Portugal é o 16º melhor país do mundo para se ser mãe

Margarida Vaqueiro Lopes

05 Maio 2015 | 11h37

Ainda não é o TOP 10, mas a gente já não se pode queixar. Quer dizer, até pode, que ano passado Portugal ocupava o 14.º lugar no ranking elaborado pela Save the Children. Mas 16.º lugar em 179 até que é de a gente se orgulhar. O Brasil ocupa, esse ano, o 77.º lugar do mesmo ranking, que avalia as condições dos países em relação à maternidade.

São cinco os critérios usados pela organização para chegar a essa lista: participação das mulheres na política nacional, nível de educação, bem-estar econômico, saúde materna e saúde infantil, incluindo a taxa de mortalidade infantil (abaixo dos 5 anos).

O relatório libertado essa terça-feira assinala que as mulheres portuguesas recebem, em média, 21.200 euros por ano e que ocupam 31% dos lugares parlamentares.

Portugal tem uma das menores taxas de mortalidade infantil da Europa, com 2,8 mortes por cada mil nascimentos, em 2014, segundo os dados da Pordata. E Lisboa aparece no quinto lugar das capitais com menor taxa de mortalidade infantil, quando comparada com as 25 capitais com melhores rendimentos.


A Europa lidera os dez primeiros lugares dessa lista, com a Noruega vitoriosa. Logo depois a Finlândia e a Islândia. A Austrália, que ocupa  o nono lugar, é o único país não europeu a constar do TOP 10. Os EUA, por seu lado, ficam com o 33ª lugar, atrás do Japão e da Coréia. O Reino Unido aparece no 24.º lugar.

E infelizmente é sem surpresas que a África continua aparecendo como o continente maldito para a maternidade. Entre os últimos lugares desse ranking aparecem a Somalia, o Congo, a República da Centro-Africana, o Mali e a Nigéria.

O mesmo relatório lamenta ainda que todos os dias morram 17 mil crianças com menos de cinco anos, em redor do mundo. E muitas dessas “mortes evitáveis ocorrem em favelas das cidades, onde a superlotação e as más condições sanitárias” existem bem do lado de bairros luxuosos, shoppings e enormes edifícios (lembra ali do Morumbi?). Um aviso para todo o mundo.

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