Portugueses proibidos de viajar

Portugueses proibidos de viajar

Margarida Vaqueiro Lopes

29 de janeiro de 2021 | 16h33

Portugueses não podem sair do País a menos que por motivos essenciais. Escolas, restaurantes, cabeleireiros e todas as lojas que não vendam bens essenciais estão encerradas. Voos de e para o Brasil e Reino Unido foram cancelados

Até, pelo menos, 14 de fevereiro, viagens canceladas entre terras de Vera Cruz e Portugal, decretou o Governo de centro esquerda liderado por António Costa essa semana. No mesmo sentido, voos cancelados de e para o Reino Unido, por conta da nova variante do vírus, conhecida por ‘variante inglesa’, e que já representa mais de 50% dos casos de Covid em Lisboa.

 

Aeroporto de Lisboa, novembro de 2020

Numa altura em que Portugal passou para o final da tabela na luta contra a Covid, com números de infeção e de mortos a assumir níveis muito preocupantes, e com o nosso sistema de saúde pública perto do colapso, os governantes decidiram usar todas as armas para tentar travar a escalada dos números. Isso significa que os portugueses ficam também impedidos de sair do País, a menos que por motivos essenciais – trabalho ou saúde, basicamente.

Atualmente, todas as escolas do País permanecem fechadas – as aulas online recomeçam dia 8 de fevereiro –, os restaurantes só podem funcionar em regime de take-away ou home delivery, e todos os estabelecimentos que vendem bens considerados não-essenciais estão encerrados. O teletrabalho continua sendo obrigatório para todo o mundo que o possa fazer, com as empresas arriscando pesadas multas se não cumprirem.

Ainda assim, tem sido complicado conseguir controlar os números e o presidente Marcelo Rebelo de Sousa já avisou que possivelmente esse confinamento mais rígido vai durar até ao próximo mês de março, sinalizando que pode ser mesmo até ao final do mesmo.

Assim, as compras online, as videochamadas com um copo de vinho (ou de chá) na mão, as várias estratégias para entreter crianças e os cozinhados parece que terão que voltar em força, para que todos consigamos aguentar mais esse tempo que nos pedem para ficar em casa. Porque quando a gente ouve que morrem 200, 250, 300 pessoas, não estamos falando de números. Estamos falando de filhos, pais, irmãos, netos, avós…são centenas de famílias que todos os dias perdem alguém querido. Se a nós nos pedem apenas que fiquemos em casa, fiquemos. E com paciência, ajuda psicológica e muita noção das nossas dificuldades, enfrentemos mais esse tempo, na certeza de que virão aí tempos melhores.

Uma das minhas estratégias é rever as fotos das últimas viagens e programas as próximas. Porque sonhar e imaginar ainda é seguro em tempos de Covid. Ao menos isso!

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