Viajar com crianças: sim ou sim?

Viajar com crianças: sim ou sim?

Margarida Vaqueiro Lopes

04 de junho de 2021 | 10h46

Viajar com crianças é uma coisa muito comum nos países do centro e do norte da Europa, mas em Portugal ainda há quem complique muito essa coisa de pegar um avião com os turistas mirim. Sabendo que nem todo o mundo é igual, eu posso apenas partilhar a minha experiência, e garantir que, pelo menos da forma como tenho feito, ela resulta!

A minha filha pegou o primeiro avião quando tinha seis meses de vida – fomos para Moçambique passar a época do Natal, o que significou uma estada de umas duas semanas. Gente, se vocês soubessem o que eu ouvi sobre o assunto: que éramos irresponsáveis; que jamais se leva uma criança para viajar tão pequena – muito menos para um país em vias de desenvolvimento; que era perigoso; que não estávamos pensando nela…

Enfim!, como o pediatra dela sempre disse: “em Moçambique existem bebés? Então eu acho que vai dar certo”. E deu, claro. Depois disso ela já viajou para Marrocos, para a Madeira, para Nova York…enfim. Sempre que fez sentido, ela entrou num avião e seguiu viagem super tranquilamente, e aproveitando muito todos os momentos.

Se é mais difícil viajar com ela? Sim. E mais cansativo também. Tem um monte de coisas que não podemos esquecer – sobretudo quando são bebes, agora já não é uma questão – e tem os horários meio zoados de comida, troca de fraldas e afins. O meu conselho? Não complicar. Os bebes também merecem férias, e sair da rotina não precisa ser uma coisa terrível. Essa sempre foi minha abordagem nas viagens com a criança, que aos 5 anos só pede para entrar num avião de novo.

Quando ela era mais pequena, a mala dela tinha todos os bens essenciais: o leite em pó, a mamadeira, as fraldas, os remédios (TODOS os possíveis!) e sobretudo um bom seguro de saúde válido no País para onde fôssemos viajar. E claro, os contatos dos hospitais e clínicas mais próximos do lugar onde estaríamos para garantir que em caso de emergência saberíamos o que fazer. Claro que ia sempre o carrinho de bebe, também, porque é uma forma ótima de andar no meio das cidades um dia inteiro, e de as crianças poderem descansar e dormir sempre que quiserem, quando são bem pequenas.

Agora, a mala dela leva basicamente o mesmo que a minha: roupa, remédios básicos, a mesma lista de hospitais e clínicas e é isso. Ela faz os passeios programados – não mudo NADA no roteiro por conta da presença de uma criança, a menos que incluísse uma ida na balada, né? – come nas horas que os adultos comem, faz os mesmos passeios andando – ainda que tenhamos que ir mais devagar – vê as mesmas exposições, come a mesma comida, enfrenta as mesmas dificuldades. E sabe o que é legal? É que ela A-D-O-R-A e sempre quer viajar mais.

Mesmo com diferença horária, sem poder ir no banheiro exatamente quando quer, comendo um monte de porcarias – sim, em Nova York comeu muito hot dog e hambúrguer e nada de sopa…sorry not sorry! 🙂 – e ficando exausta no final do dia, a minha filha de quase-cinco-anos é uma incrível companheira de viagem, que sempre se diverte e nunca fica aborrecida. Porque a tensão, geralmente, somos nós quem passamos para eles. Então pense assim: vou-me divertir e esquecer todas as regras que temos que ter em casa? Sim!

Adivinhe o que acontece quando você faz isso…todo o mundo se diverte e aproveita muito as viagens. E ainda fica com memórias super legais de dias maravilhosos em cidades, campo, praia para quando precisarem de um ânimo familiar adicional. E você? Tem por hábito levar a criançada nas suas viagens?

Me conte tudo!

 

 

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