente uma boa surpresa. Estruturado, fresco, fácil de beber, é somente um pouco doce para mim. Mas é legal para marisco ou peixe. Cada garrafa custa €8,99 (55 reais).

 

Giz, espumante – Bom, primeiro devo contar que desperdicei, sem querer, parte da garrafa ao abri-la. Estava meio distraída e deixei a rolha saltar, e com ela parte desse Cuvée Noir que não merece terminar no chão…Mas enfim!, se conseguirem ter cuidado e abrir a garrafa sem entornar, esse espumante da Bairrada, totalmente produzido a partir da casta Baga, é de uma região para muitos ainda pouco conhecida aqui de Portugal: a Bairrada. É agradável, super saboroso e leve – acompanhei com marisco – mas a bolha é um pouco grande demais. Acabei por ficar com o espumante trabalhando no meu estômago mais do que eu gostaria, mas vale o experimento. Feito pelo enólogo Luis Gomes, custa cerca de €30 (181 reais) por garrafa e pode ser encomendado aqui: https://www.garrafeiranacional.com/

Quinta de Ventozelo, Rosé – Já aqui escrevi que não adoro vinhos rosé. No entanto, trouxe essa garrafa da última vez que estive na Quinta de Ventozelo, cujo monocasta de Viosinho me encantou desde a primeira vez que o provei. Esse rosé do Douro é um pouco adocicado demais para mim, e precisei de o tomar bem fresco e com comida mais pesada para desfrutar um pouco desse vinho. É mais um vinho muito bem feito por José Manuel Sousa Soare, mas lá está: é uma escolha muito pessoal. Custa €14 a garrafa (85 reais) Recomendo, mas não entra nos meus favoritos 😊 Pode ser comprado aqui: https://www.garrafeiranacional.com/

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